Capítulo dez

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Já estava tarde. Desde aquela conversa com o Nicolas, fiquei abalada com tudo aquilo. E, para falar a verdade, é muito mais fácil perdoar ele do que o Erik.

Fecho os olhos e ouço estalos de beijos vindos da cama de cima.

Mas quem está dando uns amassos a essa hora?

— Tem gente no quarto, sabia? — rio.

— Desculpa, amiga. Nem vi que você tinha chegado. — Dani responde.

— Relaxa. Pelo menos vocês estão beijando na boca.

— Lucy, essa é a Victória. Victória, essa é a Lucy. — As duas colocam a cabeça para baixo para falar comigo.

— Oi, prazer. — A garota diz, de cabeça para baixo.

— Oi. Realmente é um prazer, né, Danielle? — Rio da situação. — Vou colocar o fone bem alto para não correr o risco de ouvir nada vindo do andar de cima.

Coloco meus fones.

— Ai, sua palhaça! — Dani joga um travesseiro em mim e volta aos beijos com a garota.

°°°

O despertador começou a tocar às 7h da manhã. Como eu odeio acordar cedo.

Tomei um banho, vesti uma calça jeans preta, uma blusa vermelha e uma jaqueta preta. Fui para a sala de aula, mas as meninas ainda estavam atrasadas.

— Ei! Você sabe onde a Elle está? — pergunto ao Max.

— Ué... você não está sabendo? — ele pergunta.

— Sabendo do quê?

Ele escreveu em um papel e me entregou.

"A Elle está no clubinho. Nós nos encontramos ontem. Hoje à noite a galera mais próxima vai se reunir lá. Íamos falar para você ontem, mas não te encontramos. Desculpa."

— Tá bom. — Mando um beijinho no ar.

A aula acabou e fui com o Max ao refeitório tomar café.

— Fiquei sabendo que esse tal de Nicolas falou com você ontem. — Max comenta.

— É... Ele veio pedir desculpas. Só isso. Mas ainda não perdoei.

— Ainda? Isso quer dizer que você vai perdoar ele?

— Talvez sim... talvez não... — penso na conversa que tive com Nicolas.

— Você gosta dele, só não quer admitir.

— Come sua maçã aí e para de falar besteira, por favor.

— Oi, meus friends! — Elle chega beijando nossas testas.

— Oi! — respondemos ao mesmo tempo.

— Então... tudo certo para hoje à noite no clubinho?

— Sim. Quem vai? — pergunto.

— Eu, Casey, Dani, Victória, Max, Lara, Arthur, Alice e... Nick.

— Ah... tá. — Respondo, sentindo meu coração acelerar só de ouvir o nome dele.

— Então vamos para a aula de dança? — Elle me chama.

Vestimos nossas roupas para a aula.

Começamos dançando uma música brasileira. Um funk, para ser mais clara.

DESCE, DESCE COM TESÃO! — canto bem alto. — MAS NÃO VALE A PENA DAR MORAL PRA VACILÃO!

Português: ativado.

Até a Alice começou a cantar comigo. Nada como mexer o corpo para relaxar.

Logo depois começou a tocar uma música da Ariana Grande. Fizemos caras de sedução durante a coreografia.

Eu e Alice começamos a descer e subir no ritmo da música.

— AAAAAA! EU AMO ESSA MÚSICA! — grito, animada.

Depois dancei com a Elle uma música acústica.

Baila mais um pouco... — canto.

A bunda dela vai no chão. — Elle completa, rindo.

Terminamos a aula de dança e fomos tomar banho antes do almoço. Já eram umas 12h30.

Desci primeiro para o refeitório. Eu estava morrendo de fome.

Peguei minha bandeja... e, para falar a verdade, enchi ela de comida.

Sentei no lugar de sempre, bem no canto. Logo vi os doidos vindo na minha direção.

— Caraca, morta de fome! — Max diz ao chegar.

— Xiu! A aula de dança me deixou faminta. — respondo, devorando meu hambúrguer.

— Seu segundo nome é fome.

— Hahaha. — Puxo seus cachos.

— Estamos com o resto do dia livre. Isso quer dizer que estamos livres dos deveres. — Victória comemora.

— Ebaaa! — vibro.

Ficamos sem aula porque estavam organizando a festa de sábado.

Depois fomos assistir aos meninos jogando bola. Eu não queria ir, mas as meninas insistiram.

Sentei na arquibancada e logo paralisei quando vi aquele corpo suado correndo pelo campo.

Meu Deus...

Admito.

É Deus no céu... e ele na Terra.

Não devia pensar assim, ainda mais porque nem falo com ele.

— Ou... paralisou aí? — Elle me cutuca.

— Tem como não paralisar? — respondo, admirando o Nick sem vergonha nenhuma.

— Aposto que ela está olhando para o Nicolas. — Danielle diz, me dando um empurrãozinho.

— Estou mesmo. Aquele corpo não é de Deus.

As meninas caíram na risada.

Estava demorando muito para alguma coisa acontecer.

De repente, uma bola veio na minha direção com toda a força.

Nem tive tempo de desviar.

Caí no chão e nem consegui ver qual daqueles corpos sarados tinha acertado a bola.

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Quem será que chutou a bola na Lucy?

Até o próximo Cap. Leitores! 📖❤️

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