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Sem arrependimentos.

Você já se sentiu comum? Já sentiu como se estivesse levando uma vida vazia? Apenas existindo?

Harry Styles sempre odiou esse sentimento. Era insuportável para ele levar uma vida comum e agir de maneira comum. Ele odiava ser apenas mais um na multidão. Então quando aos 9 anos de idade ele percebeu que odiava as regras impostas pela sua professora do fundamental, ele apenas decidiu que não as seguiria. O resultado foi sua mãe muito brava por ter de ir à sua escola depois de ele ter jogado um pote de tinta na parede enquanto gritava que o sistema não o silenciaria.

Mas tudo bem, ele era uma criança estranha que gostava de ver filmes com seu pai (que por coincidência era um fã de filmes com críticas políticas como temática).

Apesar de ter ficado um mês inteiro de castigo, Harry ainda se lembra da sensação eletrizante que correu por suas veias ao quebrar as regras. A sensação era incrível! Ele adorara tudo: desde a grande marca de tinta vermelha na parede que sua escola por alguma razão nunca mandara pintar, até os gritos irritados de sua professora servindo de trilha sonora para as expressões mescladas de choque e admiração de seus colegas de classe.

Naquele dia, enquanto sua mãe lhe dava um sermão de horas sobre Harry não poder simplesmente virar um anarquista mirim, ele decidira que sentiria aquilo de novo. A adrenalina de quebrar regras, a sensação de viver como as outras pessoas se recusavam.

Harry amava isso pra caralho.

Aos 16 anos ele já havia conquistado a fama de marginal entre os pais dos alunos da escola que frequentava.

De todas as escolas que frequentara.

Mas veja bem, Harry não era de fato um marginal.
Ele apenas era contra regras ridículas que não serviam para nada, porque sim, ele entende que algumas regras são necessárias para evitar o caos e a barbárie na sociedade e toda essa baboseira, mas qual o sentido de um aluno ter de pedir permissão aos professores quando precisasse ir ao banheiro? Inferno! Se Harry queria mijar, então ele iria mijar, e não precisava da porra da permissão de nenhum velho rabugento para isso.

Talvez ele tenha pêgo pesado quando simplesmente abaixou as calças e se aliviou na mesa do Sr. Jorrys em frente à toda a sua turma, no meio da aula de matemática, mas em sua defesa ele estava de ressaca e irritado por ter de ouvir os gritos do velho professor dizendo que ninguém sairia de sua sala até que o sinal houvesse tocado.

Além do mais, ele odiava toda essa vida perfeita que as pessoas têm formulada em suas mentes, onde você estudaria coisas inúteis por anos (Harry nunca precisou usar Baskhara em toda sua vida. Dêem algumas aulas de filosofia para essas crianças!) e então se formaria, entraria numa faculdade, estudaria mais e mais por anos, e então trabalharia em um escritório usando um terno apertado e sentado em uma cadeira o dia inteiro pelo resto da sua vida. Fala sério!

Ele não espera realmente mudar o mundo com sua atitude, ele pode ser realista no fim das contas. Ele apenas não queria que sua vida fosse como todas as outras. O chamem de imaturo, mimado ou a merda que quiserem, mas Harry Styles queria viver uma vida que valesse a pena ser lembrada. Ele queria viver uma vida na qual ele olharia para trás em sua velhice, pensaria em todas as merdas que ele fez e simplesmente sorriria porque ele pode ter sido idiota às vezes, mas pelo menos ele se divertiu para caralho.

Harry Styles não queria e não iria viver uma vida entediante.

...

Domingo, 08 de novembro, 2015.

Deitado no gramado macio de algum desconhecido, ele admirava as nuvens muito acima de sua cabeça enquanto sorria miúdo pelos diferentes formatos distinguidos por sua mente preguiçosa.

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