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MOMENTO NARUHINA #1

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Estou postando hoje e com um certo atraso, Já a que ontem foi dia dos namorados e esse cap estava pronto apenas esperando ser corrigido, é isso espero que aproveitem


『••✎••』

Ao entrarem no quarto designado, naruto ainda com hinata no seu colo a colocou na cama e se deitou ao seu lado, apenas a deixando chorar pelo o que ouviu sobre seu primo em seu peito.

Depois de um momento, hinata foi se acalmando e começando a fazer alguns padrões na jaqueta de Naruto. — Acha que conseguiremos mudar nosso futuro? - A voz de hinata foi ouvida baixa e rouca por conta do choro recente.

Naruto ficou um momento em silêncio mexendo nos fios escuros de hinata, e suspirou. —  Não sei hime, tudo aqui será mostrado, pode nos ajudar ou nos prejudicar. - O silêncio voltou deixando apenas alguns soluços de hinata.

— Hinata. - Naruto a chamou, fazendo com que ela o olhe ainda deitada sob seu peito. — Quer tomar um banho, tem um banheiro no quarto e separo uma roupa confortável para você.

Hinata pensou um pouco antes de se levantar e tirar o próprio casaco lilás que usava, Naruto a seguiu porém indo em direção ao armário para separar uma muda de roupa mais confortável pegando um short e uma camiseta para hinata.

Ouviu o registro do chuveiro ser aberto lhe dando a certeza que ela estava tomando banho, ele queria entrar e ele mesmo dar banho nela, mas preferiu esperar que ela lhe pedisse o pijama escolhido por ele. Hinata estando sozinha se permitiu chorar no banho, e conseguiu se acalmar

Para naruto pareceu uma eternidade porém foram apenas 15 minutos quando ouviu hinata o chamar. - Naruto-kun terminei o banho preciso de uma roupa.

Naruto pegou então o pijama ao qual ele apenas pegou o primeiro que viu não prestando muita atenção e entregou a roupa na mão de hinata onde apenas sua mão estava do lado de fora e os deixou em sua mão ouvindo um obrigada baixo vindo dela, o que o fez sorrir de forma pequena sabendo que o motivo da voz baixa foi dela ter voltado a chorar no banho.

Naruto decidiu também trocar de roupa apenas por uma mais confortável sendo uma calça de moletom preta e uma camisa branca. E voltou a ficar na cama a espera da hyuga, que voltou vestido com um pijama lilás listrado e deitou novamente na cama com pensamento longa e ambos ficaram assim por um bom tempo. Até hinata quebrar o silêncio.

—Como foi sua viagem com o mestre Jiraya? - perguntou hinata querendo se distrair com qualquer coisa que viesse de naruto se deitando ao seu lado e passando um braço por seu abdômen, assim como naruto passou . O sorriso de naruto é algo que se semelha a uma lembrança divertida.

— Tirando o sem-vergonha que me deixava de lado para ir em um puteiro, foi até que divertido, as viagens, conhecer novas pessoas e culturas, também fiz missões e assim conseguir subir pra chunnin. - Naruto retribuiu o abraço fazendo que hinata se aconchegasse nele, o sorriso mudou para algo mais triste.

— Ele também me contou quem eram os meus pais, não falei com ele por uma semana pelo motivo de que me senti fui enganado a vida toda. - O silêncio no quarto do Time 7 era uma criatura viva, alimentada pelo eco das revelações que haviam cindido o peito de Naruto na viagem de volta a Konoha. Naquela sala de reações ao futuro, a imagem do sacrifício de Neji fora o estopim; o peso do amanhã colidira com a verdade dolorosa do passado que Jiraiya lhe entregara. Agora, deitados na mesma cama sob a penumbra estática daquela dimensão, os pijamas de algodão pareciam armaduras pesadas demais para dois corpos exaustos.

Naruto mantinha os olhos fixos no teto, as pupilas azuis opacas, desprovidas do brilho solar que definia sua existência. Ele não chorava; a melancolia o havia paralisado, transformando o herói da vila em um menino que acabara de descobrir o tamanho da própria solidão histórica.

Hinata, cujo peito ainda ardia com a dor de antecipar a perda do primo, virou-se de lado. O roçar sutil dos tecidos quebrou a distância física, mas o abismo emocional dele exigia mais. Com uma lentidão reverente, ela ergueu a mão e tocou o rosto de Naruto, os dedos frios encontrando a pele quente e tensa da mandíbula dele.

— Naruto-kun... - A voz dela foi um sopro, quase um segredo compartilhado com as sombras.

Ele não se moveu de imediato, mas o maxilar travou sob o toque dela.

—Eles se foram, Hinata - ele sussurrou, a voz rouca, arranhando a garganta. — Meu pai... minha mãe. Todo esse tempo eu achei que... E agora, o Neji. Parece que o futuro só quer me mostrar o quanto eu sou feito de ausências. Eu não tive nem tempo de sentir o que o Ero-sennin me contou. Entrou tudo de uma vez.

Hinata sentiu a garganta apertar, mas recusou-se a recuar. Ela deslizou o corpo para mais perto, até que o calor do peito dele pudesse ser sentido através das roupas. Sua outra mão pousou sobre o coração de Naruto, sentindo a pulsação errática e acelerada.

— Você não é feito de ausências - Hinata disse, a firmeza em seu tom contrastando com a habitual timidez. Ela o forçou gentilmente a virar o rosto, obrigando aqueles olhos azuis perdidos a encontrarem os seus. — Olhe para mim. Por favor.

Quando as órbitas se cruzaram, a intensidade do olhar de Hinata prendeu a respiração de Naruto. Havia ali uma urgência silenciosa, uma atmosfera densa e carregada de uma eletricidade que transcendia o consolo fraterno. Uma atmosfera perigosamente íntima, beirando uma linha que nenhum dos dois jamais havia cruzado.

— Eles viveram em você cada segundo - ela continuou, os rostos agora tão próximos que o hálito de um aquecia a boca do outro. — E o Neji... o futuro ainda não aconteceu. Nós estamos aqui. Eu estou aqui.
Naruto engoliu em seco. A proximidade física, o cheiro suave de Hinata e o calor que emanava dela começaram a queimar a névoa fria que o entorpecia. Seus olhos desceram por um breve segundo para os lábios dela, e a tensão no quarto mudou de formato; a melancolia transformou-se em uma necessidade visceral de pertencimento, um magnetismo bruto que quase os fez colidir.

— Hinata... - o nome dela saiu como um apelo, uma permissão para desabar ou para se segurar nela com todas as forças.

— Deixe-me carregar um pouco disso com você - ela pediu, a mão no peito dele fechando-se em um punho suave, segurando o tecido do pijama dele como se estivesse se ancorando no meio de uma tempestade.

Ele fechou os olhos por um longo momento, absorvendo o toque dela, permitindo que a presença de Hinata invadisse cada espaço vazio que a verdade sobre Minato e Kushina havia deixado. Naruto moveu o braço, envolvendo a cintura dela e puxando-a para mais perto, colando seus corpos de uma forma que não deixava espaço para o ar, uma entrega absoluta e silenciosa onde o limite entre o consolo e o desejo se tornou tênue, quase invisível, e ambos tiraram um merecido cochilo.

Quando Naruto abriu os olhos, a opressão de horas atrás havia se dissipado, substituída por um cansaço limpo. Ele estava com o rosto aninhado na curvatura do pescoço de Hinata, uma de suas pernas entrelaçada à dela por cima do lençol bagunçado. Ambos permaneciam com os pijamas intactos, mas o espaço entre eles havia sido permanentemente alterado.

Hinata já estava acordada, os dedos traçando padrões abstratos e preguiçosos nas costas dele, por cima do tecido. Ela sorriu levemente ao senti-lo respirar de forma mais leve.

— Ei. - ela murmurou, a voz suave, mas sem a hesitação de outrora.

Naruto afastou-se apenas o suficiente para encará-la. O azul de seus olhos havia recuperado o reflexo do sol. Ele não disse nada por alguns segundos, apenas apreciando a calmaria que ela havia estabelecido em seu peito.

— Obrigado, Hinata - ele disse, e a sinceridade em sua voz preencheu o quarto.

Ela assentiu, ajustando o pijama desalinhado antes de se sentar na cama. A melancolia havia sido vencida não por respostas, mas pela certeza inabalável de que, independentemente do que o futuro na sala de reações mostrasse, ele não estaria sozinho para enfrentar.

Foi quando um alerta soou no quarto os avisando que a música havia terminado e para retornarem para a sala principal.









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⏰ Última atualização: Jun 13 ⏰

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