Capitulo 9

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Desculpa a demora de publicar, eu me perdi completamente no tempo...mas o capitulo ta ai... espero que gostem

Depois de passar dias longe do Alan ele resolve aparecer com a cara mais deslavada do mundo, pior que não pude passar sermão nele. O desgraçado me atiçou e eu só pensei em saciar meu desejo.
Pena que fomos interrompidos por uma maluquice da minha irmã. Lucia fez uma festa surpresa. Maluca! De acordo com o Alan eu expressar meu desgosto pela foda interrompida ia magoar minha irmãzinha, então me calei e aguentei tudo, no começo foi difícil. Porem quando parei de pensar em sexo a festa ficou mais fácil de aturar e eu ate me divertir um pouco.
Agora estou indo para o quarto com Alan em meu encalço. Começo a lembrar de toda a preocupação que tive com o sumiço dele e fico furiosa.
Não espero nem ele terminar de fechar a porta do quarto e já começo a gritar.
– Agora não tente me agarrar, eu não estou boa com a tua cara de fuinha.
– O que eu fiz mulher? – Pergunta enquanto tira o sapato.
– Sumiu. Onde você esteve esse mês?
– Eu sumi um dia Celina – ele está completamente calmo, isso faz meu sangue ferver.
– Você sabe muito bem que o tempo na Terra e no inferno passa de forma diferente. Mas um dia na Terra é um mês no inferno? – pergunta ele interessado.
– Isso é coisa que não se mede, as vezes é  um mês, um ano e tem vezes que um dia na Terra são anos aqui. – Quando me dou conta já não estou mais buscando informações, ele mudou de assunto me distraindo e eu nem percebi – Ei! Foco – grito – Onde foi que você se enfiou cacete?
– Tu é chata em – Alan tira a camisa e a calça e se joga na cama.
– Me chama de chata de novo e eu arranco suas bolas seu imbecil.
– Eu fui ver a Elisa.
– Ver uma humana? Espera ai... Ela ainda esta viva? – Alan cobre o rosto com o braço e sei que ele esta chorando, me aproximo e sento ao seu lado. Com algum esforço libero seu rosto – Me conte o que aconteceu meu amor.
– Quando eu cheguei lá ela ainda estava viva. O Samuel já morreu a algum tempo, o corpo da Elisa estava debilitado, estávamos matando a saudade e conversando quando um anjo chegou e disse...
– Você conheceu um anjo? – pergunto interrompendo sua narrativa
– Sim ele disse que já estava na hora da Elisa e... – Abraço Alan com força
– Ainda bem que você esta vivo, sorte sua que ele não reconheceu você. Caso isso acontecesse você já estaria morto. – Alan se afasta e me encara. Limpo seu rosto que tem leves marcas negras. Por ter a pele bem morena fica mais difícil ver suas lagrimas.
– Na verdade ele me reconheceu, quer dizer mais ou menos...
– Como assim mais ou menos?
– Ele perguntou que tipo de demônio eu sou, respondi que um incubo, certo? – balancei a cabeça afirmando – então ele riu todo debochado e disse que nunca fui e nunca serei um incubo, que sou de uma espécie diferente que ele nunca viu. – Paro trinta segundos para refletir e sim, o anjo esta certo. Alan não pode ser um incubo, não se pode transformar um humano em um demônio já existente, sempre que houver tentativa surgira uma espécie nova.
– Precisamos ir, temos que ter uma reunião seria.
– Mas...
– Alan, eu sinto muito pela sua perda, mas temos problemas demais agora. – Corro pelos corredores arrastando Alan ate chegar ao quarto dos reis. Arrombo a porta literalmente. Vejo uma cena completamente desnecessária.
Minha irmã esta com as pernas ao redor da cabeça do meu querido cunhado e ele esta fazendo vocês sabem o que.
– Vingança? – Pergunta Nico
– Possíveis problemas, sala de reunião. Agora! Tenho que passar em um lugar antes. Me encontrem lá.
Vou em direção a biblioteca e Alan vem atrás de mim.
– Qual o motivo desse alvoroço? É verdade o que o anjo falou? – Pergunta ele
– É sim – respondo sem parar de andar.
– Então que eu sou? Como você não percebeu antes? – Viro e o encaro.
– Alan, cala a boca por favor. O problema é maior do que você imagina. Então fica quieto.
– Não me de ordens.
– Não me enlouqueça então. – respiro fundo tentando me controlar – Olha, eu li algo em um livro sobre criação de espécies. Por favor, eu preciso achar esse livro – seguro seu rosto em minhas mãos, minhas lagrimas escorrem sem que eu possa controlar. Meu choro é de nervosismo e de uma tristeza que pode estar por vim.
– Porque você esta chorando? – pergunta Alan enxugando minhas lagrimas.
– Porque eu posso perder você de novo e eu não quero te perder, eu não irei suportar. – Meu coração esta apertado, doendo profundamente, o ar me falta e sinto que vou morrer. A sensação de alivio me toma quando Alan encosta seus lábios no meu, seu beijo é lento e profundo, sinto minhas fundações estremecerem.
– Calma, eu ainda estou aqui, vamos resolver tudo isso. Vamos a biblioteca achar esse livro.
– Certo – enxugo minhas lagrimas e limpo na minha blusa, sorte que é azul. Assim não mancha tanto.
Praticamente corro ate a biblioteca. Para minha sorte separei todos os livros que li nos últimos tempos, para meu azar tinha quase quinhentos livros. Olho titulo por titulo tentando lembrar qual era o livro.
Depois de alguns minutos que pareceram horas Alan grita o nome do livro, corro ao seu encontro e beijo rapidamente seus lábios e vou correndo para o salão de reuniões.
– Ate que enfim você chegou em, me explica o que aconteceu para você me tirar da cama aquela hora  – Lucia esta com uma cara péssima e ela vai piorar assim que descobrir o que eu sei.
– É melhor você sentar, a coisa é seria, deixa eu achar a pagina. – respondo enquanto vasculho o livro.
– Que livro é esse Celina? – Lucia continua em pé, encaro-a e respondo seca, será que é tão difícil me deixa achar o que procuro?
– Criação do inferno
– Criação do inferno? Que droga de livro é esse?
– Achei – gritei ignorando sua pergunta, levei o livro ate a rainha. Ela pegou e começou a ler.
– Os anjos caíram...viraram demônios... blá blá blá o que é importante nisso?
– Leia o ultimo paragrafo, em voz alta por favor
– Não se cria demônios iguais ao já existentes, eles nascem de uma espécie já existentes. Caso tente criar um demônio da mesma espécie ira fracassar, podem parecer, mas não são iguais... – Lucia olha para mim, peço que continue a leitura – Lembre-se, ao criar um demônio você tem que nomear a espécie e prestar contas ao reino dos céus, ou a sua espécie será destruída.
– Ferrou –Declarou Nico. Lucia senta e me encara, em seguida encara Alan.
– Quanto tempo temos para declarar a existência de uma nova espécie?
– Não sei, mas quem tem que fazer isso é a Morrayne, ela criou o Alan, so ela poderá declarar.
– Então só temos que convoca-la o quanto antes.
– Temos que ser rápidos então. Um anjo viu o Alan e reconheceu que ele não pertence a nenhuma espécie conhecida.
– Que merda. Qual era o cargo dele? – Pergunta Nico
– Ele era anjo da guarda, eu acho.
– Teremos algum tempo, precisamos da rainha aqui e agora. – Sinto o desespero na voz da Lucia e ele reflete o que eu estou sentindo.
– Como ela pode fazer isso com a gente? Maluca, ela colocou a todos nós em perigo, será que ela não tinha ciência disso?
– Ficou maluco Nico? Olha como fala da rainha mãe. Se os anjos não exterminarem nossa raça ela vai acabar com a sua vida. – Nico ri debochado e diz.
– Meu bem, ela pode fazer tudo, mas tenha certeza, ela nunca ira me matar, ou tocar um dedo em mim. – Senti que Nico esconde algo. Lucia também percebeu
– O que você quer dizer com isso Nico? Você esta me escondendo alguma coisa?
– Não – responde sem mais explicações. Lucia esta fuzilando seu marido e sei que ela esta tentando invadir a mente dele. Enquanto isso ele encara o nada. Um olhar perdido, vazio, não combina com a personalidade dele. Nico esta escondendo algo sim, só que no momento não tenho tempo para isso.
– Preciso que mande seu mensageiro o mais rápido possível e tem que ser o mais confiável também.
– Não precisam se preocupar, eu irei ao encontro dela. Eu a trarei aqui nem que seja arrastada
– Mas...
– Deixe ele ir, ele pode ser mais persuasivo quanto a urgência do que um mensageiro. – silencio minha irmã.
A reunião termina e fomos cada casal para seu quarto. Tiro toda a minha roupa e me jogo na cama.
– Então sua espécie pode ser exterminada por minha causa? – Alan começa a tirar a roupa e eu só quero saber dele. Minha existência sem esse homem não terá graça, então agradeço que minha vida seja ceifada se a dele também for.
– Sim – deito de lado apoiando minha cabeça no braço.
– Quando você falou que me perderia achei que eu morreria de novo – Alan se deita e me abraça, me encolho em seu peito onde sei que é meu conforto.
– Provavelmente eles irão te matar também caso o Nico não consiga resolver tudo a tempo.
– Bom, eu quero isso.
– Morrer? – levando meu rosto e encaro-o buscando algum sinal de brincadeira. Em resposta ele beija minha testa e acaricia minhas costas.
– Eu aceitei a eternidade por sua causa. Eu poderia descobrir um modo e me matar, essa realidade não é mais satisfatória do universo, mas eu me esforço e busco melhorar para ficar do seu lado. Se você morrer nada disso terá sentido.
– Eu te amo Alan.
– Eu amo você minha ex-ruivinha.

Fim do capitulo

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