Terceiro.

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Sumi.
Sim, fugi do Álvaro. Não sei. Desde o meu primeiro beijo é assim. Toda vez, que alguém começa a ser muito importante para mim, eu quero liberdade. Não que o Álvaro seja importante, mas eu tenho medo que isso aconteça. Melhor prevenir do que remediar. Não é mesmo?Como se eu não quisesse me prender a nada, nem ninguém.
- Isabela.
Disse, quando a vi no banheiro se maquiado.
- Olha quem apareceu - sorriu - e ele é um gato.
Ela piscou.
- Isso é bom pra ele.
Ela estreitou os olhos.
- Tu sabe, que o cara que deu teu primeiro beijo não vai aparecer  né?
Era verdade!!
- Então aproveita!!
- Só vim dizer que estou indo embora - pisquei - já tá tarde.
Ela sou-  Vem cá - ela me puxou-  se cuida.
Ela deu um beijo estralado na minha bochecha, ficando uma bela marca de batom na mesma!!
- Quem tem que se é cuidar tu - disse rindo.
- Tchau, bestona.
Mandei um beijo no ar para ela, e fui caminha do para saída, paguei minha conta, e fui saindo.
Vi o Álvaro, do outro lado da rua encostado em um carro, com uma bebida na mão, conversando com um grupo de amigos. Andei o mais rápido que pude, vai que ele me vê!!
Na frente da baladinha, tinha como se fosse uma praça, mas devido ao horário não tinha mais  ninguém ali, mas me chamou tanto a atenção que decidi ir ali.
Sentei em um dos primeiros bancos, que tinha ali, e fiquei olhando o seu, coisa que fazia tempo que eu não fazia.
- Sabia que meu beijo ia te deixar nas nuvens.
Ouço alguém gritar de longe, dou uma gargalhada alta, e o observo.
- Que beijo?
Perguntei, até porque um selinho não é um beijo! Ou é? Fiquei confusa agora - risos. Pisquei para ele que gargalhou.
- Vem cá, olha o que tu fala.
- Não vi problema nenhum em falar isso.
Ele riu - Nossa! Acabou com minha masculinidade, falando assim.
Eu não aguentei cai em gargalhadas.
- Que masculinidade? - provoquei, mesmo - Nossa, depois dessa vou ir até embora, para não acabar mas com a sua masculinidade.
Me levantei, e comecei a caminhar, em meio a risos.
- Julia - Álvaro disse correndo atrás de mim - Pega aqui meu telefone.
- Não precisa, tenho meu - disse e pisquei pra ele.
Ele me encarou - Não vou insistir.
Ele disse, enquanto sua mão acariciava minhas bochechas, seus olhos estavam fixos no meus, uma  de suas mãos foram para minha cintura, e a apertou de leve. Seus lábios passaram de leve pelas minhas bochechas, aonde ele meu deu um beijo. 

- Pega o número, vai.

- Amigos? - perguntei, sei lá porque!

- Amigos de balada!!

- Perda de tempo! - ele me encarou - quero amigos, não amigos de especificidades.

Ele riu - tudo bem, você venceu.

- Fala sério - Olhei para ele desacreditada, mas muito surpresa - Marca meu número aí.

Ele sorriu, passei meu número para ele, e me despedi.

No caminho para casa fui pensando na vida. Que não era a melhor coisa a  se fazer, mas era o que tinha pra hoje.

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