Acordei com a coluna dolorida por ter domido no sofá.
Mas o cheiro de panquecas que me atingiu, compençou.
Levantei apressadamente e corri para a cozinha.
-Bom dia. - saudei e a visão que tive me fez parar bruscamente e meu queixo foi ao chão.
Allan estava só de cueca box, debruçado sobre o meu fogão, colocando calda de chocolate na pilha de panquecas.
- Oi. - ele sorriu pra mim e veio em minha direção com o prato de panquecas na mão. - Bom dia, Sunshine. - me entrega o prato e sorri. - Como dormiu? - debocha.
- Péssima. - olho seu corpo descaradamente. - Tinha um peso morto na minha cama. - ele gargalha e se aproxima mais de mim.
- Podia ter deitado comigo, Elena. - passou o braço por minha cintura. - Não é como se eu fosse te atacar. Afinal, eu estava caindo de bêbado, ontem.
- Eram três horas da manhã, Allan. O que deu em você? - cruzei os braços.
- Queria ver você, Lena. - passou o nariz por meu pescoço. - E bebí um pouco para me dar coragem.
- Um pouco? - me afastei dele antes que minhas barreiras fossem derrubadas.
Ele coçou a nuca e sorriu sem graça.
- Talvez, muito. - admitiu.
- É. Realmente você bebeu muito. - pego uma panqueca e coloco na boca. - Hun. - faço uma cara de satisfação. - Sua panqueca ainda é a melhor de todas. - sorrio para ele.
Ele sorri de volta e se aproxima novamente.
- Obrigado por me aturar. - pegou uma panqueca e também comeu.
- Disponha. - o olhei por completo. - Falta de roupas? - apontei para ele.
- É. - me olhou. - Você tirou minhas roupas do armário. - seu semblante passou a ser sério. Deixa eu voltar, amor. Já são seis meses.- pegou minhas mãos e entrelaçou as suas. Por favor, Elena. Eu não aguento mais ficar sem você.
- Allan, já conversamos sobre isso. - largo a panqueca e o olho.
- Mas você também sente minha falta. - tocou meu rosto. - Eu sinto isso de longe. - quebrou o espaço entre a gente e colou meu corpo ao dele entre a bancada da cozinha. - Você ainda me ama, Lena. Por que se fosse ao contrário, você nem teria aberto a porta ontem. Muito menos ter deixado eu dormir aqui no nosso apartamento. - arfou. - Deixa eu pelo menos beijar você. - uma de suas mãos foi parar em minha nuca. - Mostrar a você que eu mudei. Que eu mereço ter a minha mulher de volta.
A essa altura, meu corpo já estava mole, as barreiras derrubadas e eu já havia cedido.
- Deixa? - roçou nossos lábios. - Deixa, Sunshine?
