*Patrick *
- Você só pode estar ficando louca?- Pergunto, olhando-a com total incredulidade, não é possível existir tanta burrice.
-Se divirta um pouco. - Grita, começando a dançar, a música agora recomeçou e tudo parece uma grande festa. O máximo que faço é cruzar os braços e levantar a sobrancelha, nossa a irresponsabilidade bateu com força na cabeça da princesinha.
- Eu vou voltar. - Grito em resposta, fazendo-a parar de dançar. Nem a pau que vou ficar aqui, não é que eu tenha medo, só sou um pouco mais sensato para saber as consequências de um ato como esse.
- Boa sorte em descobrir o caminho.- Fala sorrindo acenando com a mão, entrando no meio de uma roda de dança mas que porra.
Eu sei me achar aqui, não sei?? O caminho de volta? ? Quer dizer nós viemos por aquela ruazinha, não é? Tento dois caminhos e os dois me levam a uma rua sem saída. Ok, não tenho mais chutes. Por onde nós viemos? eu não faço a mínima ideia. Só me resta duas alternativas, obrigar a princesinha a me levar para o castelo, ou , achar a Diana e pedir onde fica o castelo, como não faço a menor ideia onde Diana está, vou ficar com a primeira. Entro na roda e vou dançando com várias pessoas, até ficar de par com Amber.- Como você sabe essa dança? - Pergunta surpresa. Essas danças são típicas do seu país, e como sou seu "pretendente" meu pai me obrigou a aprende-las, essa é a mais antiga de todas, a mais popular, tecnicamente os membros da realeza não há dançam com muita frequência, pelo menos é isso que falam.
- Eu posso ser bem surpreendente as vezes, princesinha. - Respondo, piscando fazendo-a rodopiar. Não sei o dia que nos conhecemos, faz muito tempo, mas desde que consigo me lembrar, sempre brigamos. E agora não vai ser diferente.
- Bom porque Vossa Alteza resolveu dançar? - Pergunta, soltando a minha mão para dar um giro.
- Para dar a chance das damas dançarem com o melhor dançarino da noite. - Respondo fazendo-a rir. - E também porque assim posso assustar seus outros pretendentes. - Brinco.
- E como você faria isso? - Pede.
- Eu tenho meus truques. - Falo. - Mas isso é um desafio, princesinha? - Faço-
-a revirar os olhos.- Se não parar com esse apelido, mando cortarem sua língua. - Ameaça.
- E como você fará isso? Mandará os guardas invadirem a revo.... - Sou interrompido pela sua mão na minha boca, me impedindo de pronunciar a última palavra.
- Você está louco. - Fala com os olhos arregalados me puxando pelo braço para longe da multidão. Olha ao redor. - Ninguém sabe quem eu sou.
- Não brinca, nem imaginei. - Recebo um soco no braço. - Ai, pra que isso? - Pergunto, nossa ela soca forte.
- Deixa de ser babaca. - Fala. - Ok, já que você está destinado a estragar minha noite, vamos comer alguma coisa antes.- Saímos, descendo a ruazinha ficando cada vez mais longe da multidão.
- Vamos comer o que? Não tem restaurante aberto essa hora, tem? - Pergunto. Ela sabe para onde ir?
- Quem falou de restaurante. - Responde, ok onde essa doida está me levando?
- Só me segue. - Fala. - Você não vive, não? -Pergunta, fingindo preocupação. Agora é minha vez de revirar os olhos. Caminhamos por mais uns minutos.
- Chegamos. - Anúncia parando enfrente a um carrinho de rua. Me fazendo rir.- Que foi? - Pede me olhando com raiva.
- Só nunca imaginei uma princesa comendo em um carrinho de rua. - Falo.
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Revolução de máscaras
RomanceE se você começasse uma revolução contra seu próprio pai. Até onde você iria se conhecesse o amor verdadeiro mas estivesse destinada a outro. Quantos você enfrentaria para que soubessem quem você realmente é?