Capitulo 11

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Faz uma semana que sonhei com Julia, sempre o mesmo sonho. Nada mudou. Apesar que acidade ficou muito mais quieta e mais estranha.

Eu sempre conto tudo para Peter agora, porem não contei duas coisas: primeiro que sonho com Julia e segundo guardo coisas desnecessárias que ele não precisa saber.

Virou meu melhor amigo. Mas uma garota se mudou para a casa dele. Achei estranho, mas ele me contou que era sua prima.

Mudando de assunto, ontem eu estava andando e quando pisquei eu esta em minha cama.

Tudo gira e gira mas nenhum no mesmo sentido. Quando tive aquele estranho acontecimento ontem lembrei de Julia. Porque ela me pediu para salva-la? Ela vai morrer?

As aulas voltam daqui a dois meses. E esse mês nem está na metade do ano e nada acontece isso.

-Lembro de algo.

-O que?

- De um homem...

- Que homem? -Ele disse com um tom de voz ciumenta.

- Acho que... Bobagem.

- Me conte! Por favor!

- Não sei quem.

Houve um silêncio doloroso.

- Me desculpe.

- Por que?- ele disse com um pensamento longe como se não estivesse prestando muita atenção.

- Por não te contar meu sonho.

- Como assim?- ele arregalou os olhos confuso.

Contei a ele sobre meus sonhos com Julia chorando e pedindo ajuda.

- Porque você não me contou isso antes?

Fiquei vermelha pois minha desculpa era horrível e sem sentido.

- Tive medo.

- Medo de que?

Pensei bem em o que dizer. Ele me encarou com um olhar frio.

- Não sei. Medo de... Julia. Ela estava chorando me pedindo socorro, isso e apavorante. Tive medo! Medo de tudo!

- Esta bem, te entendo.

Ele me abraçou e me deu um beijo na testa.

- Vá para casa e durma, e não levante antes das nove horas da manha. - Ele disse sorrido com a voz sumindo cada vez mais que nos andávamos em diressões opostas.

Lembrancas da liberdadeOnde histórias criam vida. Descubra agora