Baile Real Part 1

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UMA SEMANA DEPOIS

Uma semana se passara desde o dia em que ela desaparecera, e esses sete dias pareceram-lhe uma eternidade. Não conseguia afastar a imagem dela da mente: o brilho dos seus olhos, a firmeza da sua voz, e sobretudo o sabor daquele beijo que ainda parecia queimar-lhe os lábios. A saudade misturava-se a uma inquietação constante, como se uma parte de si mesmo tivesse partido com ela. E para completar o seu tormento, chegara o dia do baile — o baile que ele tanto detestava, símbolo de um destino que nunca escolhera. Pedira à mãe para o dispensar, mas ela mantivera-se irredutível.

Dirigiu-se ao quarto da irmã, esperando encontrar nela um aliado, mas ao chegar, o cômodo estava vazio.

— Príncipe Joseph?

Chamou uma criada que passava pelo corredor.

Ele virou-se, com o semblante carregado:

— Sim?

Olhou atentamente para a criada que estava carregando as roupas de cama  dos aposentos reais

— Está procurando a princesa Estefany?

Lher perguntou lhe fazendo uma reverência.

— Estou, sim. Viu-a?

Inquiriu ele para a criada que logo lhe respondeu.

— Ela partiu para o reino de Perfect Love há dois dias, Alteza.

Informou ao príncipe e logo depois se virou para sair e ir fazer seus serviços.

— Obrigado.

A resposta saiu-lhe seca, e uma ponta de desespero misturou-se à irritação. Agora até a irmã lhe faltava. Por que teria ido sem avisar?, pensou, mas logo sacudiu a cabeça, tentando afastar a confusão. Não havia jeito de fugir: teria que se aprontar e comparecer. E jurou a si mesmo: no dia em que se tornasse rei, a primeira coisa que faria seria acabar com essa prática cruel de casamentos arranjados.

 
EM PERFECT LOVE

Estava sentada à janela do seu novo quarto, perdida nos pensamentos sobre tudo o que acontecera nos últimos dias. Recordou quando, três dias antes, os pais lhe haviam falado sobre o casamento combinado com o príncipe de Hope Dream; a princípio, sentira-se transtornada, mas logo lhes contara toda a sua história — incluindo o já ter conhecido Joseph, e o que se passara entre eles na floresta. Os pais escutaram-na com atenção, e ao terminar, pareciam maravilhados com o modo como o destino tecera os seus caminhos. Emilie, porém, pediu-lhes que a deixassem pregar uma pequena peça ao príncipe, para que ele aprendesse a respeitar as mulheres antes de tudo. Eles concordaram, com a única condição de que ela aceitaria cumprir o acordo e se casar com ele — e ela aceitou de bom grado.

Conhecera também Estefany, que viera visitá-la para saber mais sobre a nova princesa e sobre o tal incidente na floresta. Logo descobriram que já havia algo entre a irmã de Joseph e o seu próprio irmão Kirian, e Emilie não tardou a idealizar maneiras de unir os dois. Tornaram-se amigas de imediato, e Emilie ria-se muito com as histórias que ela contava sobre o príncipe. Naquele momento, ela, Liliane e Estefany estavam reunidas, conversando animadamente sobre homens e corações.

— Não consigo acreditar que o almofadinha do seu irmão esteja interessado em mim, Estefany

Disse Emilie, com um sorriso entre o incrédulo e o divertido.

— Pois é — respondeu Estefany —, o meu irmão nunca foi de se prender a ninguém; sempre dizia que só queria aproveitar a vida.

Confidenciou a princesa Stefany para as duas irmãs.

Era uma vez... EM REVISÃO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora