As malas estavam prontas, o destino era Medellín, eles passariam um dia com a família de James antes de irem visitar algumas praias de Santa Marta.
–– Cuidado, Ceci. – a mãe sussurrou lançando um olhar intimidador para a jovem.
–– Acalme-se. – minha tia surgiu falando com a minha mãe. – Pelo menos a Colômbia é mais perto do que a Alemanha. Só Deus sabe o que esses meninos fazem naquele frio. – Cecília corou violentamente ao ouvir as palavras proferidas pela tia, e era raro a jovem adquirir a cor avermelhada no rosto.
–– Tia, por favor... de vez em quando. – repreendeu a tia e em seguida mais nova sussurrou a última parte fazendo Érica rir.
–– Vamos? – James a chamou, ele havia saído de uma conversa animada com Mercedes. – Nosso voo será em breve. – Cecília concordou arrastando sua mala consigo.
A mãe da jovem era quem iria levar o casal até o aeroporto. James estava discreto, não queria ser reconhecido; vestia uma calça jeans e uma camisa preta, boné e óculos escuros.
Lúcia não era o tipo de mãe que se opunha nos relacionamentos da filha, não fora assim com Thiago e não seria com James. Mas ela era mãe, inevitável não se preocupar com a filha, mais ainda depois de ver como ela ficou abatida depois do término com o ex-namorado.
–– Ceci, você ao menos ligou para seu pai avisando que estava aqui? – a mãe quebrou o silêncio que estava impregnado no carro.
–– Eu mandei uma mensagem. – respondeu dando de ombros e a mãe rolou os olhos em uma feição tediosa.
–– Você sabe como ele fica quando você passa muito tempo sem retornar as ligações dele, sabe que ele se sente um qualquer quando você apenas manda mensagens.
–– Ele é muito dramático. – a moça deu um meio sorriso. – Ligo quando estiver no aeroporto.
–– E por acaso vai dizer que está indo para a Colômbia com seu namorado? – a mãe riu. – É capaz dele surtar e vir parar aqui. – James riu, ele entendia um pouco do que elas falavam.
–– Seu pai é muito ciumento? – perguntou o colombiano.
–– Não é, só que precisa de tempo para ele internalizar a ideia de que eu beijo na boca, fico sozinha com um homem, transo, essas coisas. – James ficou paralisado ao ouvir Cecília falar tão simples.
–– Eu estou aqui, menina. – a mãe falou desconcertante e Ceci riu.
Lúcia deixou a filha e seu namorado no aeroporto, se despediu e foi para o trabalho.
Cecília lembrou que deveria ligar para o pai e assim fez. Chamou duas vezes e um homem do outro lado da linha atendeu, era Diogo, pai de Ceci.
–– Ei, papai. – falou a moça fazendo o homem do outra lado da linha sorrir ao ouvir aquela voz.
–– Filha! Que saudades, como está?
–– Estou com saudades e bem. Desculpe por ter mandando apenas mensagens no natal e não ter retornado sua ligação, mas eu esqueci completamente. – o pai proferiu um "tudo bem" baixo e Cecília se sentiu muito culpada. – Da próxima vez que eu vier juro que irei até Porto Alegre ver o gremista mais lindo de todos os tempos. – ele riu.
–– Eu espero que cumpra, tomara que esteja aqui em dia de GreNal, você sempre traz sorte para o nosso Grêmio. Aliás, você ainda é uma pseudoflamenguista? – ela riu. – Ou era aquele seu namorado que induzia você a vestir aquela camisa? Eu achei que a única pessoa que fazia isso com você era seu avô.
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Entrelaços - James Rodriguez
FanfictionPessoas são capazes de mudar completamente nossas vidas, sejam essas mudanças boas ou ruins. No caso de Cecília, uma jovem publicitária brasileira com estadia em Munique, na Alemanha, uma certa pessoa transformou o seu cotidiano. Nunca imaginou que...
