Believer - Toni Kroos

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Kroos e eu nos conhecemos em uma festa, e desde então tínhamos um caso a mais de cinco anos.

Cinco bons anos do melhor sexo que já tive o prazer de provar. E era apenas isso, sempre foi. Nunca nos incomodamos com o fato de ser apenas desejo carnal de ambas as partes.

Nós queríamos, nós fazíamos.

Uma vez saciados, cada um ia pro seu lado e assim se seguia até que nos encontrássemos de novo.

Mas depois de cinco anos eu simplesmente não quero mais viver assim. Não que eu não queira mais o Kroos, apenas cansei de passar as noites, os dias, sozinha. Estava beirando os 33 anos já, o desejo de formar uma família cada vez ficava maior, e com ele a vontade de ter alguém ao meu lado.

E bom, desde o início eu soube que Toni não seria essa pessoa, nossa ligação era apenas sexo, nunca passou disso. Precisava encerrar esse ciclo para poder seguir em frente. E era isso que eu pretendia fazer agora.

Kroos estava deitado de bruços ao meu lado, o lençol o cobrindo até o quadril, suas costas brancas e esguias me tentavam a mudar de ideia, mas eu não podia, não mais. Não havíamos transado ainda, estávamos apenas curtindo um a companhia do outro depois de um dia cansativo cheio de trabalho e obrigações.

Tentava tomar coragem para começar uma conversa que sabia como terminaria, mas minha mente não obedecia.

- Está muito calada hoje, aconteceu algo, liebe? - sussurra.

Fecho os olhos e respiro fundo. Liebe, sempre me chamou assim, era um jeito carinhoso de dizer que eu era especial, e inferno, isso mexia muito comigo.

- Kroos, - pigarreio nervosamente - temos que conversar.

Rapidamente muda de posição, sentando-se ao meu lado e ficando alerta. Meu coração se aperta.

- O que aconteceu? - pergunta aflito.

Por Deus, o que estou prestes a fazer?

- Nós, você sabe, não dá mais. - digo de uma só vez e o vejo ficar surpreso.

- Eu fiz algo que não te agradou? - pousa sua mão na minha e pergunta cauteloso, enquanto me encara carinhosamente com aqueles imensos oceanos azuis.

- Não, - digo afobada - não fez nada de errado, nem hoje e nem nesses cinco anos. Você sempre me respeitou e tratou bem, só que eu amadureci e quero mais do que apenas sexo casual, entende?

Kroos me olha confuso por alguns segundos, e então vejo decepção em sua expressão. Mas por quê?

- Não te entendo. - responde rude, afastando sua mão da minha - Eu não posso te dar mais do que sexo casual então? Tem de ser outro homem? Esses anos não significaram nada pra você além de sexo casual?

- Toni...

- Não sou bom o suficiente? Pra te dar algo a mais do que já temos? - diz magoado enquanto levanta e anda pelo quarto.

Toni Kroos está bravo por que eu quero terminar, ou é apenas impressão minha?

- Estou surpresa com a sua reação, confesso. - digo sem pensar e então vejo um Toni furioso me olhar.

- Acha que eu não me importo, Luna? Vejo que cinco anos foram pouco pra você me conhecer, sinceramente. - responde chateado sentando-se na beira da cama.

Sinto meus olhos ficarem úmidos, fungo e então Toni me encara. Droga. Não queria que me visse assim.

- Toni, sempre achei que pra você fosse apenas sexo casual, até pouco tempo eu também acreditava que era isso. Me equivoquei em pensar mal de ti, sinto muito. - digo e então me levanto, pego minhas roupas no chão e começo a vesti-las o mais rápido que posso, estava com vontade de chorar e morta de vergonha.

Suspiro, e por último pego minha bolsa, quando toco na maçaneta da porta, sinto suas mãos macias me impedirem. Kroos me encara, não o encaro de volta tamanha a vergonha que sinto por ter pensado que ele não se importava.

- Liebe, olhe pra mim. - vira meu rosto com delicadeza.

Quando olho para aquela imensidão azul meu coração se aperta.

- Está fazendo isso por que quer a outra pessoa?

- Estou fazendo isso porque quero uma família, cansei de acordar sozinha praticamente todos os dias, de não ter a quem contar como foi meu dia quando chego em casa cansada. Cansei de viver sozinha, Toni. - desabafo sentindo lágrimas descerem pela minha bochecha.

Kroos prontamente as seca e então me abraça fortemente. A princípio fico sem reação, mas logo o abraço de volta na mesma intensidade. Seu abraço era definitivamente uma das minhas coisas favoritas na vida, me sentia protegida, em casa.

- Não posso fazer nada a respeito? - pergunta - Ou seu desejo é ter uma família com alguém em específico, que não possa ser eu?

Fico completamente surpresa, não posso acreditar no que acabo de ouvir.

- Está...

- Me oferecendo, implorando, para ser o homem com quem você forme uma família. Escute Luna, - segura meu rosto entre suas mãos suavemente - desde o começo você significou muito à mim, nunca foi apenas sexo. Sempre senti algo por ti, e nesses anos todos juntos, mesmo não sendo formalmente, meus sentimentos apenas se intensificaram cada vez mais. Não propus nada sério por medo de ser rejeitado. - arregalo os olhos, como Toni pôde sequer cogitar essa ideia? - Você não é qualquer uma, é a mulher que amo, a mulher da minha vida.

Então Kroos dá um daqueles seus sorrisos de tirar o fôlego e em seguida me beija, um beijo cálido e doce. Nossas línguas se envolvem e dançam uma na boca do outro, Toni me prensa na porta do quarto e sobe uma das minhas pernas até seu quadril, nos beijamos como se não houvesse amanhã, como se nossa vida dependesse disso. E talvez dependesse.

Paramos de nos beijar quando o ar falta em nossos pulmões. Toni dá leves mordidas em meus lábios, e por fim selinhos. E então nos encaramos, nossas testas juntas e nossas respirações sincronizadas.

Borboletas dançam no meu estômago, queria apenas poder eternizar esse momento, seu olhar em mim, suas maçãs do rosto avermelhadas e suas palavras.

"É a mulher que amo, a mulher da minha vida." guardo sua frase na mente, e principalmente, no meu coração.

- Eu te amo, Toni Kroos.

- E eu a ti, meine liebe.

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