CAPÍTULO 109

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Capítulo 109

|Vitória narrando|

Eu já estava no nôno mês de gestação, optei pelo parto normal e tenho certeza que nossa pequena Madalena estava para nascer. Hoje Luan e minha mãe finalizaram a decoração do quarto da bebê, estava a coisa mais fofa do mundo. Todo rosa, cheio de amor e bem delicado. Eu e Luan havíamos nos mudado para uma casa maior, em um condomínio afastado da cidade e bem tranquilo. Era tudo tão lindo, parecia um sonho.
— Eu estou sentindo umas... pontadas na barriga! — Fui me levantando e Luan me ajudou a ficar em pé.
— A BOLSA ESTOUROU! — Minha gritou apontando para o meio das minhas pernas.
— MEU DEUS DO CÉU! — Luan gritou e eu comecei a rir. — Você tá rindo??? O bebê vai nascer, amor, meu Deus, meu Deus!
— Pega a mala, tá lá no quartinho dela, vamos rápido enquanto as contrações não começam! — Pedi e Luan saiu meio perdido para o quarto.
— Jesus amado, eu estou apavorada, Vitória do céu! — Minha mãe correu até a porta da sala e abriu a mesma. — CORRE, LUAN! — Ela gritou e eu não conseguia parar de rir do desespero deles.
Luan apareceu correndo, enroscou o pé no tapete e quase levou um escorregão. Minha mãe pegou as malas de Madalena de suas mãos e Luan e foi me ajudando a caminhar até o carro.
— Amor, pode ficar calmo! — Olhei para a velocidade do carro e ele estava passando de sessenta quilômetros por hora.
— Não dá! — Respondeu e eu continuava rindo, mas a graça passou quando senti as contrações chegando.
— Vai rápido, sim, Mada tá quase saindo! — Gemi de dor e me contorci devagar no banco.
Dei entrada no hospital e eles já foram me colocando em uma cadeira de rodas.
— Nossa Senhora do Bom Parto que te proteja, minha filha! — Minha mãe deixou um beijo na minha testa e se afastou.
Luan foi junto comigo para a sala de parto e eu já estava gritando de dor, Madalena estava apressadinha demais.
— Vai dar tudo certo! — Luan segurou minha mão e eu comecei a fazer força.
— VAMOS, ESTÁ QUASE LÁ! — A obstetra me olhou e eu respirei fundo.
— Vou morrer, Luan! — O olhei e ele negou com a cabeça.
— Não vai! — Sua voz saía abafada por causa da máscara e eu sentia tudo a minha volta girando, meu nervosismo era maior que minha força.
— Vamos, querida, força! — A enfermeira pediu e Luan passou a mão na minha testa.
Eu colocava o máximo de força possível e a os médicos diziam que o bebê já estava chegando. Segurei firme a mão de Luan e coloquei toda minha força possível. Fechei os olhos e senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, escutei um choro baixinho e meu coração disparou.
— Nossa Madalena nasceu, amor, ela nasceu! — Luan murmurou tirando a máscara e beijando minha testa.
Nossa Madalena, finalmente, veio ao mundo.

...

VITÓRIA (Luan Santana)Onde histórias criam vida. Descubra agora