D E S F E C H O

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Um determinado tempo então passou e quando tudo já não paressia ter mais sentido, lá estava Arthur salvando uma mulher de um grande temporal.
A chuva era tanta, que todos que haviam sido pegos de surpresa, mesmo correndo acabavam ficando encharcados de todas as formas. E era assim que aquela moça estava, encharcada. Mas ao contrário de todas aquelas pessoas, ela não corria ou fazia um milésimo sequer de força para se mover e sair correndo para se abrigar da tempestade, como todo mundo. Ela era diferente.

-Moça, sai da chuva! O tempo não está bom para está aí.-Gritou ele, para que ela pudesse lhe ouvir. Mas nada ela fez.

O rapaz então suspirou fundo, encarando os lados. Saiu do carro correndo, e assim que se chegou à ela, a mesma o encarou nos olhos. Havia sofrimento ali. Ele afirmou para si e por algum motivo ele sentirá que devia cuidar dela. Sentiu um sentimento puro transbordar dentro de si, ele precisava à proteger, de qualquer que fosse a forma.

-Vem! Vou te ajudar.-Ela não disse nada e muito menos se recusou à colaborar com ele. Talvez não estivesse nem aí mais para vida que levava.
-Tem idéia do perigo que é ficar debaixo de uma tempestade como essa? Pode ficar gravemente machucada!-Pelo retrovisor ele podia ver que a mesma nem sequer o encarara ou prestava atenção em tudo oque ele dizia. Ela só observava a chuva lá fora, com um olhar muito perdido e sem vida.

Arthur à levaria para o único lugar, onde verdadeiramente ele sabia que era seguro para se está em um tempo como aquele. Sua casa.
Talvez fosse louco de sua parte, até por que, ela era uma completa desconhecida para ele, mas o mesmo não se importará com nada afinal, oque ele perderia por ajudar uma mulher?

Ao chegar à sua casa, saiu do carro correndo para abrir a porta do banco passageiro. A mulher confusa, o olhou  abaixando a cabeça. Arthur lhe estendeu a mão e a mesma à pegou, saindo do carro.
Arthur a conduziu até a porta de sua casa e então os dois entraram na mesma.

Ao ficar um bom tempo olhando a casa ao redor, a mulher enfim falou:-Quem é você?-Arthur se surpreendeu por finalmente ter dito alguma coisa.

Mais que rápido disse...-Arthur, esse é meu nome. E antes que me pergunte, essa é minha casa. Pode ficar à vontade.

Ela ainda não entendendo nada, apenas franziu o cenho, achando estranho um desconhecido e bem de vida ter lhe ajudado, quando ninguém mais fez isso. Porém, não se atreveu à questionar mais nada. Não queria correr o risco de acabar sendo expulsa e dormir na rua.

-Acho melhor tirar a roupa molhada.-Arthur aconselhou.-Vai acabar ficando doente.-Ela não concordou mas também não falou nada.
-Olha, fica um pouquinho aqui, vou pegar uma roupa da minha irmã para você.-Disse e saiu, subindo aqueles enormes degraus.

Um tempo se passou desde que ele então, foi atrás da roupa. A mulher não se moveu dali, oque Arthur achou engraçado quando voltou. Ela paressia uma estátua de tão parada que estava.
-Estamos brincando de quem fica mais tempo parado e eu não sabia?-Perguntou para descontrair. Ela não entendeu, então ele explicou:-Sabe, aquela brincadeira de estátua.
-Ela então deixou um sorriso escapar. Arthur então sorriu também.

-Vamos subir pro quarto? Você pode tomar um banho quente, vai se sentir melhor.-Estendeu a mão mas ela não à pegou.-Vamos! Não vou machucar você. Pode confiar.-Ela então segurou sua mão.

...

-Por que estava na rua, daquela forma?-Arthur perguntou.

-...

-Pode falar. Eu só quero te ajudar, ta?

Ela concordou.-Estou grávida.-Disse baixo, mas como em um sussurro. Meu pai me expulsou de casa e não tenho para onde ir.

-Calma.-Pegou em sua mão.-E o pai? Pode te ajudar.

-O pai do meu bebê, não quer saber de mim. Terminou comigo quando disse que estava grávida. Disse que não estava pronto para ser pai.-Disse com um sorriso amarelo.

-Não precisa se preocupar. Enquanto der, pode ficar aqui.

-Obrigada.-Disse com olhos brilhantes, mas muito desanimada.

-Sabe oque é engraçado?-Perguntou ele e ela negou.-Você ainda não me disse seu nome.-Ela sorriu, ficando com as bochechas levemente rosadas.

-É Leila.-Disse olhando em seus olhos.

-Prazer, Leila! Seremos grandes amigos.-Ela concordou, se sentindo mais confortável ao lado do não tão mais, desconhecido.


Um mês e uma semana depois...


Quem diria que aquele encontro resultaria em uma relação tão amorosa e cheio de sentimentos bons. Quem diria que Arthur logo se  tornaria pai. Aquilo para ele estava sendo incrível e sim, Arthur seria pai, decidirá aquilo sem a menor dúvida. Leila não aceitará fácil aquilo já que, não era justo com o rapaz registrar um filho que não era seu, mas era isso que ele queria. Já teria adquirido um carinho enorme por aquele bebê que estaria pra vir. Estava ansioso com aquela chegada que viria para fazer à todos felizes.

-Está tudo bem?-Adentrou o banheiro onde Leila já estava à mais de meia hora.

-Não me sinto bem.-Disse fraca e muito pálida.

-Levanta dai, vem deitar um pouco.-A ajudou à levantar do vaso sanitário, onde estava sentada.

-Arthur, me deixa sozinha, por favor.-Pediu quando já se deitará.

-Tem certeza?-Ela acenou com um leve movimento de cabeça.-Então, está bem. Qualquer coisa é só me chamar, ta bom?-Concorda, deitando a cabeça no travesseiro.

Saiu do quarto à deixado então sozinha, como ela haveria pedido. Estará demasiado preocupado com Leila que, nas últimas semanas terá passado muito mal. A todo instante reclamava de dor, fraqueza e cansaço. Safira, sua irmã, terá tentado o tranquilizar alegando que tudo era pela gravidez, que cada mulher reagia  de maneiras diferentes. Era nosso que pensava toda à vez que via Leila passar mal. Pensava que com o avanço da gravides tudo isso passaria, oque era uma pena e dura realidade.

Com mas um mês tendo passado, o casal de amigos então, ficará feliz com a novidade. Os dois jovens teriam nos próximos meses um lindo e saudável menino. Arthur estava radiante depois da tão esperada consulta para descobrir enfim, o sexo da criança. Porém, Leila não. Oque Arthur estranhou, mas compreendeu que talvez ela estivesse bastante insegura com a gravidez que rapidamente vinha chegando ao fim, que teria como próximo o parto, por escolha da mãe, seria um parto normal. Como ela tanto desejava.

...

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.

...

ARTHUR-Em busca da razão de viver-{CONCLUÍDO COM SUCESSO}Onde histórias criam vida. Descubra agora