Capítulo 16

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Narradora point of view

Camila estava horrorizada ao ver o sangue escorrendo pelo chão e sentiu sua cabeça rodar ao ver sua namorada no meio da poça, caída, se contorcendo e com dor. Os outros ficaram paralisados, em choque.

- Amor... - Mesmo assustada, Camila teve o impulso de ir até sua namorada, mas foi impedida por um pedido da mesma.

- F-fique aí... - Diz, gemendo de dor em seguida, estava pressionando a mão contra o ferimento em seu abdômen.

- V-você... Nós precisamos... - Diz em desespero.

- O-o atirador ainda p-pode estar aqui... F-fique aí, fada. Não quero te ver machucada. - Camila ficou dividida, pois sua namorada está certa, mas sofrendo por causa de um tiro.

- Camz! - Chegou perto da latina e apontou para a porta. - Vamos fechar a porta, rápido!

- Sim... Sim... - Elas correram até a porta corrediça e empurraram, quando já estava na metade Eduarda correu até sua amiga, que respirava pesado.

- Droga... - Resmunga, virando sua amiga de barriga pra cima e pressionando o ferimento com as mãos.

- Mi amor! Faz alguma coisa, Duda! - Diz, com o rosto banhado em lágrimas.

- Eu não posso fazer muita coisa aqui, Camila. Precisamos levar ela para clínica. - Elas ouviram passos pesados e a porta de trás do estábulo se abriu, os primos e funcionários do haras apareceram. - CHAMEM UMA AMBULÂNCIA, RÁPIDO! - Grita, e seu primo mais novo saí correndo numa velocidade anormal.

- Fiquem calmas... Vou ficar bem. - Diz Kiara, tentando dar um sorriso.

- Eu sei que vai, mas apenas se tirarmos logo a porra dessa bala do seu abdômen. - Diz Duda, tentando ficar o mais calma possível.

A porta da frente do estábulo foi aberta, revelando irmãos de Duda, Nicolas e Michael, segurando um homem machucado.

- Ele tentou fugir, mas o pegamos antes. Não conseguimos impedir que atirasse. - Camila ficou branca ao ver aquele homem, o conhecia de aparência, pois já tinha o visto conversando com Matthew.

- T-tudo bem... Valeu, gente. - Seu rosto se contorceu de dor, estava difícil até respirar e seus olhos queriam se fechar.

- Ei, você sabe como é nossa vida, nem pense em perder a consciência. - Pede, e Kira assente devagar.

- Estou... Fazendo o possível, mas... Está difícil. Estar no lugar do paciente é bem... Doloroso.

- Por favor... Fique acordada. - Kira olhou na direção da sua namorada, sentia seu medo e seu tremor. - Fique acordada. - A médica sorriu fraco.

- Ficarei... Por você. - Podia estar morrendo de dor, mas doía ainda mais ver sua garota sofrendo. - Como... Foi no shopping? Converse comigo. - Soltou um gemido fraco, mas não fechou os olhos. Camila apertou sua mão e falou sobre o tempo que passou no shopping com suas amigas, as outras quatro também se juntaram e falaram sobre.

Assim que a ambulância chegou Kira agradeceu, porque não estava mais aguentando ficar acordada e quando foi colocada no veículo, fechou os olhos e apagou.

- Vão direto para a clínica! - Diz, antes de fechar a porta da ambulância. Camila andou rapidamente até o carro, mas foi impedida por Dinah.

- Você não está em condições de dirigir, coloque o endereço no GPS. - A latina assentiu atordoada e foi para o banco do passageiro e a polinésia tomou o volante, Camila colocou o endereço e Dinah logo partiu.

Minha Médica(Hiato)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora