Capítulo 6 - God in Devil's eyes

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BLAIR

Fiquei completamente hipnotizada pelo magnetismo daquele homem, cada detalhe dele, cada movimento que ele fazia, era analisado por cada partícula do meu desejo. Tive que me controlar em diversos momentos em que fiquei sozinha com ele naquele escritório, não pude nem refletir sobre as palavras que foram ditas acerca de Louis. A única coisa na qual eu pensava era como eu gostaria de sentir o toque de sua pele sobre a minha, por curiosidade. E nesses momentos eu cogitei a possibilidade de mudar a estratégia do meu jogo. Com ele funcionaria muito mais sedução do que profissionalismo, mas ao tentar, eu o vi reticente. Ele exitava em cair no meu jogo, então decidi voltar a estratégia inicial: manter os amigos perto, e os inimigos mais perto ainda. Quando chegasse em casa, conversaria com Carter.

- Obrigada, Bass. Eu posso resolver tudo sem sua ajuda, mas sua proposta há de ser levada em consideração. – me levantei – estamos conversados – fui em direção a porta mas a voz de Bass me deteve –

- Espere – dei as costas para a porta e o encarei, esperando que dissesse alguma coisa. Ele se levantou e veio em minha direção. Não tive oportunidade de assimilar, já estava contra a porta – Quer mesmo saber em que eu pensava, Waldorf?

- Ficaria agradecida se falasse – sussurrei com as mãos em sua nuca. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo –

- Eu não conseguia parar de pensar como seria se eu rasgasse seu vestido e pudesse ver o que tem escondido em baixo desse decote – Tocou minha nuca. Mordi o lábio inferior, pressionei uma perna na outra tentando controlar a excitação. – Não sabe como fico excitado cada vez que morde o lábio dessa forma – parte de mim quis controlar o desejo, mas parte de mim quis se entregar –

- Será que está falando a verdade, Bass? – a luxúria falou mais alto. Pousei minha mão sobre seu membro, coberto pela calça social. Pude sentir o volume, pressionei as pernas novamente como se fosse aliviar minha excitação, foi em vão – Não sabe como minha calcinha está molhada – disse antes de virar de costas. Senti sua ereção roçar em minha bunda. Lembrei-me que deveria agir com a razão, levei a mão sobre a fenda do vestido e por uma fração de segundos alcancei a arma, mudei de ideia – É uma pena, Chuck – falei seu primeiro nome pela primeira vez. Destranquei a porta e o senti se afastando antes que eu fizesse menção de abri-la –

- Onde vai? – perguntou com uma cara de frustração que eu jamais havia visto –

- Voltar pra festa. Me acompanha? – respondi ignorando o momento anterior. Ele assentiu e tomou meus braços junto ao seu antes de sairmos –

- Por que fez isso? – voltei meu olhar para sua face enquanto caminhávamos –

- Do que está falando? – perguntei inexpressiva –

- Do que aconteceu lá dentro – ele franziu o cenho tentando entender –

- Deixe-me adivinhar... Você nunca havia sido rejeitado por uma mulher, Bass? – sugeri e o vi engolir seco – Foi o que eu pensei

- Mas como isso pode ser relevante? – Ele perguntou –

- Espero que tenha notado que não sou como as mulheres que está acostumado – supus e ele assentiu – Se estamos fechando uma parceria, é bom que não misture negócios com prazer

- É o que eu sempre digo – ele concordou –

- Não é o que parece – comentei – Pare de agir por impulso, Bass. Aprenda a controlar seus desejos. Impulsividade é o que mais faz um homem regredir.

- Tudo bem. Prometo que não tentarei mais nada – parte de mim me condenou pelo que eu disse. Paramos em um lugar fixo na enorme sala e nos viramos de frente um para o outro – Almoce comigo amanhã – o olhei com desconfiança – Eu não mordo... só se você pedir

On The Run (hiatus)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora