Capítulo 20

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~espero que não tenha chamado a policia.

— Não chamei. Me diga o quer!

~Direto aos negócios como sempre...

— Só diga logo...

~Você não dita como as coisas serão, eu sim. Então é melhor baixar o tom de voz se quiser que sua querida filha saia sem nenhum arranhão.

— Tudo bem... — Limpou a garganta, desviando os olhos para a esposa, que sem som pedia que o mesmo mantivesse a calma. — Me desculpe.

~Melhor assim!

— Me deixe falar com ela. — Pediu Sinu, se aproximando do marido. Apenas os dois tinham autorização para falar durante a ligação. Ouviram alguns ruídos do outro lado, e segundos depois a voz de Camila preencheu o ambiente.

~Papa? Mama? 

— Hija... Você está bem? Esta machucada? — A voz chorosa de Sinu tomou o ambiente, todos muito sensíveis para expressar qualquer reação, além de alivio ao ouvir a voz de Camila. 

~Estou bem. Eles não me machucaram.

— Vai ficar tudo bem, querida. Nós vamos traze-la de volta. — Assegurou Alejandro, deixando algumas lagrimas escorrerem.

~Já chega!  — Ouviram alguém gritar.

~O desenho... — ouviram barulhos, como se alguém tentasse pegar o telefone. — Peça a Lauren o desenho papa... peça a...  — Antes que Camila pudesse terminar a fala, a linha ficou muda. Sinu voltou a chorar abraçada a Clara, enquanto Alejandro tentava entender o que a filha quis dizer.

— Uma coisa estranha de se dizer. — Comentou Martin, encarando Alejandro.

— Fez sentindo para você, Lauren?

— Ela me pedia para desenhar o tempo todo... espera! Ela me pediu para desenhar uma pessoa a um tempo atrás. Já volto!

A morena correu escada acima entrando no quarto de Camila, onde revirou a mesa de estudo da namorada. Achou alguns papeis e cadernos, mas nada do que estava procurando. Estava prestes a entrar no closet, quando a porta do quarto foi aberta por Dinah.

— O que está procurando?

— Lembra do dia em que me contou o que aconteceu com Camila? — Dinah assentiu. — Você deu a ideia de desenhar o rosto do homem que ela viu no restaurante. Eu entreguei a ela, mas Camila nunca teve coragem de entregar aos pais. — Lauren falava afobada, enquanto revirava o quarto da latina, com Dinah em seu encalço.

— Acha que é isso que ela quis dizer? — Perguntou, enquanto já se colocava a ajudar na procura.

— É a única coisa que me vem a cabeça, mas não encontro o maldito desenho. Ela achou melhor não tocar no assunto, porque não o viu mais, e não queria preocupar os pais. Mas o guardou por precaução.

— Então tem que está aqui. — As duas reviraram gavetas, roupas e tudo o que tinha no closet, mas não encontraram nada, voltando para perto da cama. — Ela pode ter mudado de ideia e jogado fora?

— Acredito que não, ela não teria pedido na ligação... — Se interrompeu quando percebeu que a escrivaninha do lado esquerdo da cama tinha uma pequena gaveta, que a mesma não havia conseguido abrir.

— Vamos arrombar?

— É a única opção! Chame alguém que consiga de uma vez. — Dinah concordou, descendo para o primeiro andar onde informou que o que estavam procurando possivelmente estaria em uma gaveta fechada a chave. 

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