Os meus dias converteram-se em trevas,
Desde que levastes a tua luz embora;
Vivo tateando cego pelas tavernas,
Bebendo a saudade que me devora.
Navego em minhas lágrimas turvas,
Que tempesteiam dos olhos meus,
Criando o mar que me mergulhas,
Tão distante dos braços teus.
Que me aqueciam nas noites frias,
E inebriava meu coração de amores,
Perdido em teus viciantes sabores.
Hoje o frio me queima com açoites,
E a solidão me afoga todos os dias,
Lembrando-me do momento que partias.
