Capítulo 1

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-Leonor, despacha-te com as malas, não podemos perder o avião!- o meu pai grita do andar de baixo.

-Vou já!- gritei de volta.

Assim que acabei de me pentear guardei a escova na malinha de higiene e desci com as minhas mil e uma malas.

-Só vais levar isso?- pergunta o meu irmão em tom de gozo.

-Bem, eu até pensei em ir a casa da Lú buscar alguma roupa que ficou lá perdida, mas isso seria mais uma mala ou duas e na verdade ninguém a iria conseguir levar pois eu e o pai não conseguimos levar mais nada e tu... tu bem... não tens força nenhuma!- respondi no mesmo tom.

-Sendo assim o melhor é levares tu estas malas já que eu não tenho força nenhuma!- diz Tomás largando no chão algumas das minhas malas testando-me.

-Oh irmãozinho preferia deixar-te cá do que não levar as minhas malinhas.- digo sem papas na língua.

-Que rica irmã que me sais-te!- diz Tomás e de seguida deito-lhe a língua de fora.

A Lú é a minha melhor amiga desde de infância, somos como irmãs. Ela apesar de não ter demonstrado eu sei que ela ficou triste de eu mudar de país mas já prometi que ela iria a Inglaterra passar as férias de natal connosco. 

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Bem já deixamos as nossas malas e agora temos cerca de uma hora e meia para ir às lojas ver coisas que eu não posso comprar, yeahhh! Vou pedir ao meu pai para ir ao starbucks porque realmente estou cheinha de fome porque com a confusão toda nem tomei o pequeno-almoço.

Acabei de comer o melhor muffin de chocolate que alguma vez comi em toda a minha vida e para acompanhar bebi um caffè mocca, uma das minhas bebidas favoritas. 

Falta apenas 20 minutes para a hora de embarque e aqui estamos nos a espera. Para ser sincera odeio esperar é a pior coisa que me podem fazer mas neste caso não posso fazer nada a não ser esperar, grr.

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Já estamos no ar a descolagem correu super bem, é a minha parte favorita de andar de avião.

Assim que acabo de ouvir uma voz a dizer que já podemos tirar os cintos a primeira coisa que me vem a cabeça é xixi! Preciso de ir! Levanto-me rapidamente e olho para trás para ter certeza que não está ninguém à espera e reparo num rapaz moreno com fones brancos a olhar fixamente para a janela. Ai meu deus... A minha reacção é logo sentar-me, o que faz com que o meu pai e o meu irmão olhem para mim.

-Ah...Leonor, estas com uma cara igual aquela que fizes-te quando foste à nutelaria- diz o meu irmão fazendo-me cair na realidade, começo a rir pela comparação que Tomás fez porque pensando bem foi exactamente a mesma cara que fiz.

-Filha, creio que não haja aqui nenhuma nutelaria, queres explicar-nos o que aconteceu?

Olho para o meu pai e coro, sem lhe responder à pergunta.

O meu irmão olha para trás e diz -Bem acho que já percebi- e desata a rir -Então maninha aquele gostoso ali chamou a tua atenção foi?- diz Tomás fazendo o seu olhar sedutor (que mais parece um pombo quando o faz).

Olho para o meu pai e para o meu irmão e para o meu pai novamente ainda mais corada do que estava, levanto-me e vou até à casa de banho o mais rápido possível ainda a ouvir aqueles totós a rirem de mim.

Quando saiu da casa de banho passo pela fila do rapaz e reparo que ele olhou para mim e acompanhou-me com o seu olhar até eu chegar ao meu lugar. Assim que me sento depois de ter passado por o meu pai e por o meu irmão, olho para o lado e vejo o meu querido irmão e o meu pai a olhar para mim a sorrirem como se eu tivesse um bigode desenhado na cara. 

Meto os meus fones e acabo por adormecer a olhar para o céu infinito. 

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