chapter nineteen

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AVISO DE GATILHO: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, ABUSO FÍSICO, EMOCIONAL E HOMOFOBIA.

"por favor, papai." um taehyung de oito anos implorou, tentando impedir que seu pai, seu herói que tanto amou acertasse mais um soco na sua mãe. "não faça isso com a mamãe!"

"fique quieto, garoto." o homem mais velho empurrou taehyung para o outro lado do cômodo, fazendo-o cair e bater a cabeça. "antes que eu machuque você também."

a mulher correu até o filho caído no chão e impediu o marido de batê-lo. "por favor, não o machuque, faça o que quiser comigo, mas não encoste no meu filho." taehee disse e beijou a testa do filho. "vá lá para cima, querido."

"não, mamãe, não." taehyung abraçou a mãe, afundando o rosto em seu peito. "eu não quero deixar a senhora."

"por favor, querido. está tudo bem." taehyung assentiu e correu para seu quarto, trancando a porta e afundando o rosto no travesseiro enquanto abraçava o porta-retrato que tinha uma foto sua e de jungkook juntos.

taehyung não entendia.
se tudo estava bem, por que sua mãe estava chorando tanto?

"tae, está tudo bem?" taehyung se despertou de seus pensamentos quando ouviu a voz de jungkook se sentando ao seu lado no trem. "tem certeza que quer fazer isso?"

"eu preciso, kook. minha mãe está em risco de vida e eu preciso vê-la." taehyung disse, se aninhando no abraço do namorado. "você não precisava vir. eu não queria estragar seu feriado."

"você não estragou nada, não fala isso." jungkook tirou a franja de taehyung de seus olhos, sorrindo e selando seus lábios nos dele. "meu lugar é ao seu lado, não importa onde e quando. eu sempre vou estar do seu lado."

taehyung olhou no fundo dos brilhantes olhos de jungkook, encontrando ali o último resquício de paz que tinha e respirou fundo. "estou cansado."

"dorme, babe." jungkook beijou o topo da cabeça de taehyung. "te acordo quando chegarmos."

taehyung assentiu, pegando no sono.

um grito alto foi ecoado pelo quarto. taehyung estava chorando com a dor; ele tinha 15 anos agora. o pai de taehyung o espancava após ter recebido uma ligação do colégio dizendo que taehyung estava suspenso depois de ter sido pegado no flagra trocando "carícias" com um colega de classe.

"eu não vou aceitar que um filho meu seja gay! eu não vou aceitar que você seja doente!" o pai de taehyung gritou e taehyung não queria chorar; não se humilharia daquela forma na frente dele. "você não vai chorar?"

"não." taehyung respondeu, travando o maxilar.

"eu quero ver você chorar! eu quero que você grite e peça desculpas para seu pai por ser um doente!" taehyung ficou calado, prendendo as lágrimas ao ver sua mãe do outro lado do quarto, observando, inapta a fazer qualquer coisa pois sabia que era perigoso demais para ambos.

"isso é culpa daquele jungkook, aquela peste é doente igual você?!" ele apontou o cinto para o outro lado da rua, onde jungkook morava com o pai. "eu vou ter que ir conversar diretamente com ele."

"não!" taehyung gritou, se levantando da cama e puxando o pulso do pai, finalmente liberando as lágrimas de seus olhos. "ele não é... c-como eu. não o machuque, pai, por favor. e-eu prometo não falar mais com ele." taehyung ajoelhou no chão, chorando.

"me desculpa! eu prometo melhorar, eu prometo deixar de ser assim!" taehyung implorou, soluçando enquanto chorava. "mas, por favor... não machuque jungkook."

"ele vai pagar por ter mexido com a minha familia." o pai de taehyung tirou a arma do coldre que usava quando trabalhava como policial e saiu do quarto, trancando a porta.

"não, o jungkook, não..." taehyung dizia, enquanto tinha um pesadelo no trem. "por favor, pai..." taehyung gemia, suando.

"t-tae? amor?" jungkook despertou, se assutando com o mais velho se debatendo em seu colo. "t-taehyung, acorda!" jungkook disse e taehyung respirou fundo, acordando em prantos.

"k-kook, não. você não." taehyung disse, abraçando o mais novo. "baby, você não."

"ei, eu estou bem, estou aqui." jungkook disse, acalmando taehyung e sorrindo, beijando-o. "foi um pesadelo.

"e-eu... meu pai, ele-" taehyung tentou dizer, mas as palavras permaneciam presas em sua garganta.

"estou aqui, calma, vai ficar tudo bem." jungkook abraçou taehyung, deixando-o chorar tudo o que precisava. "aquele monstro não vai te machucar mais, eu prometo."

"não..." taehyung disse, entre soluços.

"eu estou aqui agora, amor. eu não vou deixar ninguém te machucar, eu juro com toda a minha vida." jungkook segurou o rosto de taehyung, beijando sua testa. "eu juro, taehy."

"e-eu..." taehyung respirou fundo. "eu amo você." taehyung o abraçou novamente, sentindo o cheiro de seu perfume.

"eu sei, babe." jungkook sorriu. "e eu te amo mais ainda."


então... a vida do taehyung foi exposta.
espero que vocês tenham gostado e espero que vocês tenham conseguido perceber os links que fiz durante toda a fanfic até esse ponto.
até a próxima.

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