Epílogo

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"Tudo influência é imoral [...] Influenciar alguém é entregar-lhe nossa própria alma. A pessoa não pensa seus pensamentos naturais, ou arde com paixões naturais [...] Ela se torna eco da música de algum outro, o ator de um papel que não lhe foi escrito" — O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde.

*** 4 de agosto de 2020 (dez anos depois) ***

Louis Tomlinson balançava os pés nervosamente se decidindo se batia ou não na porta, já estava parado em frente a sua antiga casa por pelo menos cinco minutos, sem contar o tempo em que ficou dentro do carro murmurando "eu não consigo" repetidamente até que Harry se cansou e o empurrou para fora.

— Tudo bem — murmurou para si mesmo —, você pode fazer isso Tommo, afinal você já é um adulto, consegue lidar com isso. — Ele levantou sua mão na altura dos olhos, decidido a bater na porta, mas no último segundo, virou de costas e saiu andando. — Eu não posso fazer isso, eu não posso fazer isso, não posso — disse para si mesmo enquanto voltava apressadamente para o carro estacionado do outro lado da rua.

Ele então entrou no carro e bateu a porta com força. — Ela não está em casa — disse colocando o cinto de segurança —, que pena — disse sorrindo nervoso e olhando para Harry esperando que ele ligasse o carro e o tirasse dali.

— É mesmo? — Perguntou Harry arqueando as sobrancelhas em um sinal óbvio de que não havia acreditado em Louis.

— Um terrível infortuno eu diria — disse Louis balançando a cabeça negativamente e ligando o rádio, ignorando a expressão desconfia de Harry.

— Louis. — Disse Harry desligando o rádio.

— Harry.

— Pare de se comportar como um maldito adolescente!

— Eu não estou! — Exclamou Louis se virando para encarar Harry — ela não está em casa então será que dá, por favor, para irmos de uma vez por todas para essa merda de escola?

— Louis Tomlinson você vai sair desse carro e ir até a sua mãe ou eu juro pelos deuses do Olimpo que eu peço divórcio, estamos estendidos? — Disse Harry cruzando os braços sobre o peito e se virando para rua.

— O que? — Louis colocou uma mão no peito ofendido — eu é quem deveria pedir divorcio depois dessa palhaçada! — Completou cruzando os braços e se virando para rua igual a Harry.

— Nas últimas oitenta vezes que disse que me separaria de você desde que nos casamos, eu nunca falei tão sério como agora — disse Harry repetindo a frase que sempre dizia.

— Eu também. — Disse Louis firme. Eles ficaram em silêncio por um momento — você sabe que não estou falando sério, não é? — Disse Louis se virando para Harry e tirando o cinto de segurança. — Quer dizer, a única maneira de eu me separar de você é quando eu morrer, para depois quando você morrer nós nos encontrarmos em outro plano astral.

— Tenho certeza de que vamos morrer juntos — disse Harry olhando para Louis —, e vamos juntos para qualquer que seja o plano astral.

— Ah é? E como você pode ter tanta certeza disso? — Louis disse em um tom provocante, ele podia sentir seus corpos se aproximando lentamente.

— Porque somos almas gêmeas.

Louis franziu os lábios considerando as palavras de Harry, por dentro seu estômago dava cambalhotas. — É, faz sentido — disse por fim olhando para Harry e sorrindo.

No instante seguinte eles estavam se beijando, as mãos de Louis na coxa de Harry em busca de apoio enquanto ele se inclinava cada vez mais. Podia sentir as mãos de Harry percorrendo todo o seu corpo, desde seu cabelo, passando por seus ombros e tronco, até sua cintura, agarrando o com firmeza e puxando-o para seu colo.

The Seven SecretsOnde histórias criam vida. Descubra agora