Capítulo 16 - No Angel

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CHUCK

Uma faca atravessou meu peito. Ela era muito mais do que uma garota calculista e perfeita, ela era abominável e por pior que fosse a ideia de concordar com Louis, eu jamais a olharia com os mesmos olhos mesmo que estivesse jogada no carpete da sala, encharcada de lágrimas e implorando por compreensão.

- Chuck, por favor – mal podia ouvir sua voz fraca – me escuta – ela levantou apoiando-se na mesinha de centro –

- Não tenho o que ouvir. Já sei mais do que deveria saber – Blair veio em minha direção e eu permaneci parado assimilando toda informação que havia recebido – Não chegue perto de mim, Blair. Meu pai já tentou me matar, não espere que eu compreenda você – cuspi as palavras e vi seus olhos marejados se encherem de fúria – Você é abominável, Blair – antes que eu pudesse esperar qualquer resposta, o ardor de um forte tapa estalado preencheu o lado esquerdo do meu rosto –

- Cala a boca! Cala essa porra de boca! – gritou entredentes e com os olhos marejados – Nem você e nem ninguém podem me julgar. Você não faz ideia do que eu passei – dei passos pra trás a medida que ela dava socos em meu peito com a pouca força que ela tinha e segurei seus pulsos –

- O que tá acontecendo? – Carter falou não vi quando ele e Georgina entraram e por isso não sei desde que momento eles observaram a cena mas eles estavam com o olhar tomado de preocupação –

- Carter – Blair balançou os braços com força até livrar seus pulsos de minhas mãos e correu na direção de Carter e o abraçou como se sua vida dependesse daquele abraço. Ele apertou o corpo de Blair contra seu peito e acariciou seus braços numa tentativa falha de acalma-la. Os olhos de Carter fecharam como se com isso ele pudesse transferir a dor de Blair para si ou pudesse sentir sua dor. Meu peito se apertou ao ver aquela cena, ela estava desesperada por aconchego e era ele quem proporcionou isso a ela –

- Você ta maluco? O que você fez com ela? – Georgina veio furiosa em minha direção e por uma fração de segundos desejei que Carter fizesse o mesmo, soltasse Blair e viesse brigar comigo e assim que pudesse conforta-la. Mas não! Eu era a menor de suas preocupações, ele só enxergava ela e me fez com que eu me sentisse culpado por não ter a mesma atitude. Não conseguia tirar os olhos dos dois, meu peito ainda doía, era como se tivesse perdido o chão. – Olha pra mim – Georgina empurrou meu ombro mas não consegui esboçar alguma reação. –

- Não fiz nada – disse seco – esse é meu problema – Observei Carter balbuciar um "ta tudo bem! Estou aqui com você" e sai de la sendo seguido pelo o olhar de Georgina. Entrei em minha suite e joguei um vaso decorativo em direção à parede, era como se com aquilo pudesse extravasar minha frustração. Falha! Sentei-me na cama e passei as mãos na cabeça desejando gritar. Eu não sabia o que estava sentindo ou o que era. Mas eu estava sentindo e precisava sentir –

- O que foi? – Nate entrou no quarto e me encarou – eu tava no quarto com a Serena e ouvi um barulho – sentia minhas veias dilatarem e minha garganta dar um nó. Não seria capaz de responder. – O que você tem, cara? – Nate trancou a porta –

- Ela – a única palavra que conseguiu sair e ainda assim vacilei –

- Relaxa. – Nate tentou confortar – o que você falar fica entre nós

- A Blair – meus olhos marejaram e eu respirei fundo me controlando – eu acho.. – fechei os olhos – eu não sei o que tá acontecendo comigo

- Se acalma e fala desde o início

- Louis veio aqui – Nate me olhou com dúvidas – não sei como entrou, mas falou coisas repugnantes sobre o passado da Blair – respirei fundo antes de continuar – ela começou a chorar e pediu pra se explicar mas eu falei outras coisas não muito boas de se ouvir perante a situação – Nate balançou a cabeça negativamente reprovando minha atitude – Então Carter e Georgina chegaram e a Blair correu pros braços dele

On The Run (hiatus)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora