13. (Dia 1) Bolo de chocolate
LUCY
...
Estava escurecendo, e lá estava eu, sentada em uma cadeira, enfiando a cara num bolo de chocolate.
Eu estava sozinha, mas nem me importei. Estava muito gostoso para eu simplesmente parar de comer para procurar pessoas.
Eu fiquei lá, que nem uma baleia, comendo bolo por uns minutos.
Quando achei que bastava, me levantei, fui até a pia, enxaguei a cara e as minha mãos. Sequei no pano de prato (minha mãe detesta quando eu faço isso hehehushehsue), e saí andando, pra fora da cozinha.
Olhei na sala, mas Aninha não estava lá.
Nem o babacão.
Subi as escadas, e abri a porta do quarto dela, sem bater.
Me deparei com uma coisa muito fofa.
Ana e Dylan estavam ambos sentados no chão, rodeados de minúsculas peças de um quebra-cabeça.
Apesar de Aninha ter um irmão idiota, a cena era adorável de se ver.
Assim que Dylan botou os olhos em mim, ele, estranhamente, sorriu.
Eu ein, garoto bipolar. Uma hora está uma pilha de nervos, na outra está me dando uma bronca como se fosse meu pai, e agora inventou de sorrir?
Dylan querido, você tem certeza de que está tomando os remedinhos certos?
Eu não retribui o sorriso, mas também não fiz cara feia. Apenas o encarei, confusa.
Aninha resmungou.
"Dylan, essa peça num encaixa em lugar nenhum!"
Ela disse impaciente, e eu sorri. Tadinha (risos).
Dylan olhou para a peça.
"Ana, essa peça vai aqui, não aqui."
"Ahh...."
Eu não aguentei, soltei uma gargalhada. Que fofa.
"Lucy!"
Aninha disse, percebendo a minha presença.
Ela se levantou como um raio, e veio até mim.
"Vem, vem Lucy! Ajuda agente a montar o quebra-cabeça!"
Não deu tempo nem de eu responder. Quando vi, eu já estava sentada no chão.
Eu encarei as peças. Credo, são todas parecidas!
Olhei para a caixa, que se encontrava no colo de Aninha. O quebra-cabeça tinha de se tornar uma bailarina vestida com um tutu cor de rosa, fazendo uma pose num palco marrom.
Eu encarei todas aquelas peças, e escolhi uma de maneira aleatória.
Logo comecei a procurar por uma que pudesse se encaixar à ela.
Devo ter tentado no mínimo umas vinte peças. Nenhuma se encaixava. Eu já me sentia derrotada, quase desistindo, quando avisto uma peça um pouco mais longe de mim. Me estico, e pego a mesma, tentando encaixá-la à minha. Surpreendentemente deu certo.
'Aaaaleluia, aaaleluia, aleluia, aleluia, aleluuuia!!!!' - Cantei, mentalmente.
Olhei para Aninha, ela fazia uma careta de concentrada que me fez querer rir, pelo simples fato de ser fofa.
...
Um tempo depois, eu já tinha 4 peças ligadas à minha.
Todos montávamos em silêncio, até Marília aparecer e nos mandar ir lanchar.
Eu já tinha comido, mas Aninha fez questão de que eu lhe fizesse companhia.
O Dylan sentou na cadeira da ponta do balcão/mesa, Aninha no meio, e eu na outra ponta.
Eles começaram a comer, e eu tomei um suco que tinha, para a vontade de comer mais bolo passar.
Do nada, Aninha puxou assunto:
"Lucy, o Dylan disse que amanhã bem cedinho ele vai me levar pra eu fazer a inscrição na Colômina de férias. Você quer ir me deixar lá?"
Eu fiz que sim com a cabeça. Eu tinha o direito de uma despedida. Não acredito que ela vai mesmo me deixar.
"Tá, então eu vou te acordar às 7am."
Então, eu tenho um azar, seriamente grave, de engasgar enquanto tomo alguma coisa.
E foi exatamente isso que aconteceu.
Eu larguei o canudinho do suco, coloquei a mão na minha garganta, e comecei a tossir.
Linda.
Só que, eu não comecei a tossir bonitinho que nem essas atrizes de novela não. Eu tossia feito um animal, fazendo uma barulho estranho, e eu tinha certeza de que estava vermelha, com os olhos esbugalhados, parecendo um desses desenhos animados, sabe?Lágrimas eram reservadas em meus olhos, e eu senti a minha garganta voltar a doer. Porra Lucy, já é segunda vez hoje!
Todo mundo olha pra mim. Que foi? Eu fiquei azul? É, talvez eu tenha ficado azul. Ou roxa. Não sei dizer ao certo.
Eu tossia sem parar.
Aí, quando o Dylan percebeu que eu não ia parar de tossir, ele se levantou e veio até mim. Bateu nas minhas costas, enquanto segurava a minha mão que estava solta, e chamava pelo meu nome.
Aninha nos encarava, assustada, e eu não sei onde Marília se meteu.
Depois de uns segundinhos eu me desengasguei.
Incrédula, eu disse.
"Por que tão cedo?"
Nem olhei para o Dylan. Apenas encarei Ana. Nem percebi que ele ainda segurava a minha mão. Só percebi quando ele soltou uma gargalhada gostosa de se ouvir.
Eu fiquei séria. Soltei a minha mão da dele, e o encarei.
"Tá rindo de que?"
"Eu tô rindo de alívio, e de você quase morrendo, porque vai ter que acordar cedo."
Cruzei os braços, e o fuzilei com o olhar, e ouvi Aninha rindo.
Fiquei um tempo pensando.
Peraí, como assim, "de alívio"? Pensei que ele me queria ver morta.
"De alívio?"
Perguntei, curiosa.
Ele me olhou sério.
"Você me assustou."
Ele disse, sério.
"Mas eu só engasguei."
Eu ri da sua seriedade.
"Hum. Não teve graça."
Ele saiu andando e se sentou no seu lugar.
Me dirigi à Ana.
" 7 da manhã?"
Perguntei, ainda incrédula, fazendo uma careta.
Aninha riu da minha careta, e começou a me contar sobre o que ela e Dylan haviam conversado.
...Hey!
That's it!
"De alívio" 😱❤️😏
Iai, gostaram???
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Bjs, até o próximo cap,
-Lu.
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My Stupid Cousin
FanfikceLucy é uma menina meio marrenta, porém delicada e frágil, que adora apostas. Ela sonha com a nova escola, e aguarda pelos tão sonhados 16 anos. A menina entra de férias, e bem no finalzinho delas, seus pais decidiram viajar com os seus tios. Três se...