Ser "filha" do herói número 1, All Might, vulgo Toshinori Yagi, não é tão bom como todos pensam e P/n Yagi vai mostrar isso.
Lidar com Daddy issues não é fácil, todos sabemos, e claro que isso não seria diferente para a nossa querida protagonista.
...
"Papai estava por perto, mas não estava presente."
—
"Segure meu coração, está batendo por você de qualquer forma."
Pov: P/n Yagi
Eu não esperava que meu dia fosse arruinado tão rápido.
Mas aparentemente ver meu pai na minha frente parecendo prestes a explodir comigo o fez.
- P/n Yagi, onde você esteve?
- Eu saí, ué.
- Saiu com quem?
- Com a Mina. - menti; ele não precisava saber
- E não me avisa? É assim agora? Você sai e nem avisa seu pai? Eu estava preocupado, sabia?
- Porquê eu o faria? Você nem vê minhas mensagens mesmo. - passei por ele, indo na direção do meu quarto
- Nem pense, mocinha, volte aqui!
Eu resmunguei aborrecida, parando de andar e me virando para ele, cruzando os braços.
- O que foi? É verdade! Você não tem dado a mínima para mim ultimamente! Nem ver minhas mensagens você vê!
- Eu sou seu pai, eu me importo com você, eu amo você! Você está exagerando!
- Será que eu estou, pai? Será que eu estou mesmo exagerando?! Quem é a última pessoa no seu registro de chamada?! Qual foi a última pessoa que mandou mensagem?! Nem precisa me falar, porque eu já sei. É o Midoriya. Midoriya! Midoriya! Midoriya! É sempre o Midoriya! Porque você não adota ele e me manda embora, hein?! Aposto que é o que você está mortinho para fazer!
Eu fui até a porta do meu quarto e a abri, sendo impedida pela voz do homem que eu chamo de pai.
- P/n, eu...
- Não. Eu cansei, Toshinori. Cansei mesmo. Eu tentei muito suportar e ignorar, muito mesmo, mas não dá mais. É muito frustrante querer um apoio da minha figura paterna, mas não o ter porque ele tem preferência em outro garoto que ele conheceu em um dia aleatório! Então se acostuma, porque eu vou ficar saindo sem te avisar, vou te ignorar também e vou agir como eu quero, porque foi isso que você plantou! Então agora, colhe!
Ele ficou calado, provavelmente buscando palavras pra responder. Ou então ele só desistiu mesmo.
- Aquela música foi pra você. - admiti - Porque eu pensei que talvez você percebesse o que você está fazendo com a sua própria filha. Mas não, não resultou de nada.
Eu entrei no meu quarto, fechando a porta com força. Não perdi tempo para trancá-la; as lágrimas se formavam no canto dos meus olhos e algumas já escorriam pelas minhas bochechas.
Eu me joguei na minha cama e enterrei o rosto no travesseiro, abafando o som dos soluços que escapavam.
Demorou para eu me acalmar, respirar tinha se tornado difícil, mas após eu repetir algumas vezes técnicas de respiração, eu consegui me acalmar o suficiente para pegar meu celular e mandar mensagem para a Mina.
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