Sonhos são para ser sonhados, mas pesadelos para ser vivido
Arrumar as malas nunca foi uma tarefa tão difícil para mim como está sendo agora. Bryan sempre disse que um dia ele iria atrás deles e ia fazer eles pagar por tudo o que fez a nós, mas eu sempre achei que eram apenas um daquelas promessas que fazemos e nunca cumprimos...
Eu só tinha o Bryan, e ele só tinha eu, e talvez por essa falta de opção eu esteja aqui dentro desse carro vendo pela janela o que era a minha casa ficando para trás, e o automóvel se locomovendo em direção ao nosso passado. Agora que "in"finalmente nos formamos na escola, nada mas impedi de voltarmos para o lugar que nascemos e passamos uma parte da infância, lugar esse que além de fazer muitos anos que não vemos nem por foto, também e o cenário de muitos dos nossos traumas.
Quando o carro para enfrente a casa, entro e sou recebida por uma das empregadas que nos aguardava. A pedi para me mostrar a onde ficava a suíte, a mulher morena de olhos castanhos de cabelos longos e liso com seu sorriso amarelado, me guiou pelos corredores do segundo andar. Ao chegar na porta do quarto a perguntei seu nome sendo o mais simpática possível, o que estava sendo uma tarefa muito complicada devido o cansaço que sempre me deixa de mal humor.
- Meu nome e Helena senhora - disse ela respondendo a minha pergunta em um tom baixo e educado.
- Prazer Helena, eu me chamo Elwira e por favor para referir a mim pode chamar de você ou pelo meu nome mesmo. Bom... gostaria de pedir para não ser incomodada mas hoje por ninguém. Você já pode ir descansar, aproveite essa noite para passar com sua família. Amanhã quando eu descer para tomar café da manhã quero aproveitar para passar as instruções de como eu quero que seja a rotina da casa para os funcionários, por favor os avise para que eu não tenha que repetir. Obrigada você já pode ir - a observo prestando muita atenção em cada palavra que digo o que e muito bom já que não gosto de gente lerda.
Abro a porta do quarto e caminho até a cama e me deito do jeito que estou mesmo na cama, um tempo depois ouço alguém entrando no quarto que mesmo sem abrir os olhos posso afirmar só pelo perfume que invadiu o ambiente que e Bryan.
- Está dormindo ? - Bryan perguntar se sentando na cama ao meu lado.
- Não - respondo ainda deitada e com uma voz rouca.
- Eu sei que você não queria retornar a esse lugar, e que, a anos evita agressivamente lembrar dele. E que acha que eu estou sendo muito egoísmo em ter te arrastando e obrigado a viver aqui comigo. - ele fala em um tom baixo e sofrido
- Não Bryan, o que eu realmente acho e que isso não passa de um dos seus capricho, você decidiu sozinho que você viria para cá e que eu viria junto. Nem se deu ao trabalho de conversar comigo para entramos em um acordo - falo exaltada enquanto me levanto.
- Desculpa se as coisas não aconteceram do jeito que você imaginava pode me culpar, culpar seus pais ou os meus pais fica a vontade mas a verdade e que eu passei a vida pensando em tudo que a gente viveu para mim e como se elas tivesse acontecido ontem. Eu juro que tentei seguir minha vida deixar isso para lá mas não dá Elwira eu não consigo. Quando eu terminar o que vim fazer aqui, fica por sua conta para onde vamos, a casa que moraremos a comida que comeremos até a roupa que usaremos, mas por agora fique ao meu lado eu preciso de você aqui comigo - ele fala olhando nos fundo dos meus olhos tentando me acalmar o que de alguma forma funcionou.
-O que realmente você veio fazer aqui Bryan? - o questiono.
- Me vingar.
- tá bom eu ficarei aqui com você por um tempo não muito longo, o deixarei a vontade, mas não conta comigo para nada é você quem quer isso. Agora saia a viajem foi longa e estou cansada - sem dizer mais nada ele caminho até a saída me troquei e fui me deitar novamente.
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Sede De Vingança
Gizem / GerilimA mente perturbada dele foi massacrada, e isso deixou marcas tanto física quanto psicológica que foram ignoradas por tempo suficiente para transformar o escravo corpo que ele possuía em uma arma vingativa, que encontro ou criou uma oportunidade de d...