Prólogo

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Depois de mais um dia cansativo em meu consultório, estou louco para voltar para casa encontrar minha companheira desde a adolescência minha Amanda. Ela é linda pele alva e branca, cabelos castanhos, olhos azuis da cor do céu e o que me fez amá-la foi o seu temperamento doce e meigo, além de guerreira, Amanda sempre consegue o que quer porque batalha por isso sem ver dificuldade. Hoje é um dia especial porque irei pedir a sua mão em casamento, eu deveria ter feito isso a muito tempo, mas devido a faculdade de artes que Amanda sempre sonhou em fazer na Itália, adiamos.

Lembro como hoje: " - Amanda queria te pedir algo a muito tempo, mas como éramos muito jovens deixei para quando nos completássemos dezoito anos, sei que você só completa essa idade ano que vem, mas como já cheguei a maioridade não vejo porque esperar, nos amamos e não temos porque ficarmos separados... - ela me interrompe colocando uma mão em minha boca e a outra em minha mão contendo uma caixinha aveludada azul.  

- Roger vamos deixar isso para depois, tenho uma coisa para te contar, fui aceita na Universidade da Itália para cursar meu tão sonhado curso de Artes. Casar agora só atrapalharia nossos planos. Olha eu sei que concordei em fazer o curso aqui mesmo na Califórnia com você, mas medicina não é a minha verdadeira paixão e como você me ama, vai entender que preciso correr atrás do meu sonho. Podemos nos ver nas férias e nos feriados, vai ser perfeito, vamos ficar loucos de saudades e isso não deixará nossa relação monótona. Não fica bravo comigo, você já sabia dessa possibilidade. - Amanda me abraçou e retribuí sabendo que nada a faria desistir de seu sonho e a amo ainda mais por isso, mesmo estando decepcionado de saber que não sou a prioridade de seus sonhos como ela é do meu."

Voltando a realidade, fiz medicina aqui na califórnia adiantei alguns anos, devido a não trabalhar fora. Amo minha profissão, fiz medicina e três residencias em clinica medica, pediatria e psiquiatria, não me arrependo de nenhuma delas, mas a dois anos exerço a profissão de Psiquiatra atendendo a mulheres com problemas emocionais. Minha inspiração foi exatamente minha namorada Amanda que sempre teve problemas emocionais devido a relação conturbada de seus pais. Estamos juntos a treze anos, começamos a namorar quando eu tinha quatorze e ela treze. Aos quinze tivemos a nossa primeira vez e não me arrependo em ter tido apenas Amanda em minha vida. Amanda, feita para ser amada significa o nome dela, é o que tenho feito todos esses anos. Amanda fez faculdade de artes na Itália e várias especializações na área, uma delas é recuperar artes antigas, fez uma pequena fortuna na Europa. A dois meses ela voltou para a Califórnia para ficarmos juntos de uma vez por todas, todos esses anos sempre nos vemos em férias, feriados e somente as vezes quando ela tinha que fazer alguma viagem a trabalho sempre estávamos juntos. A um mês ela se mudou para o meu apartamento, montado exatamente como ela quis quando o comprei. Hoje vamos jantar, já organizei tudo no restaurante do meu amigo, estou indo para casa mais cedo para surpreendê-la e fazer com que não nos atrasemos para nosso jantar especial de hoje e que mudará o resto de nossas vidas. 

Depois de pegar certo transito chego a minha casa e encontro a porta aberta acho estranho. Preocupado com Amanda, sigo pelo apartamento em silêncio. Na cozinha escuto baixos ruídos, vou seguindo e ao mesmo tempo ligo para a Polícia. Chegando a porta do meu quarto escuto Amanda gritar Não desesperadamente, gritos agudos. Abro a porta e vejo um homem em cima dela a possuindo forçadamente. Com fúria seguro pelos cabelos e braços e o tiro de cima dela e começo a proferir chutes e socos no meliante, quando escuto Amanda dizer:

- Roger para com isso... - Esse cara estava estuprando a minha mulher, ela está desesperada preocupada comigo.

- Querida, não se preocupe, já chamei a polícia. - quando me certifiquei que o criminoso não poderia levantar fui abraçar minha futura esposa e fui surpreendido pelo que Amanda falou. Ela arrumando a roupa se levantou e foi ao encontro do idiota caído e espancado no chão.

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