O cupido quer as flechas de volta - Bônus

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- E o amor?

Ele questionou a ela, olhando como se a culpa o abrasasse e tomasse conta de seu ser. E em sua face transbordava tristeza e remorso. Todavia, de remorso não faz o amor.

- Se esvaiu de meu ser. Quando ti vi com ela, agarrado aos braços de outra mulher que não era eu! A beijava como se não houvesse outro alguém, se o mundo fosse acabar, enquanto eu e o meu amor por você caia de meus olhos, junto com as lágrimas, as memórias choravam. Denominadas dores da alma.

Ela sentia o riso das memorias antigas se esvaírem de ser, sentia o peso das lágrimas pesadas como pedras ameaçarem descer pelo seu rosto . Entretanto, ela não se permitiu chorar, por mais que doesse arduamente.

- Me perdoa! E lembra do nosso amor!

Ele disse se aproximando de seu corpo frágil, sensível, e doido pelos muitos vidros de seu coraçõe terem atravessado sua alma.

- Outrora, não chamo isso de amor e sim e paixão. Que é um nó, que nos cega e que a cada dia nos faz ver, que esse sentimento denominado paixão é cortante como a ponta de uma agulha, que ultrapassou nossos corações, rasgando-os e nos fazendo sangrar.

- Como? Nós nos amamos, não?

Ele estava sem saída, ele era o culpado mas não queria aceitar seus erros. E form teus olhos que disseram isso a mm.

- Nós não nos amamos.Nós nos apaixonamos.

O garoto respirava e expirava rapidamente, desesperadamente, procurando uma saída, apesar de não existir uma.

- Aliás, o cupido ligou. Ele quer as flechas de volta.

Existe vida após à Marte?Onde histórias criam vida. Descubra agora