pov hyerin

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  Me encontrava na sala de espera, olhando preocupada para o relógio que marcava quase meia noite. Fazia mais de duas horas que não tinha notícias de como estava indo a cirurgia da Mindy.

  Estava sentada balançando minha perna nervosa. Estava sozinha. Os pais de Mindy não estavam mais conosco, haviam morrido a dois anos atrás e a garota apenas morava sozinha com seus 20 anos. Normalmente, ela nunca estava sozinha, sempre estava comigo ou com o taeyong. Ela sempre dizia que nós éramos a única coisa que tinha, a única coisa boa que a vida deixou para ela.

  Comigo não era diferente, meus pais simplesmente me abandonaram. Então com meus 18 anos, comecei a morar sozinha em Busan e obviamente, vizinha de porta da única coisa boa que a vida me deixou.

  Alguém atrapalha minha onde de pensamentos. Sinto uma mão gélida no meu ombro, com a esperança de ser o doutor olhei para trás rapidamente, encontrando a figura de Mingyu.

  Sem enrolação, levantei com pressa e abracei Mingyu, repetindo pedidos de desculpas e sentindo as lágrimas tomarem conta do meu rosto. Meu desespero era grande e visível.

— Está tudo bem, ok ? — Mingyu soa calmo, alisando minha cabeça. — A quanto tempo ela está lá dentro ?

— Três horas. — respondi com dificuldade.

— Ei, respeite fundo. — Mingyu se abaixou tentando ficar da mesma altura que eu.

— Não consigo, Mingyu. A Mindy é tudo que eu tenho, eu não sei o que vou fazer se eu perder ela! — as lágrimas insistiam em cair.

  Logo quase todos os garotos estavam na sala de espera. Tentando me acalmar, mas sem sucesso. Estava tão nervosa ao ponto de querer vomitar, mas não podia sair dali, não queria.

— Hyerin, pelo amor de deus, você está pálida! — Mingyu insistia em me dar um copo de água, mas sempre recusava.

— Mingyu, pare! Isso só esta me deixando mais nervosa. — falei o encarando.

— Tudo bem, tudo bem! — ele deixou o copo de água de lado e se sentou.

  Alguns minutos se passaram, já era madrugada então alguns meninos precisavam voltar para casa. Logo, todos se foram, mas Mingyu insistiu em ficar.

— Vai dar tudo certo. — ele beijou minha testa.

  Logo vi um doutor sair da sala de cirurgia. Me levantei apressada e praticamente corri até ele.

— Doutor, como ela está ? — perguntei ansiosa.

— A cirurgia foi um sucesso. Não ouve muitos ferimentos graves, mas ela precisará ficar com muletas por um tempo por conta da sua perna. — ele diz sorrindo orgulhoso por ter feito seu trabalho.

Sorri com a notícia, pulando de felicidade. Mas logo uma sensação veio de repente, corri direto para o banheiro e quando cheguei lá, coloquei tudo para fora dentro do sanitário.

— Hyerin! Hyerin! Omo, Hyerin! — escutei a voz de Mingyu no banheiro feminino. E logo senti ele segurar meus ombros.

— Mingyu, esse é o banheiro feminino. — falei e em seguida me sentei no chão tossindo brevemente.

— Está tudo bem ? Está melhor ? — ele perguntou preocupado. E eu assenti com a cabeça.

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