Capa feita pela @deusadasfanfics
Kally sempre foi uma camponesa carismática, de alma gentil e espírito inocente.
Pequena e frágil aos olhos do mundo, ela escondia uma mente brilhante por trás de lágrimas fáceis e uma coragem silenciosa sem nunca des...
— A Partir de Hoy (part. Marco Di Mauro) — Maite Perroni.
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Dez anos antes....
Kally sempre foi uma garota adorável, mas quando o assunto era esporte, parecia carregar uma sina. Desajeitada e lenta nas competições obrigatórias da escola, ela acabava se tornando alvo fácil de chacotas e bullying dos colegas.
E naquele dia, por culpa de uma derrota no time, a crueldade dos outros estudantes ultrapassou qualquer limite.
Quando as aulas terminaram, eles a emboscaram em uma viela que ela costumava atravessar.
Cercada, Kally foi brutalmente apedrejada, sem ter a quem recorrer, enquanto tentava inútilmente se proteger encolhida no chão.
Naquele mesmo instante, Dante, um jovem príncipe que havia escapado da vigilância de sua superprotetora babá, corria livremente pelo parque municipal.
A leveza da sua liberdade foi quebrada ao avistar a cena brutal diante dele: uma menina sendo atacada por outras crianças.
A visão despertou algo ruim em Dante. Seus olhos castanhos se transformaram em um vermelho vívido, brilhante de pura fúria.
Com uma velocidade impressionante, ele avançou contra os agressores, derrubando dois deles com socos certeiros, deixando-os com os narizes sangrando.
Aos seus pés, a menina chorava encolhida. Com gentileza, Dante se aproximou e, num gesto puro e impulsivo, depositou um beijo em seus lábios o primeiro beijo de ambos.
— Qual é o seu nome, Hime-chan? — perguntou com curiosidade e carinho.
(Hime-chan: "princesa" em japonês.)
Kally, corando intensamente por causa do apelido e do beijo inesperado, tentou responder entre gaguejos:
— K-a-l-l-y...
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, a vergonha e o nervosismo a venceram, e ela desmaiou suavemente em seus braços.
Foi então que os gritos de sua babá ecoaram no parque:
— PRÍNCIPE DANTE!
Ele sabia que seria encontrado a qualquer segundo. Sem hesitar, retirou a capa de super-herói que usava e cobriu delicadamente a garota adormecida. Seus olhos suavizaram enquanto a observava, trazendo à tona uma lembrança especial.
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Ele se recordou de um dia, não muito distante, no jardim da casa de seus avós.
Sentado na grama, saboreava doces quando seu avô, um homem de cabelos grisalhos e olhar cheio de histórias, falou com ternura:
— Meu neto, um dia você se apaixonará e, nesse momento, despertará seu lado vampiro.
Dante, ainda pequeno, arregalou os olhos, sem entender direito.
— Quando conheci sua avó, liberei o meu lado vampiro — explicou, entregando-lhe uma pequena caixinha preta de veludo.
— Este presente é para sua futura Hime-chan — disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Mas... como saberei quem ela é? — questionou o menino, intrigado.
— Quando seu lado vampiro despertar — respondeu o avô com um sorriso cheio de segredos.
Dentro da caixa, havia um colar de ouro, em forma de um símbolo do infinito, adornado com minúsculos diamantes. No verso, uma inscrição gravada em letras finas e delicadas: "Eu te Amo."
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Voltando ao presente, Dante retirou o colar de seu pescoço e o prendeu cuidadosamente no da garota. Deu-lhe um beijo na bochecha, com uma ternura que parecia maior do que sua idade permitia.
— Até logo, minha Hime, Kally — sussurrou, antes de se afastar.
Quando Kally despertou, encontrou-se coberta pela capa verde dele e com o colar precioso pendendo em seu peito. Ao ler a inscrição e sentir a lembrança do beijo em seus lábios, sorriu com ternura.
— Guardarei você para sempre no meu coração — prometeu baixinho, acariciando o pingente.
— E nunca esquecerei de você — murmurou, sentindo o calor subir às bochechas.
Naquele momento, um laço invisível e eterno foi tecido entre duas almas destinadas.