McGonagall abriu a porta do Salão Principal, e automaticamente os alunos e professores olharam para nós. Ainda estava ao lado de Granger, e pude ver como se impressionou com o salão. Mesmo fazendo um "Oh!" para todo o salão, quando viu o teto encantado, desfez sua feição de surpresa e disse para a menina ao seu lado (que provavelmente não conhecia):
- É encantado para parecer o céu lá de fora. Li isso em "Hogwarts: Uma História".
Esbocei um sorriso. Mas o fechei abruptamente quando paramos bem em frente à mesa dos professores, um banquinho de quatro pernas, e a professora McGonagall, qua agora, possuía um pergaminho em uma das mãos, e um chapéu velho e rasgado em outra.
Um silêncio tomou conta do salão por alguns segundos, enquanto o estômago dos calouros se reviravam. O medo de não "passarem" num possível "teste" que viria, era evidente. É claro que papai sempre disse que iria para Sonserina, que era um sangue puro digno de respeito, possuindo "Malfoy" no nome, e tudo mais. Por isso, estava estranhamente calmo.
Até que o Chapéu começa a falar. Sim, o Chapéu falou! Toda a calmaria que eu transparecia, se desfez em uma respiração acelerada. Mesmo sabendo muitas coisas sobre Hogwarts, mamãe e papai haviam cortado a parte da seleção em si, dizendo apenas o necessário sobre a casa que eu deveria (e as outras 3 que eu obrigatoriamente não deveria) ir: Sonserina. Percebi que Hermione Granger, ainda ao meu lado, respirava profunda, e lentamente, murmurando coisas que eu não entendia. Mas de alguma forma estranha, ela mesmo assim, conseguia prestar atenção em que o Chapéu dizia, balançando a cabeça em momentos.
-•-•-
Logo após a cantoria do Chapéu, o salão rompeu em aplausos. Me acalmei quando soube que tínhamos que simplesmente experimentar o dito cujo. E assim, a seleção começou:
- Abbott, Ana. - disse Minerva.
- LUFA-LUFA! - berrou o chapéu depois de uma pausa ("Que perdedora" me lembro claramente desse pensamento).
Alguns vários alunos passaram. Até que McGonagall chamou:
- Granger, Hermione.
"Vá para a Sonserina. Vá para a Sonserina..."
Depois de quase CINCO MINUTOS (como pôde demorar tanto!?), o chapéu anunciou:
- GRIFINÓRIA!
A mesa leonina levantou e aplaudiu fervorosamente, enquanto eu apertava minhas vestes e simplesmente virava o rosto, vincando as sobrancelhas.
Longbotton foi o próximo a ser chamado. Caiu um tombo indo ao encontro de Minerva, e saiu ansioso (depois de ficar a mesma quantia de tempo que Hermione lá na frente) para a mesa leonina, que agora era seu lar. Acontece que o chapéu ainda estava na sua cabeça, o que arrancou uma série de gargalhadas dos alunos.
- Malfoy, Draco. - chamou Minerva.
Subi confiante os degraus, e me sentei. O chapéu mal tocara minha cabeça, mas já anunciava:
- SONSERINA!
Sorri, vitorioso. Sou um Malfoy, não seria um deles se caísse em outra casa. Me levantei, e de relance, olhei para a mesa dos Grifinórios. Hermione Granger estava um tanto quanto desapontada, mas esboçou um sorriso (com as bochechas coradas) para mim, quando viu que a estava olhando.
Sentei-me na mesa da serpente, recebendo cumprimentos vários alunos (calouros e veteranos). Mas logo votamos a prestar atenção na seleção.
Depois de um longo tempo, chegara a vez de Potter. O chapéu e ele conversaram por alguns minutos, até que o objeto berrou:
- GRIFINÓRIA! - decepcionando alguns alunos próximos a mim.
Quando Potter se sentou na mesa leonina, ele cumprimentou o pobretão Weasley e Hermione Granger, que sorria lindamente. Senti inveja (não ciúmes! Inveja, ouviu cérebro?) dele naquele momento.
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There is not Always a Happy Ending | Dramione
Fanfiction"Eu sei. Eu sei que fui um babaca. Sei que não a merecia, nem a mereço. Mas mesmo assim, nunca deixei de amá-la." Desde os 11 anos, Draco Malfoy se apaixonou por Hermione Granger. Ao descobrir que ela era uma nascida trouxa, Malfoy tenta acabar com...
