Noite Longa

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O problema não são as cicatrizes. O problema e lembrar de quem as deixou

Já faz horas que estou deitada, tentando dormi, mas acho que meu corpo esta estranhando a maciez da cama e das roupas, e por isso está tão relutante ao sono, ou seja está noite vai ser longa... 

Enquanto a noite corre para dar lugar ao sol, minha imaginação trabalha criando vários cenários de como seria o futuro, mesma sabendo que não passa de especulação criada por mim mesmo mas o silencio dessa noite da mais entonação a essa voz interior que passa a maior parte do dia adormecida mas só me ver sozinha  vem me atormentar com lembranças, frases, acontecimento em geral as vezes até parece que e um fantasma tímido que me acompanha a muito tempo que  espera todos sair para  conversamos e nessas conversa trás átona minhas secretas insegurança 

Cansada de ficar revirando na cama me levanto. Descida a fazer alguma coisa para ajudar meu corpo a descarregar toda adrenalina que essa mudança causou. Me arrasto até o banheiro, e em menos de dez minutos tomo um banho, coloco um roupão que estava pendurado por ali mesmo e vou em direção às malas deixada pelo Bryan no canto. Abro uma delas e por sorte acho um short preto de malha e um top laranja, e com a mesma facilidade, encontro uma calcinha. Os deixo separados em cima da cama, fecho a mala e a deixo com as outras três mala no canto.

Término de me secar, e visto a roupa que tinha separado, arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo bem alto. Procuro pelo tênis que usei hoje mais cedo para viajar, ao encontrar os calços. Depois de dar uma última olhada no espelho para ver como estou, desço as escada na ponta dos pés, vou a cozinha, abro a geladeira pego uma garrafinha de água e saiu pela porta dos fundos, dou a volta na casa chego na rua principal do condomínio, e começo a fazer minha corridas matinal.

O ambiente está perfeitamente agradável, o céu está típico de quando está amanhecendo. Na maior parte está escuro e lá no horizonte vem surgindo de forma tímida uma luz alaranjada, que em poucas horas vai clarear tudo. Sem falar no clima gelado que acompanha de vez em quando um vento forte que gela até a alma.

Minha atenção fica dividida entre meus pensamentos que mesmo eu não tento dado permissão circula livremente, e a belíssima arquitetura desse lugar, uma característica forte desse país que parece ter sido congelado no tempo da era vitoriana.

Já fazia um tempo que estava correndo quando olho para o lado ao atravessar uma das ruas do condomínio vejo três mulheres saindo de uma casa rindo alto, elas olham para mim e me comprimenta com um bom dia animado. Elas estavam começando a fezer  exercícios às duas meninas corria na frente, me ultrapassando e gritando alto: - mãe vamos. Não consegui ignorar isso, é ri da forma que a senhora ficava ainda mais constrangida com suas filhas ao passar por mim ela sussurrou um desculpa bem baixinho e não me segurei, e entrei na onda das meninas

- Pega leve com ela - as duas rindo respondeu "pode deixar" seguindo seu caminho sem  olhar para trás.

Corri por mais um tempo e parei ao  avista  um lago no final do condomínio e fiquei admirando ali alguns patos que natava. Uma cena que me transmitiu paz. sempre tive uma conexão com a natureza. Decidida a ir para casa fui caminhando bem devagar até lá. Quando chego na rua vejo as três novamente, a mãe era uma mulher de classe dava para ver de longe. A filha mais velha era uma típica adolescente rindo alto tentando a todo custo chamar a atenção de sua mãe que imagino está fazendo um grande esforço para se interessar pelo assunto de adolescente. a filha mais nova que estava mais atrás com uma calça moletom uns dois números maior do que ela realmente deveria usar, uma blusa também grande que parecia de pijama  pelo menos era aparentemente mais fresquinha.

Mais proxima delas e da minha casa a mais nova estava correndo meio que se arrastando para alcançar as duas que estão na frente se desequilibra e cai no chão quando ela começa a chorar que chama atenção das duas que recua para socorrer a menina e pela cara que fizeram não tinha sido apenas uma quedinha de criança da distancia que eu estava só vi perfeitamente a queda porem não dava para ver se tinha machucado; e se tinha ou não sido serio. segurei a minha vontade de rir e corri até elas já que não estava longe cheguei bem rápido.
A calça da menina acabou rasgando e sangue escorria, o pé da menina estáva virado de um jeito nada normal para um dos lados. E pela minha experiência em ser líder de torcida ou ela tinha deslocado ou quebrado.

- Calma, menininha você chegou a bater a cabeça ? - pergunto enquanto me a joelho para ver melhor de perto.

- Eu não sei - ela me responde um pouco confusa e acompanhado meu olhar que passava pelo corpo dela é ainda chorando.

- Sua cabeça está doendo ? - digo calma e engatinhando até se pé dela que parecia ser o único machucado sério dela.

- Aí meu deus ! olha para o meu pé eu vou ficar paraplégica - a menina esbravejou com uma cara seria

-  Clarinha para de ser dramática so foi uma quedinha boba não é para tanto - a outra menina diz com um tom serio porem com uma cara de assustada.

-Claro que foi uma uma quedinha boba né Gaia não foi com você - clara responde.

Quando eu mexi no pé dela para colocar  no lugar ela gritou e chorou ainda mais alto. o que me deixou claro algo mais serio tinha acontecido no pé dela.

- A minha casa está a duas a frente vamos até lá para jogar uma água nesse joelho e pedir para o meu motorista levar vocês para casa - falo olhando  para a mulher que estava queta só observando a situação e mais branca que papel.

Após uma cotovelada de Gaia a mulher de forma sutil balançou a cabeça positivamente eu ajudei junto com a Gaia a clarinha a se levantar e se equilibrar e ir pulando com um só pé até la. Entre choros e reclamações de dor chegamos na minha casa, abri a porta e vejo Helena descendo as escadas e quando nos vé desce com mais rapidez ainda e eu e Gaia guiamos clara até o sofá.

- Helena por favor pegue o kit de primeiros socorros e uns aperitivos para os convidados.  - digo.

- Sim, já trago - helena fala, e sai mais do que de pressa.

- Senta-se por favor enquanto nós esperamos a Helena voltar - fala voltando a minha atenção para elas.

- Obrigada - as duas fala baixinho se sentando no sofá.

- Seus pais não vao se incomodar por estarmos aqui - a senhora pergunta.

- Eu não moro com eles aqui só mora eu e o Bryan. - respondo

- Ele é o seu namorado ? - clara pergunta.

- Não eu e ela somos primos de terceiro grau - fala Bryan descendo as escadas é chamando atenção de todos para ele com sua voz rouca de quem acabou de acordar.

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⏰ Última atualização: Feb 22, 2023 ⏰

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