Capa feita pela @deusadasfanfics
Kally sempre foi uma camponesa carismática, de alma gentil e espírito inocente.
Pequena e frágil aos olhos do mundo, ela escondia uma mente brilhante por trás de lágrimas fáceis e uma coragem silenciosa sem nunca des...
"Eu nunca mais me apaixonaria até que a encontrasse
Eu disse que eu nunca me apaixonaria, a menos que seja por você
Eu estava perdido na escuridão, mas então eu a encontrei
Eu te encontrei."
— Until I Found You – Stephen Sanchez.
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Na manhã seguinte, os primeiros raios de sol atravessavam as frestas da cabana de madeira.
O aroma suave de lavanda ainda pairava no ar, misturado agora com algo novo: o cheiro de pão aquecido, frutas cortadas e café fresco.
Dante acordou antes do sol. Embora não fosse exatamente um mestre da culinária, queria surpreender sua Hime. Riscou algumas receitas na cabeça e decidiu confiar no instinto.
Entre tropeços, queimaduras leves e risadas abafadas, preparou uma bandeja com frutas, pães, geleia, suco de acerola e dois ovos mexidos ligeiramente tortos, mas feitos com amor.
Entrou no quarto silenciosamente e se aproximou dela, que dormia com os cabelos espalhados pelo travesseiro, serena, como se os deuses tivessem parado o tempo só para admirá-la.
Kally abriu os olhos devagar. Quando viu a bandeja nas mãos dele, sorriu surpresa e emocionada.
— Você fez isso? — perguntou, esfregando os olhos com ternura.
— Claro! Pode não estar perfeito, mas fiz com todo o coração. — respondeu com um sorriso tímido.
— Está perfeito sim. Obrigada. — ela respondeu, sentando-se na cama e começando a comer com um sorriso sincero.
Após terminar, ficou apenas observando-o, e ele, como sempre, não perdia uma chance de provocá-la com aquele olhar travesso.
— Espero que agora nunca mais saia de perto de mim, — disse, mexendo nos cabelos dela. — Não aceito um "não" como resposta. Vamos nos casar, e você vai me dar uns três filhos... talvez quatro — completou com um sorriso convencido.
— Eu tenho alguma escolha? — brincou, rindo enquanto o empurrava de leve.
— Nunca teve. Sou seu príncipe. — respondeu, selando os lábios dela com um beijo carinhoso — E você é toda minha. — falou sorridente.
Passaram a manhã deitados na cama, enrolados sob o cobertor, assistindo a um filme antigo projetado por magia numa parede da cabana. Trocaram carícias, risadas e beijos roubados.
Quando o sol já estava no alto, ela se espreguiçou e se levantou.
— Posso preparar algo para comer? — perguntou, disposta.
— Vamos nos preparar juntos — ele sugeriu.
Foram até a pequena cozinha, e juntos escolheram fazer algo simples e saboroso: arroz, feijão, bife acebolado e suco de acerola. Cozinharam entre toques, risadas e batidas de colheres.
Ele a observava encantado enquanto ela colocava a mesa, como se aquela simplicidade fosse a maior das magias.
Sentaram-se um em frente ao outro, dividindo olhares em silêncio. O momento não precisava de palavras.
Após a refeição, Kally se ofereceu para lavar os pratos. Quando estava terminando, sentiu os braços dele a envolverem por trás. Um arrepio percorreu sua espinha quando os lábios de Dante tocaram sua nuca.
— Sabia que você tem mãos de fada? — ele murmurou em seu ouvido.
Ela riu, levemente corada.
— Obrigada — respondeu, sorrindo.
— Não precisa agradecer. Você merece o mundo— disse ele, ajudando-a a guardar as panelas e os pratos.
Pouco depois, Dante saiu para cortar lenha na floresta ao redor. Kally ficou parada na janela, observando-o.
Havia algo reconfortante em vê-lo em tarefas tão simples. O príncipe vampiro, tão misterioso e intenso, estava ali, partilhando do cotidiano com ela.
Logo depois, o celular dela começou a tocar com uma melodia de piano suave. Na tela, estava escrito "Minha melhor (Lucy)".
— Alô? — Kally atendeu.
— Onde você está, Kally? — perguntou a amiga, preocupada.
— Estou ajudando o príncipe Dante em alguns assuntos, — respondeu, sorrindo.
— Assuntos? Que tipo de assuntos? — Lucy insistiu.
— Confidenciais— brincou, tentando manter o tom leve.
— Olha a minha amiga se tornando importante— riu Lucy.
— Só um pouco — disse Kally.
Conversaram por mais meia hora, entre risadas e desabafos. Quando Dante retornou, suado e carregando alguns troncos, a olhou com curiosidade.
— Com quem estava falando? — perguntou.
Kally desligou a chamada e caminhou até ele.
— Com a Lucy. Estava preocupada comigo— contou, dando-lhe um beijo na bochecha.
— Ela ainda namora o Andy? — Dante quis saber.
— Sim, — respondeu ela, sorrindo ao ver que os amigos também estavam encontrando felicidade.
O dia se estendeu com calmaria e pequenos gestos. Um dia comum, mas especial.
Porque ali, naquela cabana longe de tudo, estavam construindo algo novo: uma vida a dois, feita de momentos simples, porém repletos de verdade.