Parte III

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Yoongi piscou atônito e sentiu que seus pés pareciam pesar. O sangue quente subiu desde as pernas até chegar em seu cérebro. Aliás, até o corpo ficara quente. Cada parte da pele desnuda se arrepiou.

Ele ouvira direito?

Sentiu um súbito frio na barriga e engoliu seco. Primeiro ele se sentira nojento ao escutar tais palavras. Cadela? Yoongi não era uma cadela. Não era uma puta. O pequeno misto de nojo e raiva que sentia ao escutar as palavras jorradas pela boca do maior se misturou ao de desejo. Porra, ninguém nunca foi tão autoritário consigo assim em toda a sua vida, nem mesmo seu pai. Uma pequena chama se acendeu no peito de Min e ele fechou os olhos, se imaginando lá, naquele sofá, de quatro, como uma cadela para seu dono.

— O que está esperando? — A voz de Hoseok o fez  voltar a realidade. Seu corpo fora mexido novamente pela mão grande do maior, com um pequeno empurrão. Yoongi obrigou seus pés se mexerem. O piso da sala era mais baixo que todo o restante do térreo da casa, então com três passadas Min se viu descendo um pequeno e único degrau, os olhos vidrados no sofá perfeitamente branco e limpo a sua frente. Limpou a garganta virando levemente o rosto, incerto — Min, eu não estou brincando — O tom meio rouco e grave que ecoou pela sala perfeitamente arrumada e branca arrepiou todos os possíveis pelos do corpo do menor e logo e suspirou alto, voltando o olhar para o sofá e por fim, escorando os braços no mesmo, se movendo para cima, sentindo os joelhos tocarem o macio estofado. Lembrou se da coleira ao seu lado, ficando de joelhos enquanto a colocava em seu pescoço e prendia o feicho, de modo que a corrente ficasse para frente. Escorando novamente os braços para frente, deste modo era possível encarar os olhos vibrantes de Hoseok, que o encaravam atentamente.

Ainda encarando os olhos de Yoongi, Hoseok pôs se a andar pelo ambiente, parando atrás do menor. Devido os deliciosos glúteos de Min, Hoseok teve que levar a mão direita até um dos lados, abrindo Yoongi e podendo observar o que já esperava. Belo, limpo e sem pelos. A entrada levemente rosada hora ou outra piscava em desejo e nervosismo. Yoongi estava em pânico. Estava totalmente nu e Hoseok estava o encarando. Nunca se sentira tão exposto assim em toda a sua vida. Tudo bem que em suas transas casuais os parceiros o observam mas nada fora assim, nunca fora dessa maneira. Nunca fora tão gostoso.

— Pisque Yoongi — Yoongi não havia entendido até receber um forte tapa em sua nádega esquerda com Hoseok esbravejando em alto e bom som — Pisque para mim.

Mordendo os lábios, Yoongi contraiu os músculos de seu ânus, a pedido do maior.

— Vai fazer isso no meu pau? — Hoseok perguntou — Porque eu quero muito sentir você se contraindo assim em mim.

Yoongi suspirou alto e abaixou a cabeça, na dúvida se aguentava todo peso do corpo em seus braços, que vacilaram ao escutar as palavras de Jung. Aquele homem de olhos castanhos era uma perdição. Outra tapa fora dado e sem tempo de reagir, mais um do outro lado. Rapidamente, Yoongi sentiu um aperto firme no rosto e Hoseok já estava ali, o segurando, o abrigando a olhar para si — Quando eu falar com você, você responde, entendeu? — Os dedos lhe apertavam as bochechas e Yoongi assentiu.

— Entendi — Yoongi disse com certa dificuldade, já que os lábios estavam espremidos devido ao aperto em seu rosto.

— Ótimo — Hoseok disse — Venha comigo — Disse puxando o curto fio da coleira e Yoongi correu para ficar em pé, seguindo o maior pela casa, em direção as escadas — Como você deixou bem claro que não havia nenhuma objeção em te amarrar, eu farei isso — Yoongi escutou atentamente enquanto já estavam no piso superior, seguindo em direção a alguma das portas no longo corredor.

Yoongi nunca fora amarrado. Como seráSe perguntou enquanto caminhava pelo extenso corredor arejado. Será na cama? Será em pé? Será suspenso? Suspenso? Oh céus. Yoongi, ao pensar na possibilidade sentiu uma fisgada no ventre. Quando se tem algo macio em sua costas, quando se tem apoio é bem melhor, é mais seguro. Agora, quando se esta suspenso, você literalmente não tem nada para se escorar, nada para agarrar, se apoiar. A angústia toma conta de si e Yoongi só conseguia pensar em seu corpo balançando para frente e para trás. Por Deus, que seja assim. A ideia era nova e Yoongi pediu aos céus para ser amarrado assim. Nunca havia experimentado algo assim e a ideia parecia ser boa.

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