Chapter 02 - "I Will Never Leave You"

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O alarme toca e eu me levanto animada, era o meu segundo dia de aula, mesmo que tenha sido um desastre eu sempre olhei pelo lado positivo e pensar positivo, reencontrar Steven também me fez ver que nem tudo é bom e nem tudo é ruim, afinal foi só um primeiro dia ruim, o que de ruim pode me acontecer, eu desço as escadas para tomar o meu café da manhã, meus pais já estavam sentados a mesa, meu pai estava lendo um jornal enquanto minha mãe preparava meu prato, quando chego a mesa, dou um beijo neles dois, minha mãe logo me diz:
_ Bom Dia querida! Está de bom humor, teve uma boa noite de sono? _ Minha mãe numca me pergunta se dormi bem ou não, mas acho que estava tão feliz que qualquer um poderia ver. _ Cornélia, responda a pergunta que te fiz, como foi sua noite? Deve ter sido boa para você estar assim radiante, ou aconteceu alguma coisa na escola ontem que queira me contar?
_ Não houve nada, eu só tive bons sonhos mesmo! _ Não queria dizer que sofri Bullyng logo no meu primeiro dia para os meus pais, muito menos que saí da escola e não voltei mais, para fugir do assunto eu comento com meu pai sobre a manchete do jornal. _ Está lendo sobre a queda no valor dos imóveis pai? Soube que esses últimos meses tiveram um saldo menor do que o ano passado.
_ Realmente Connie, os preços dos imóveis tem caído muito ultimamente, mais do que o normal, e é tudo culpa da Yellow Corporation, estão tirando os nutrientes do solo fazendo com que o clima fique maluco e nada cresça nas fazendas, tudo isso justamente quando finalmente decidimos voltar pra cá. _ Meu pai adora quando eu me interesso pelo trabalho dele, minha mãe quer que eu estude medicina assim como ela, mas meu quer muito que eu comece a trabalhar com ele na imobiliária.
_ Chega! _ Minha mãe grita. _ Você achou mesmo que poderia fugir da aula e não voltar mais sem que eu ficasse sabendo Cornélia? E ainda por cima quando te dou a chance de falar a verdade você mente pra mim?!
Eu deveria saber que a Diretora Rose iria ligar para meus pais, agora eu estava rezando para que um milagre acontecesse para me salvar, e aconteceu, o celular da minha mãe toca e era do Hospital onde ela trabalha, era uma emergência e minha mãe teria que ir para o hospital rapidamente, e ela nunca deixaria de atender uma emergência por nada, nem mesmo por mim.
Minha mãe e meu pai saem de casa e eu pego um táxi mais uma vez para ir para a escola, quando os sinal toca eu descubro que teremos aula de Educação Física no primeiro período, e dizem que a treinadora Bismuto não pega leve com os novatos, ela entra na sala e comenta o fato de haver novos alunos, para minha surpresa eu não sou a única novata, Bismuto chama meu nome e o de uma outra garota chamada Peridot, quando olho para a garota eu vejo que no lugar de uma das pernas ela possui uma prótese, quando nós duas nós posicianamos em frente a classe toda Bismuto diz:
_ Vejam só Gems, bundas de neném que precisam ser bem tratadas, será que essas vadias são do nosso , uma delas já estou sabendo que é uma cagona e não aguentou o primeiro dia, patético, para você querida eu digo, não há espaço para putas frouxas na Crystal Gems, por enquanto a piranha sem perna ali está a um passo a frente de você, então é melhor você me surpreender hoje Crystal Temp.
Eu me senti tão fraca depois do que ela me disse, como se a discussão com minha mãe hoje cedo já não fosse o suficiente, as palavras que aquela mulher me disse foram tão duras que me senti como se eu fosse nada, sem valor, sem forças, quando eu olho para a garota que estava lá comigo, posso ver que ela está normal, com uma cara fechada, sem mostrar um resquício de um sorriso, ela chegava a me dar calafrios.
Depois de uma longa sessão de tortura na Educação Física, eu me dirijo até a classe para esperar a professora Pérola para nos dar aula de história, só espero que não seja mais uma aula que acabe comigo, quando a aula começa a professora diz que vai passar um trabalho em dupla sobre a história de Beach City, não sei se foi para a minha sorte ou para o meu azar, mas acabei fazendo dupla com Peridot, a professora nos deixou livres para conversarmos sobre como iríamos fazer o trabalho, era a oportunidade perfeita para me apresentar para a Peridot:
_ Olá, meu nome é...
_ Cornélia Maheswaran, 16 anos, morou durante anos no Iraque, voltou há pouco menos de 1 mês para Beach City, é eu sei. _ Ela me cortou assim que comecei a falar. _ Se não se importar eu prefiro muito mais fazer esse trabalho todo sozinha, se você é uma cagona que não aguenta algumas piadas com você, não deve conseguir fazer um trabalho em dupla, então agora vai arranjar o que fazer na casa do caralho.
Ela sai da sala e me deixa lá sozinha como se eu não fosse ninguém, também saio da sala, mas vou para o banheiro jogar um pouco de água no meu rosto para ter certeza de que eu não estava presa em um pesadelo, passo a maior parte do tempo olhando meu reflexo no espelho dizendo para mim mesma: “É só uma semana de merda, não tem nada pra me deixar com medo.” mas mesmo dizendo isso repetidas vezes, eu não conseguia me sentir bem, mas mesmo assim eu saí do banheiro decidida a ser a melhor que eu pudesse ser, porém, quando saio do banheiro esbarro em uma pessoa, para minha surpresa era o Steven, ele estava ali na minha frente com um papel na mão que pelo que pude ver era uma mapa da escola.
_ O que você está fazendo aqui? _ Eu pergunto.
_ Agora eu estudo aqui, pedi pro meu pai me matricular aqui, pra ficar mais perto de você... _ Na hora que ele me disse isso não pude evitar ficar vermelha de vergonha. _ Mas eu não falei isso pra ele, falei que queria estudar na mesma escola da minha irmãzinha.
_ Sua... O que? Desde quando você tem uma...
_ Steven tá na área manda ver, manda ver, e aí maninho tá conseguindo se achar aqui na escola? Eu lembro que demorei um tempão para me achar nesses corredores... _ Steven agora tinha uma irmã, não fazia ideia de que o pai dele havia casado outra vez, muito menos que ele tinha tido uma filha. _ Então... Você deve ser Cornélia não é? Eu sou Amy, a irmã mais nova do Steven, ele não parou mais de falar de você depois que se encontraram ontem, parecia uma putinha no primeiro programa, é melhor que você não seja uma vadia com o meu irmão, porque se você for eu juro que te mato.
_ Não imagina, eu e Steven somos só... Velhos amigos, e você pode me chamar de Connie se quiser.
_ Tudo bem Connie, bom eu vou ter que ir antes que a puta da treinadora me mate e você seu merda tenta não cagar com a escola toda pelo menos na sua primeira semana, Connie fica de olho nele tá? Esse merda aqui tem uma habilidade imensa pra arranjar problemas. _ Ametista deu um beijo na bochecha de Steven e saiu.
_ Então... Essa é sua irmã? Quando ia me contar que tinha uma irmã mais nova, e que seu pai tinha casado mais uma vez, estou louca pra conhecer a sua madrasta. _ Falei entusiasmada.
_ Bom, eu ia te contar sobre minha irmã hoje quando ia te chamar pra sair, mas sobre a minha putadrasta, melhor você nem querer conhecer.
_ Espera, você ia me chamar pra sair? Eu adoraria, mas hoje tenho que chegar cedo em casa, minha mãe quer conversar comigo, acha que podemos deixar pra outro dia?
_ Então vamos agora! É a nossa primeira semana, eles nunca fodem com os novatos, vamos aproveitar para nós divertirmos.
Não sei o que deu em mim naquela hora, mas eu aceitei, nós dois saímos da escola e fomos para a praia e ficamos em um penhasco de lá, ele era chamado de Mirante Rosa, Steven me disse que é porque as pessoas vão até lá para admirar o por do sol, nós conversamos tanto, ele me falou de como a madrasta dele era uma mulher ausente e que mal dava atenção pra Ametista, muito menos pra ele, o pai dele virou professor de música na Beach City High e só por isso Steven foi aceito lá, depois eu falei de como minha mãe estava pegando no meu pé, e que provavelmente ela vai descobrir que faltei mais aulas hoje, então provavelmente eu ficaria de castigo, nós dois também contamos do que fizemos esses anos todos, nunca pensei que Steven seria expulso de tantas escolas, a madrasta dele queria colocá-lo em um colégio militar em Jersey, me lembrou de uma vez que minha mãe quis me mandar para um convento logo quando chegamos no Iraque. Eu recebo uma mensagem e quando olho de quem era, vi que minha mãe havia me ligado 3 vezes e me mandou uma mensagem perguntando onde eu estava porque ela e meu pai estavam a minha procura, quando olho que horas eram percebi que já passava das 16:00 e não dei um único sinal de vida para os meus pais, Steven e eu nos levantamos rápido e entramos na van dele, quando descemos o mirante nos deparamos com o carro do meu pai, minha mãe estava me olhando de um jeito que nunca tinha me olhado antes, naquele momento eu achei que minha vida tinha acabado.

_ Cornélia Vitória Maheswaran, o que a senhorita está fazendo aqui com este bastardo? _ Minha mãe exclamou.
_ Mãe você não pode falar assim com ele! Ele é meu amigo... _ Tentei argumentar, mas ela logo me cortou.
_ Não me responda! Eu sou sua mãe e sei quando alguém não é do seu nível e quem não é um bom exemplo para você seguir!

_ Não tem problema Connie, vá com eles, eu não me importo com isso... _ Steven me deixou mais tranquila. _ Au revoir senhor e senhora Fodidos de Merda. _ Ele entra na Van e vai embora.

⏳3 Meses Depois...⏳
_ Naquele dia eu achei que meus pais me matariam e te matariam junto, eu senti tanto por eles terem de xingado e te humilhado daquele jeito Steven, também você ter xingado eles não ajudou nada, mas se eu fosse você depois daquele dia nunca mais falaria comigo.
_ Tá tudo bem Connie, pelo menos naquele dia nós finalmente ficamos mais próximos, e os seus pais precisavam ouvir umas verdades. _ Steven fica mais próximo de mim e põe a mão dele em cima da minha. _ Pelo menos naquele dia eu pude ver pela primeira vez você sem o véu.
_ O véu foi mais um dos motivos pra minha mãe surtar comigo, desde aquele dia ela nunca mais me deixou ir pra escola de táxi, todos os dias meu pai era obrigado a me levar.
A chuva ainda estava forte, mas Steven e eu estávamos protegidos da chuva embaixo de de um monte de pedras.
_ Ainda não estou acreditando que você queria pular daqui Connie, você ia me deixar... _ Steven disse.
_ Eu jamais iria deixar você, não importa como, eu sempre vou estar com você, nós sempre vamos estar juntos Steven, para sempre. _ Eu o Conforto.
_ Nem mesmo pra ser livre como você sempre quis ser? Nem mesmo pelo Kevin?

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