O carro cantava pneu e Devon tentava não derramar descafeinado em cima dele com toda a agitação. Quando ele finalmente tinha ido dormir faltavam apenas poucos minutos para levantar e ir para escola. Derek tinha esquecido completamente que a distância entre a casa dele e a escola era aproximadamente o dobro da distância da casa do Sheriff até o edifício. Eles estavam atrasados e o menino não estava realmente arrependido de ter engabelado o pai e burlado os trinta minutos ao transforma-los em horas. Em sua defesa, alegou que Derek estava deitado em sua cama agarrado em seu travesseiro o impedindo de dormir e sem opção, ele foi obrigado a jogar a madrugada inteira.
"Sem mais videogame para você, espertinho". O homem disse quando estacionou na porta do colégio, felizmente antes do sinal tocar. Os alunos ficaram encarando o conversível desconhecido cochichando.
"Será honestamente interessante dizer para mamãe que você estava rolando na cama com a camisa dele". Bateu os cílios fingindo inocência na chantagem.
"Não sei do que está falando".
Devon arqueou as sobrancelhas. "Então, não terá problema nenhum se eu disser".
Derek apontou o dedo para ele, "Você ficará com o bico fechado".
"Isso provavelmente te custaria novos jogos, mas". Ele levantou a mão desocupada em falsa rendição, "Se você ainda gosta dele, posso te ajudar antes que tia Lydia o ganhe na insistência em prendê-lo". Saltando do carro ao puxar a trava.
"Espere, Lydia?", o deu alguns dólares do lanche.
"Tchau. Eu saio ás 5, não se esqueça e me deixe sozinho e desprotegido na chuva". Deu tchauzinho e sorriu para umas garotas que passavam.
"Devon, volte aqui!"
"Não posso ouvi-lo!", o menino gritou de volta e Derek jogou o corpo para trás. O destino dele aparentemente era ficar na mão dos Stilinskis.
Derek seguiu para o trabalho no centro e foi incapaz de focar em coisa alguma. A curiosidade tirou a melhor dele e seus três funcionários não deixaram de perceber principalmente quando ele sorria para o telefone ao conversar com o ex, a diferença de oito horas sendo esquecida junto com os afazeres e linguagem computacional. O Engenheiro estava mais interessado em ler sobre as histórias engraçadas do filho, pois obviamente sendo filho de quem era teria muitas no currículo. Segundo a mãe, Devon era de conversa fácil e coração bom, falava pelos cotovelos e poderia barganhar até mesmo por uma bala de caramelo. Se assemelhando á ele também na persistência e coragem ou na mania de tentar fugir das responsabilidades ainda que, soubesse que teria que fazer em algum momento, esperava os problemas se resolverem sozinhos. Contudo, puxou o pai ao herdar a facilidade em fazer amizades porque todos instantaneamente gostavam dele por onde ia, os vizinhos britânicos literalmente choraram quando souberam que eles estavam voltando para casa. A paixão pelos esportes e possessividade, o charme era inegável. Apenas Stiles era imune aos olhos grandes de veado.
Bem, pelo menos era nisso que Stiles acreditava, mas admitia que não existia o que ele não faria por ele ou o que o menino quisesse que ele não fizesse se o deixasse feliz porque Devon fazia por merecer. Cada palavra não deixava de mostrar o orgulho estampado e Derek se sentia da mesma maneira em saber que se tratava de seu filho também. Stilinski comentou que deveriam conversar sobre algo sério quando ele retornasse, apontando quando se lembrou que sábado era lua cheia.
Às 04:50 Derek estava esperando na porta da escola de braços cruzados escorado no carro, não haviam tantos alunos e Devon foi um dos últimos a sair porque estava de mãos dadas com uma menina de rabo de cavalo loiro. Hale observou o filho habilidosamente segurar na cintura da colega e beija-la de língua e tudo. A garganta dele fechou porque aqueles movimentos eram claramente imitação de alguém e ele apostava quem o filho copiava. O garoto assistiu a menina ir e o amigo o empurrou rindo, ambos vieram em direção ao carro estacionado. Derek puxou a gola da camiseta dele para limpar a marca de batom rosa. "Lex, esse é o meu pai – Pai, esse é o meu melhor amigo, Lexton. ele pode dormir comigo hoje? Toda quinta nós fazemos sleepovers".
"Wow, carro legal".
O menino era ainda menor do que Devon e rechonchudo, "Olá, Lexton. Nós precisamos ter a permissão dos seus pais primeiro".
"Minha mãe não liga".
"Melhor ainda, então, ela não se opunhará quando pedirmos a ela".
Ele gesticulou com os ombros, "Ela trabalha no hospital".
"Precisamos ir até o centro de qualquer maneira para comprar algumas coisas para você, podemos passar lá antes. Entrem". Eles obedeceram e antes de dar partida o mais velho se certificou se estava tudo nos conformes. Alguns minutos depois, estacionou próximo do hospital e foram andando até lá. Pediram para falar com a enfermeira Alessia e demorou cerca de quinze minutos para que ela finalmente viesse. Ainda de longe ao encontrá-los, arrumou o cabelo e a jeitou a roupa.
Derek logo tratou de se apresentar e ela falava tocando nele e sorrindo convidativa. Devon cheirou o ar algumas vezes e entrou no meio deles puxando o braço do pai para suas costas. "Pai, podemos ir?", Derek assentiu massageando suavemente.
"Os levarei para escola amanhã pessoalmente, Mrs. Taylor".
"Alessia, por favor".
Ele assentiu, "Até mais ver, Alessia. Vamos, meninos". Ela abraçou o filho brevemente e eles se foram.
"Eu acho que minha mãe ficou interessada no seu pai". Lex cochichou andando bem na frente do lobo.
"Ah que pena, pode dizer à ela que ele não está disponível".
"Você disse que não tinha ninguém no caminho".
"Shhhhhh!", Olhou para o pai e Derek fingiu não estar ouvindo. "Ele está disponível para minha mãe e sua mãe já tem seu pai porque ela vai querer o meu?"
"Sua mãe também não está disponível".
"Me poupe, Lex. Mamãe guarda a jaqueta que meu pai deixou com ele até hoje. E se ele gostasse mesmo da tia Lydia além de pau amigo... Por ela eles seriam casados".
"Achei que você gostasse dela".
"Eu gosto, mas não se deve impedir o caminho do amor". Derek não conseguiu segurar o riso e tossiu para disfarçar. "Quando eles se casarem ela pode ser a madrinha".
"Duvido que ela vá querer".
"Isso não é realmente problema meu. É óbvio que meu pai ainda é louco pela minha mãe, por Deus, ele estava abraçado com a camisa dele e sonhou chamando o nome dele, estou te dizendo".
"Sim, mas você está esquecendo de um detalhe muito importante. Como a sua mãe se sente? Guardar uma jaqueta não quer realmente dizer nada, ele gosta de usar roupas velhas. Você mesmo disse que seu pai tinha sido um filha da puta com ele, por isso, não estavam juntos".
"Ele usa a jaqueta quando está triste e se chama roupas vintage, anta. Eu conheço minha mãe tá legal? Ouvi ele dizer uma vez para o tio Scott que um amor daqueles não aconteceria duas vezes. Você já viu minha mãe, a fila de pretendentes viraria a esquina sem problemas", Lex sinalizou positivamente com corações nos olhos e Devon deu um tapa na cabeça dele.
"Ouch!"
"Pare de pensar coisas erradas com a minha mãe! Você já viu o tamanho do meu pai? Não arrume problema para sua cabeça".
"Foi mal".
"Como eu ia dizendo, apesar de ele nunca ter falado mal do meu pai para mim, tia Lydia não deixou de citar as coisas ruins que aconteceram todas às vezes que pôde. Eles pertencem um ao outro, por esse motivo ela tentou fazer ele parecer mau e ruim aos meus olhos. E ele não me parece nada do que ela disse que ele era, então, ela estava mentindo, aumentando ou ele não é mais assim", olhou para atrás rapidamente, "Só preciso ter certeza que ele não estragará as coisas de novo, antes de ajudá-los a enxergar um palmo na frente de seus narizes".
"Você precisará de ajuda?"
"Sim, ajuda é sempre bom".
"Conte comigo".
Devon sorriu para Lexton quando entraram no carro novamente para irem até o hipermercado.
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Not Broken, Just Bent (STEREK)
Genç KurguEles namoraram na adolescência e tiveram um término dramático. Hale partiu rumo a grande metrópole para estudar e seguir seus sonhos sem saber que, Stiles ficou para trás esperando seu filho. Uma década se passou desde que se viram, ambos não são ma...
