Capítulo 3

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Doze anos depois...
Seattle, Washington - EUA

Despertador grita aos meus ouvidos e desligo me arrastando pro banheiro, minha cabeça está latejando, deixo a água gelada molhar meus cabelos e suspiro me arrependendo

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Despertador grita aos meus ouvidos e desligo me arrastando pro banheiro, minha cabeça está latejando, deixo a água gelada molhar meus cabelos e suspiro me arrependendo

Depois de longos minutos no banho, secando o cabelo e fazendo um coque perfeito e colocando o uniforme do hospital... Desci e gritei de imediato ao ver uma silhueta masculina passar pra cozinha

-Porra Peg - reconheci a voz e suspirei - Bom dia, minha cabeça está explodindo
-O que faz aqui?
-Apagão alcoólico de novo? - sorri pegando as panquecas, ovos e bacon - Você saiu ontem e nos ligou pedindo socorro que não achava sua chave do carro - fechei os olhos rindo - Ai nos fomos até você
-E onde estava a chave? - mastiguei o primeiro pedaço da panquecas
-Com o manobrista da balada - gargalhei - Yael foi pra casa por causa do Ben e eu vim com você
-Me desculpa - ele deu de ombros - Preciso crescer ne?
-Não é isso - ele segurou minhas mãos - Eu sei o que esse mês representa pra você e ainda piorou com a ligação dela
-Ela me ligou? - peguei o celular - Droga ela ligou mesmo

Um Flashblack passou por minha mente e lembrei de tudo

-O que realmente ela queria? - suspirei
-Dinheiro óbvio, ela só me liga pra isso Ga
-E você?
-Neguei óbvio - ele assentiu e lavou a louça que sujamos e embrulhei o restante da refeição que não tocamos - Vou levar para aqueles senhores
-Você deveria adotar eles - revirei os olhos - Você os alimenta e um vez por semana trás eles pra tomar banho aqui
-Isso não é nada - dei de ombros - Qual minha agenda pra hoje?
-Você tem a senhora Lesli - sorri - Ainda não acredito pra ela trincou o quadril transando aquela mulher tem o que? Cento e vinte anos?
-Exagerado ele tem sessenta e nove, tem a vida bem ativa mais exagero em variar em posições sexuais
-Meu Deus pensar nisso é como imaginar meus pais transam - fingiu vomitar
-Quem mais?
-Senhor James que está em adaptação com as próteses
-Ele é um amor - ele sorriu - Sempre nos leva Brownie e Donuts
-Verdade ele sempre nos mima
-Alguém mais?
-Sim, Senhorita Smith
-Eu não gosto dessa mulher - bufei - Mal terminamos as fisio no tornozelo dela e a maldita foi na consulta de salto, e disse SALTO
-Vaidosa ela ne - semicerrei os olhos
-Maldita, ainda bem que paga bem, eu fui falar e ela foi grossa comigo dizendo que meu trabalho e cuidar do tornozelo dela e não da vestimenta
-Desaforada - revirou os olhos
-Demais - estacionei na frente do hospital - O que essa filha da puta está fazendo aqui.
-Calma Peg, conversem poxa doze anos se passaram - fomos nos aproximando - Caralho essa apanhou feio em
-Nos encontramos lá dentro - ele beijou minha testa e cruzei os braços após guardar o celular no bolso

-Laura? - ela levantou a cabeça - Achei que tinha sido clara ontem
-Eu realmente preciso do dinheiro
-Não vou te dar e muito menos meus pais
-Nossos pais - sorri com sarcasmo
-Agora eles são seus pais?
-Até quando vai jogar isso na minha cara? Eu era imatura
-Pelo jeito ainda é, ja pensou em trabalhar?
-Eu trabalho
-Não, se trabalhasse honestamente teria dinheiro - olhei o relógio - Tenho cinco minutos
-Olha Peggy, eu sei fui imatura e sem caráter por ter falado aquelas coisas, mas eu me arrependo todos os dias - fungou - Eu passei um inferno nas mãos daquele homem, ele quem fez isso comigo - apontou tirando os óculos - Eu resolvi sair desse relacionamento abusivo a alguns anos, mas ele vem me perseguindo e a três dias ele me agrediu e acordei ontem no hospital
-Porque não denunciou?
-Eu denunciei, ele tem uma medida protetiva mas não adiantou muito como pode ver
-E ai? - comecei bater o pé impaciente
-Eu preciso pagar o hospital ou vou ser presa, estou sem moradia fixa, vivendo de favores - tentou me tocar e me afastei - Mana eu preciso de ajuda
-Sinto muito - desviei o olhar - Você me deixou mais raso que o chão, você inventou coisas horríveis sobre mim, você deixou a minha imagem, minha dignidade comprometida com pura inveja, você tentou de todas as formas me afundar na minha depressão mas pra sua infelicidade eu venci e estou ótima hoje - pausei - Me aceito como eu sou, ganhei meu espaço no mundo da medicina, já amei e fui amada, tenho casa e carro próprio pagos com o suor do meu trabalho, sou feliz de novo
-QUAL FOI A PARTE DO ME ARREPENDO VOCÊ NÃO ENTENDEU? - se alterou
-Qual valor da conta?
-Total ficou trinta e seis mil - falou mostrando o papel - É só isso que eu peço, sei que vai ver nossos pais esse final de semana
-E?
-Eu poderia ir com você?
-Nem fudendo - neguei - Passar doze horas e quarenta e cinco minutos com você dentro de um carro
-Por favor Pe
-Vou pensar - apontei - Além de pagar isso aqui, não te dou nenhum centavo a mais.
-Obrigado - estiquei o braço afastando ela - Obrigado mesmo
-Licença tenho trabalho - guardei o papel e segui pra dentro do hospital - Bom dia pessoal - coloquei o jaleco, estetoscópio
-Como foi? - El questionou e entreguei o papel - Que isso?
-Ela apanhou de um ex que deixou ela em coma por três dias, ela está desempregada e pelo jeito vai voltar morar com meus pais
-E você vai permitir isso? - dei de ombros
-Ligarei pra eles mais tarde
-Bom trabalho - beijou minha bochecha indo pro setor dela

PeggyOnde histórias criam vida. Descubra agora