A moça do táxi

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Conta-se está lenda na cidade de Belém do Pará, onde viveu e morreu Josephina Conte.

Josephina nasceu no dia 19 de abril de 1915 mas ao ter contraindo tuberculose, doença que naquela época não existia cura faleceu em 1931, aos 16 anos. Outros afirmam ainda que a morte da jovem não foi ocasionada pela doença, mas o que continua sendo um grande mistério é que em uma radiografia realizada haviam objetos pontiagudos parecidos com alfinetes em seus pulmões.

Em vida, o pai da jovem lhe dava como presente uma corrida de táxi pelos pontos turísticos de Belém, e que ainda hoje, 84 anos passados de sua morte, na noite de seu aniversário à meia noite ela costuma vagar pelas ruas da cidade.

Em uma noite, um taxista avistou uma bela jovem morena  que estava vestida de branco em frente ao cemitério. Ao ser solicitado que parasse a moça lhe pediu ao embarcar que a deixasse na igreja, onde ela iria rezar, pediu ainda que ele a esperasse para levá-la de volta ao cemitério. Quando estava descendo do táxi a jovem perguntou ao taxista se ele não poderia vir em um outro dia receber a corrida, pois estava naquela momento sem o dinheiro para pagar. Assim ficou acertado e o taxista foi embora.

Outro dia ao realizar uma corrida próxima ao local, se lembrou daquela moça e de passar para receber. Ao chegar a casa, a família estava almoçando e a empregada foi quem atendeu a porta; o taxista contou que estava ali para receber por uma corrida que havia feito há poucos dias para uma jovem daquela casa.

Começou se apresentado e contando a história desde o início, que era taxista e que alguns dias antes havia feito uma corrida para uma moça do cemitério até a Basílica pois a jovem gostaria de rezar. Está moça teria pedido ainda que ele a esperasse para deixá-la novamente no cemitério, e que no fim da corrida ele deveria ir até o endereço de seu avô Nicolau para receber.

Com a descrição dada pelo taxista o avô acreditou que uma das irmãs de Josephina poderia ter ido ao cemitério para visitá-la e perguntou a elas se tinham ido recentemente ao cemitério, mas a irmãs foram incisas em dizer que não.

O taxista não estava entendendo o que estava acontecendo, apenas afirmou que havia recebido esta orientação da jovem.

A família continuava insistindo de que isso não era possível, pois como já haviam afirmado antes, ninguém teria ido ao cemitério. Enquanto os dois conversavam, de repente um vento calmo bateu porta adentro e abriu a porta de um dos cômodos da casa, o taxista percebeu que havia uma sala com vários retratos pendurados. Ao olhar ele logo reconhece um dos retratos que estava na parede, era a moça que havia carregado, ele diz: olhe, é aquela moça.

O avô espantado diz, mas aquela moça já morreu. Contam que o taxista ficou tão pálido, que nem quis mais receber a corrida.

Além desta cobrança feita, outro fato intrigou a família de Josephina, ao mandar uma foto dela para ser moldurada no porcelanato, a mesma que seria colocada em seu jazigo, a foto quando pronta veio esculpida com um broche de carro, que na original não havia.

Sepultura daMoça do Táxi” atrai curiosos – Outro mistério para um grupo de amigos, foi que em uma determinada noite eles adentraram ao cemitério onde encontra-se o túmulo de Josephina Conte. De acordo com eles, ao observarem a fotografia fixada no túmulo perceberam que a expressão do rosto, parecia mudar com o passar do tempo.

Dia de Finados – No Dia de Finados muitas pessoas aproveitam para além de rezar por seus familiares acenderem uma vela no túmulo de Josephina. Isto porque de lenda urbana a moça do táxi foi consagrada uma santa popular. Muitas pessoas homenageiam seu túmulo com velas, flores e placas de mármore que fazem referência a bênçãos recebidas.

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