1° Capítulo.

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— Íris , acorda você precisa ir pra faculdade.— falou meu pai me sacudindo.

— Pai, por favor eu não quero ir . — disse fazendo um biquinho.

Ele deu um sorriso então falou:

— Sinto muito meu anjo você já ficou tempo suficiente sem ir a faculdade .
— disse ele beijando a minha cabeça . — Vamos sua mãe fez um café da manhã delicioso para o seu primeiro dia na faculdade . — falou super animado .

— Tudo bem pai , eu vou só por que é você que está pedindo.

— Te vejo lá embaixo .

— Tudo bem pai .

Levantei da cama e fui para o banheiro , fiz minhas necessidades e desci .
Quando cheguei a cozinha minha mãe estava fazendo panquequas.

— Bom dia família, mãe cozinhado?! Isso é um milagre . — falei sorrindo e me sentando na cadeira onde já havia minhas panquequas e o meus café .

— Ha ha ha, eu tento fazer um agrado e é assim que agradecem? — disse ela se virando para nós.

Eu e meu pai começamos a rir ,quando ouvimos um barulho de carros.

— Oque é isso ? — perguntei .

Minha mãe olhou pela janela e então disse com a maior empolgação :

— Vamos ter novos vizinhos .

—Que ótimo !— falei fingindo empolgação. — tenho que ir, está na minha hora .

Me levantei beijei minha mãe e meu pai na testa peguei minha bolsa e sai de casa .

Coloquei meus fones e me desconectei do mundo , quase nem percebi quando meu cachorro passou para o outro lado da rua , onde os nossos novos vizinhos estava se mudando.

Corri em desespero atrás do meu cachorro .

— Pingo , vem — chamei não adiantou em nada.
Pingo não tem nada de pingo, ele é um Shiba inu. Uma raça de cachorro muito popular no Japão, porém muito rara. Para mim ter o pingo foi a maior dificuldade, por isso tenho medo dele ser roubado.
Passei por um caminhão de mudanças e achei Pingo deitado ao lado de uma muito linda por sinal, da raça Samoieda.

— Pingo vamos .— chamei mais uma vez .

Dessa vez ele ouviu , se levantou e veio até mim .
Eu já estava virando as costas quando ouvir um
"Psiu" me virei e vi meu suposto vizinho .

— Ei tem como não deixar seu cachorro perto dela ? — falou me olhando .

— É sério isso !? Ridículo. Vamos Pingo.

— Íris.

Essa voz só pode ser ...

— Oque eu falei sobre os vizinhos?

... A minha mãe.

— Pra ser gentil, mas ele fez de grosseria com o pingo, mãe . —falei.

Ela me olhou com aquele olhar que todas as mães usam para que os filhos façam as coisas.
Me virei para o garoto na minha frente .

— Me desculpe pela minha grosseria . Vou me certificar que meu cachorro não passe pro seu quintal — falei isso me virei coloque Pingo dentro de casa e fui para a faculdade .

Acho que minha mãe está falando alguma coisa com o cara.
Ele até que é bonito, mas destratou meu cachorro.

SentirWhere stories live. Discover now