chapter twenty-six

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taehyung pensava se quebrara algum recorde.

tinha perdido sua mãe e seu melhor amigo em menos de horas, isso só podia ser um recorde. talvez o de pessoa mais azarada do mundo; esse só podia ser o recorde dele.

taehyung observava a chuva caindo em seoul, enquanto tentava se manter aconchegante naquele cubículo que chamavam de dormitório, naquela cama pequena e dura que não cabia todo seu corpo extenso; tinha que ficar encolhido para que seus pés ficassem dentro da cama.

"ei, eu vou pegar um café, você quer?" hoseok, o estudante de dança da universidade, de cabelos ruivos e extremamente animado disse, com um sorriso no rosto e seu moletom amarelo e azul.

"não, obrigado." disse, simples.

hoseok deu de ombros, saindo do dormitório e deixando novamente taehyung perdido em seus próprios pensamentos. assim que chegou em seoul, decidiu que não iria ficar sofrendo e chorando por algo que já deveria ter imaginado que acontecia.

já imaginara milhares de vezes diversas formas possíveis de descobrir que não era o suficiente para jungkook, e quando finalmente descobriu que não era, foi como se levasse diversas facadas no mesmo ponto e aquilo doía como o inferno.

era impossível para o loiro não ficar triste com o que havia acontecido e a falta de sua mãe doía mais ainda e não sabia controlar aquilo. passava horas a fio chorando, chamando pela mãe e outrora, chamando por jungkook; e sabia muito bem que ambos não apareceriam para salvá-lo de si mesmo.

seu celular tocou e o pegou para ver o que havia chegado e dentre todas as mensagens e ligações antigas de jungkook, havia uma mensagem de yoongi.

yoongi
estou voltando pra daegu
precisa de alguma coisa?

taehyung
não
estou bem

yoongi
tem certeza?

taehyung
pode ficar tranquilo
eu vou ficar bem

não se preocupou em ver a resposta de yoongi, apenas colocou o celular na bancada. continuou observando a janela, vendo as pessoas passeando do lado de fora da universidade; a nevasca viria em alguns dias e faltavam poucos dias para o natal, no qual passaria sozinho.

pela primeira vez em anos, passaria o natal sozinho, assim como passaria seu aniversário; seu primeiro aniversário longe de sua mãe e assim, com esse pensamento, acabou chorando mais uma vez, cobrindo-se por completo e deixando a tristeza tomar conta de seu interior.

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