Capítulo sem título

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No dia seguinte Castiel rastreou o celular de Dean e dirigiu a noite toda até chegar na cidade de Dean, ao entrar na rua de Dean observou muitas viaturas da polícia em frente à casa que deveria ser de Dean, viu um homen de supostamente 50 anos ser preso, sua cabeça começou a doer, estacionou em frente à casa de Dean e desceu do carro, correu até o jardim e lá estava ele deitado, imóvel, machucado, pálido, impassível, olhos fechados, morto.

Castiel sentiu as lágrimas, elas rolaram livremente pela sua face, ele avançou em direção ao corpo, queria tocá-lo, porém, um policial o impediu de continuar, Cas se debateu, gritou e por fim deu um soco no homem correndo até Dean, o segurou no colo e o abraçou forte

- NÃO !! DEAN ACORDA!!!!

Chorava

- AMOR, ACORDA !!

Gritava

- DEAN

Sussurrava

A dor preencheu seu peito, Dean, por que ?

De repente Cas sentiu uma mão no seu ombro, procurou o dono da mão, Sam, magro, machucado, cheio de sangue, olheiras, muitas olheiras, sangue, camisa sangrando, tinha 16 anos tão magro que parecia ter 14, chorando.

Ele puchou o ombro de Cas, abraço, Sam estremeceu, provavelmente pela dor e então Cas sentiu a mão de Sam depositar algo em seu bolso e antes que pudesse perguntar o que era aquilo Sam sussurrou

- Este é o celular de Dean, eu escondi para te dar, isso te pertence Cas e não a polícia

Cas tomou uma decisão juntou forças e antes de partir se abaixou e deu um beijo nos lábios de Dean, frios, imoveis, sem reação, não úmidos, nem mornos, sem sorriso, sem vergonha, sem adeus, morto e mesmo assim foi o melhor beijo da vida de Cas, aquele era o homem que ele amava e nada nunca iria mudar isso

Nesse momento Castiel tomou a escolha mais difícil da sua vida

- Eu vou eternamente te pertencer Dean, não deixarei que ninguém entrar na minha vida e robe seu lugar pois meu coração é seu e minha vida é sua, seu pesteinha tarado

Ele sussurrou para Dean antes de se levantar novamente

Por fim puxou Sam pela mão, o levou para o seu carro e dirigiu até um hotel, quando chegou no mesmo retirou algumas peças de roupa que Dean havia enviado pelo correio para ele da sua mala, a verdade é que Dean pretendia morar com Cas e levar Sam junto, e entregou a Sam, pediu que ele tomasse banho e colocasse as roupas de Dean pois eles sairiam para comer

Castiel tinha colocado em sua cabeça que iria cuidar de Sam e tratá-lo como um filho já que no fim ele era a única memória que ele tinha do homem que ele tanto amava

E enquanto Sam tomava banho Cas acertava o enterro de Dean e a adoção de seu irmãozinho

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[ 2 dias depois ]

O dia estava nublado, os céus pareciam chorar pela perda de Dean, Cas e Sam vestiam longos sobretudos pretos e usavam oculos escuros para disfarçar as olheiras de 3 noites não dormidas por causa das lágrimas, o enterro de Dean foi simples rosas e margaridas brancas e Hortênsia azuis após o enterro Castiel levou Sam em casa onde ele fez sua mala para que eles finalmente partissem, Castiel ainda não havia tido coragem de olhar o celular de Dean, até mesmo pelo jeito que a polícia disse que ele tinha morrido, ele se sentia culpado e buscava justiça, por isso o pai de Dean iria morrer, para vingar a morte do loiro, para provar que a morte dele não foi em vão e que o monstro que era seu pai nunca mais iria machucar ninguém, na saída da cidade eles compraram um jornal que homenageava Dean, após ler a reportagem cas guardou o jornal com carrinho aquele com certeza era o amor da vida dele, ele não poderia ter sido melhor descrito em um pedaço de papel.

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