Capítulo Anterior:
Herbert:"-Michael, eu tenho que fazer um procedimento rápido, que não irá durar nem 5 minutos. Se acalme, está tudo bem agora..." Disse, indo até a ponta da cama, retirou o cobertor que o mantinha aquecido. "-Quero que me dê um sinal caso sinta um incômodo..." Espetou o alfinete no pé esquerdo de Michael. Em resposta, observou que as sobrancelhas do jovem se levantam. Repetiu a mesma coisa no pé direito, onde franziu mais ainda. Devia haver uma sensibilidade maior naquela região. Michael percebeu que sua mão foi apanhada.
?:"-Michael sou a enfermeira Susana. Consegue sentir uma pontada no seu pé?..." Ela se pronuncia pela primeira vez. Levantaram-se somente um dedo. Susana e Herbert se entreolhavam com satisfação. O alfinete passeou pela perna e braços do jovem, sendo correspondido positivamente todas as vezes.
Capítulo XLIII
Narrador
Kate:"-Ele está acordado?..." Perguntou, não conseguindo conter o nervosismo. Haviam acabado de chegar, ela e Joseph. Mantinham a crença na garantia do médico.
Herbert:"-A fisioterapeuta está fazendo uns exames com seu filho agora... Quando abriu os olhos da primeira vez estavam sonolentos, baixo. Hoje amanheceu totalmente abertos, mexendo, piscando bem devagar... Mas ainda não fala, não move a cabeça. Os lábios estão um pouco secos inclusive já que nem movimentar a boca ele pôde."
Joseph:"-E temos que esperar a os exames terminarem para entrar?..." Joseph pergunta.
Herbert:"-Não. Podem entrar, venham..." Seguiram o caminho até o elevador que pararia no 12° andar. Kate tentava manter a compostura e Joseph espelhava seu ato. Dentro do quarto do hospital o corpo parecia igualmente deitado. Com exceção dos aparelhos respiratório que havia tirado e com uma média parada ao lado com uma espécie de laser sob sua face.
Médica:"-Tente seguir a luz, Michael..." Pedia calmamente. "-Sem pressa, sem estresse... Está indo muito bem, continue..." Por dentro Michael queria força a si mesmo para seguir a luz não só com os olhos, com a cabeça. Decepcionando-se por não ser capaz de mexe-la e enraivecido por não conseguir ao menos protestar seu fracasso. Mesmo assim a médica o parabenizava seu trabalho, já ele, só se sentia satisfeito se fosse possível o controle todo. Sem aviso, o corpo da mulher se afastou-se do seu, antes que pudesse se agitar, foi dominado por duas presenças diante de si. A feminina com lágrimas de felicidade nos olhos e o outro com a cara séria, a reação de Michael foi uma mistura de ambas. Primeiro o sobressalto, seguido pelo contentamento, quis sorri, mas não pôde.
Herbert:"-Faça só perguntas que ele possa responder com sim ou não..." O médico dava instruções, mas não davam a mínima atenção, só olhavam uns para os outros. "-Michael, caso queria dizer um sim, aperte uma vez. Se quer dizer não, aperte duas..." Kate se aproximou da cama, olhar ele nos olhos finalmente, após 4 meses de espera, pra ela pareceu anos, ela travou por breves segundos, só a lembrança de que Michael não sabia ainda do que lhe tinha ocorrido a fez controlar-se. Não queria assusta-lo. Respirou profundamente ao tocar em sua mão. Também voltava a vida;Junto com ele. Joseph manteve atrás dela, um pouco distante, só que o bastante para seu filho o conseguir ver. "-Michael, consegue se lembrar de quem são essas pessoas?..." Herbert interviu, antes que Kate tomasse pulso de conseguir raciocinar qualquer coisa. Confuso, Michael apertou a mão uma vez. "Por que razão não se recordaria de meus pais?..." Michael pensa. Emocionada Kate agradeceu mentalmente pelo o aperto. Era inacreditável pensar que ele estava movendo algo que fosse, novamente prendeu vontades, desde abraça-lo, derramar-se até esgotar seus olhos e agradecer a Deus. Tinham que agir com naturalidade até que ele estivesse pronto para saber.
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Michael & Kelly:Speechless
Fanfiction-"Me admira muito o jeito que você ver a vida..." Ele fala e ela o olha. -"E como você queria que eu visse hein?" -"Speechless..." Ele ri. -"Não entendi... O que você quis dizer?" -"É desse jeito que você me deixa sem palavras, ou seja, Speechless"...
