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Minha mensagem dizia o seguinte:
📲 Eu marquei de sair com um amigo, mas posso passar aí, depois. O que acha?

📲 Por mim, está ótimo. Até amanhã! — ele respondeu.

Dei um sorriso bobo. Por sorte, eu estava sozinha. Assim, ninguém me veria toda apaixonadinha. O que era estranho, já que eu deixava o lado racional ser prioridade, e nunca o sentimental.

Katherine anunciou que o jantar estava pronto. Me vesti rapidamente e desci, apoiada no corrimão da escada. Fui até a cozinha, e desejei uma boa noite a todos presentes. Sentei-me na mesma cadeira de sempre, onde já haviam me servido. Sorri gentilmente e comecei a saborear a incrível lasanha que Kath havia feito. Ela mandava muito bem na cozinha, tinha que admitir.

— Está maravilhosa. — confessei. Todos concordaram e ela agradeceu, levemente envergonhada.

Terminei minha refeição, limpei os lábios, com o guardanapo de pano e me levantei, pedindo licença.

[...]

Depois de algumas horas de estudo, resolvi ir descansar. O dia foi agitado e um pouco cansativo. Mas valeu a pena, cada segundo.

Vesti meu pijama e me joguei sobre a cama. Fiquei olhando o teto do meu quarto, que era de vidro e observava o céu estrelado, pensando no Chris e no que poderia acontecer entre nós, dali pra frente.

Fiquei imaginando uma história longa, que, com certeza, jamais iria acontecer. Em pouco tempo, o único pensamento que passava pela minha cabeça era: "Christian Henderson, eu te amo, e quero você pra mim, ao meu lado, pra toda eternidade".

Com esse sentimento extremamente bobo e platônico, adormeci.

[...]

Acordei, novamente, com o barulho do despertador. Repeti todo processo da manhã anterior. A única diferença é que nosso motorista nos levou e eu não tomei café da manhã, estava sem fome.

[...]

Todas as aulas passaram tranquilamente, mas eu já estava odiando pensar sobre a última aula, que seria artes, a pior matéria. Fiquei entediada, mesmo que fosse a menina exemplar da sala, e comecei a pensar no jogador, mais uma vez. Acabei adormecendo, em sala.

Ouvi alguém chamar meu nome, achei que era algo do meu sono. Os chamados se repetiam e, quando me dei conta que tinha dormido, levantei da mesa, num susto.

Todos olhavam para mim. Foi a maior vergonha já passada no colégio. Joshua era o professor mais bravo e paranóico com regras, e isso foi acontecer justamente em sua aula.

— Senhorita Collins... Tenho que confessar que a última pessoa que eu iria esperar isso, era você. Conversamos ao final da aula. — disse ele, um pouco rude.

Encostei minhas costas na cadeira e tentei prestar atenção no resto de aula, mesmo que meus pensamentos estivessem longe. Mais especificamente, no estádio de futebol.

[...]

Finalmente, aquela aula infernal chegou ao fim. Ao bater o sinal, me levantei e fui em direção à mesa do professor.

— Aula substitutiva, pela tarde. Trate de não faltar. — ordenou.

— Sim, Senhor. — obedeci, mesmo queimando de ódio, por dentro. Como eu iria explicar isso ao Matt e ao Chris? Que droga!

Deixei a sala de aula bufando, e batendo os pés fortemente no chão. Senti os olhares, um pouco furiosos, de Joshua sobre mim, enquanto eu caminhava até a porta. Eu cada vez mais odiava ele.

Preferi não voltar para casa, para almoçar. Comi as mesmas coisas do dia anterior, que iriam me sustentar, enquanto estivesse no colégio.

[C][...]

Ele falou, por horas e mais horas, e eu tive que prestar atenção naquela matéria insuportável. Olhei o relógio acima do quadro negro e já havia passado da hora que combinei com Matthew. Além do mais, o treino se encerraria em pouco menos de meia hora.

— Merda! — pensei na palavra, um pouco alto demais, que saiu da minha boca, como um sussurro.

Olhei rapidamente ao docente, que estava com o olhar fixo em mim.

— O que foi que disse, Lillian? — questionou, angustiado.

Mantive o silêncio, e ele não insistiu, por sorte.

[...]

Meia hora depois, exatamente, ele encerrou a aula. Saí da sala, revirando os olhos. Me dirigi até o pátio, onde me sentei embaixo de uma árvore, aproveitando a sombra e a brisa fresca que possuía ali.

Antes que pegasse um livro para ler, tomei o celular do bolso da mochila. Haviam ligações, muitas, de McCartney e Henderson, além das milhares de mensagens.

Procurei o número do Matt, na lista de contatos e liguei para ele. Não me atendeu. Mandei uma mensagem explicando tudo, e ele respondeu com um simples "ok". Respirei fundo, tentando dar um jeito das coisas se acertarem. Ele é meu melhor amigo, poxa! Devia entender esse contratempo.

📲 Eu juro que posso me explicar. Posso lhe ver, mais tarde, na lanchonete em frente ao estádio? Por favor. — Enviei a Chris, que apenas visualizou, e não disse nada. Foi definitivamente pior que o Matthew.
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[Continua...]

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