Pequeno convite

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No dia seguinte, acordamos bem cedo. Todos fizeram as mesmas coisas de sempre. Não estava preocupado em fazer algo especial para o café da manhã, com os frios que ainda tinha dentro da geladeira fiz os sanduíches para nós. Era dia de correio, fui conferir se tinha uma carta e

Gabriel: as cartas estão aqui, já recolhi elas

Diego: e você nem me avisa, me de elas aqui – disse estendo a mão

Fui olhando as cartas, e logo percebi que uma delas estava endereçada ao meu nome. Ansioso para ver exatamente do que se tratava abri com minhas próprias mãos

Hugo: se você precisava de uma faca era só falar

Gabriel: você só faz isso quando tá no seu nome, o que está escrito

Diego: deixa eu ler primeiro... depois vejo se comento com vocês

Gabriel: lê em voz alta logo, para com essa frescura

Diego: você me irrita sabia

Gabriel: tá, tá, lê logo

Hugo: vocês dois já namoraram , não é possível – disse rindo de nossas caras

Gabriel: quem dera, esse aí mais difícil que tomar sopa com garfo – disse rindo junto da situação

Pra disfarça essa situação esquisita comecei a ler a carta

Diego: Caro Diego, sua mãe já sabe deste convite. Eu Henri Lavoier te convido para participar para o meu pequeno show de culinária aqui na França, o vencedor poderá ter seu próprio restaurante aqui e trabalhar ao meu lado como chefe do restaurante. Espero muito que pense nesta proposta.

Gabriel: pelo visto já vai me abandonar aqui né

Diego: aqui dentro da carta tem 3 passagens pagas

Gabriel: dessa vez ele não esqueceu de mim – disse rindo

Diego: não sei nem se eu vou – totalmente em dúvida com isso

Hugo: por que não ?, deve ser incrível ir pra França.

Diego: é sim, já fui pra lá com minha mãe algumas vezes. Mas não gosto de ficar sozinho por lá

Gabriel: sozinho né ?, hahaha a última vez que eu fui você parecia bem sozinho com a filha do chefe

Hugo: tá ficando interessante isso hahaha

Diego: já falei, nos ficamos apenas 1 vez. Aquilo não foi nada..

Gabriel: não era o que parecia ?

Diego: só ficamos nos beijos, você sabe disso. Agora tenho motivo real pra não ir

Hugo: Senti um ciúmes aí, sei não

Diego: para de bota lenha na fogueira Hugo..

Hugo: tá bom. Me responde uma coisa, o que esse cara é exatamente

Diego: melhor amigo da minha mãe, e quase um dos melhores chefes da França. Minha mãe quis que todos nós sejamos amigos, mas a filha dele ficava dando em cima de mim e então parei de viajar pra lá algumas vezes com minha mãe

Hugo: ela é chata ou foi ruim assim mesmo ?

Gabriel: ela é de boa, só que ele queria encontrar o amor da vida dele

Diego: isso também, mas ela só estava me usando por que queria fazer ciúmes no menino que ela gostava

Hugo: mas se você ficou com ela e sabia disso, não foi por que quis ?

Gabriel: Hugo, o menino que ela gostava deu em cima dele. Quando a gente contou ela achou que era uma brincadeira sem graça e nunca mais falou com a gente – disse rindo

Hugo: você não vai lá por causa do menino né ?

Diego: sim, ele gostou mesmo de mim. Pra você ter noção, ele conseguiu até meu número de telefone com minha mãe

Gabriel: ela gostou do menino, podemos fazer nada

Hugo: ok, agora entendo, se fosse eu pegava os dois – rindo da situação

Gabriel: viu, o Hugo me entende. Eu tinha dito a mesma coisa pra ele

Diego: vou bater em vocês

Gabriel: pensa no convite, é sério

Diego: você só diz isso por que os meninos de lá são bonitos

Gabriel: também, mas acho que você precisa sair um pouco

Hugo: se vocês forem me leva, é meu sonho ir pra França – disse sussurrando

Gabriel: só se você não encosta a mão no meu homem – disse sussurrando também

Diego: Da pra parar vocês dois, que difícil meu

O dia foi passando aos poucos, ficamos em casa jogando e conversando o tempo todo sobre quais são as características que a gente mais gosta nas pessoas. O mais estranho foi que a discrição do Hugo bateu exatamente como se tivesse falando de mim, mas sei que não iria dar certo. Tive que pensar sobre o convite, a viagem era daqui a uma semana e tinha que confirma 2 dias antes de ir para que estivesse tudo confirmado.

Quanto mais tempo passava, mais Gabriel e Hugo tentaram me convencerem fazer essa viagem. Cada vez mais convencido de ir, confirmei a presença enviando um e-mail para o Henri dizendo quem iria nesta viagem, mas não contei nada aos dois. Será que Hugo conseguirá viajar conosco ?, esperava que sim. Eu só esperava que essa viagem melhorasse meu estado, passar ao lado do Hugo todos os dias sem ele lembrar de mim fazia me sentir mal aos poucos, estava melhorando e tenho medo de piorar como da última vez.

Antes de irmos para cama, fiquei pensando em perguntar se Hugo lembrava de mim, lembrava de como éramos felizes quando criança. Precisava esquecer disso logo, não era algo com que devesse me preocupar, já que nos viramos amigos novamente. Tinha que decidir como fazer essa surpresa da viagem a eles, isso era o mais importante a se pensar agora.

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