Capítulo 8: Ponto de partida.

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Ethan Akhinory:

- PRIIII-PRIIII-PRIIII-PRIIII-PRIIII [...]
Sou acordado com o barulho do alarme do relógio, são oito horas já. Hoje é sábado e bem, ontem não teve um desfecho muito bom... Eu perdi o meu presente da Mei.
Eu olho meu celular, não há mensagens dela, nem nada... O que eu faço? Se bem que, a culpa não foi minha... Ela que tentou me puxar. - Ah, que se dane! - Falo enquanto me levanto. Minha vó não está hoje... Então eu irei fazer meu café. Desço as escadas e vou até a cozinha, pego algumas fatias de pão e faço um mexido de ovos, ligo a cafeteira e espero até o café estar pronto. Eu bebo café faz muito tempo, acho que desde os sete anos. Assim tomo um bom café da manhã, abro as janelas da casa... O dia está bom hoje, está quente, mas há uma leve brisa, as cortinas balançam e sinto o um cheiro muito bom, são as fragrâncias das cerejeiras que tem aqui perto... Um cheiro doce, mas não é enjoativo. Me lembra ela. - QUÊ? - Dou um tapa em meu rosto, talvez assim eu acorde.

Fico enfurecido e me levanto rápido, coloco as louças na pia. Acho que tomar um banho irá ajudar, é isso. Subo e vou para o banheiro... Deixo a água escorrer pelo meu corpo, é tão estranho... Não consigo afastar dos pensamentos de ontem à noite. O que está acontecendo? É como se eu estivesse sendo levado pelo tempo, como se cada momento fosse grandioso... Como se eu não pudesse escapar disso. Parece uma brasa fraca, mas resiste ao tempo e ao vento. Eu nunca, eu nunca senti isso antes, é como se eu estivesse mudando junto com a estação... Que sentimento é esse? Eu posso sentir isso? O que está acontecendo? Ba-tump, ba-tump, ba-tump... Meu coração está batendo tão forte. Isso é... Amor? Não! Eu não posso sentir isso... Eu não posso amar e nem ser amado! É a minha maldição! Se há amor, há perda. Eu não... Não! - Droga! - Eu acabo de tomar banho e vou me trocar. Será que devo sair? Acho que vou para o lago. Quase não há pessoas por lá e vai ser bom pensar... Com isso pego minha carteira e meu celular, calço meu tênis e abro a porta:

- Hã? - O Q-Q-QUÊ? - Olá Ethan. - O que ela está fazendo aqui? - Você está bem? - O que eu falo? - Desculpe... Foi uma má ideia vir aqui, mas eu queria conversar sobre ontem.

- Ah, claro! - Eu falo para ela entrar ou a convido para ir ao lago? – Você...

- Poderíamos ir a um lugar – ela fala. – Se quiser, é claro.

- Depende... Onde?

- Me segue. Vai descobrir! - Ela começa a andar e eu a sigo... Aonde vai me levar? Andamos por alguns minutos até ela dizer alguma coisa. - Faz tempo que não fazemos isso não é?

- Uhm. - Ou seja, sim. - Não entendi ainda, aonde iremos?

- Vamos para o dia em que eu percebi que eu o amava. - Engulo seco. - Vamos, você sabe onde é!

- Ok. - Ela começa a correr, acho que sei onde é.
Após mais alguns minutos chegamos ao lugar... Bem, eu imaginei mesmo. Aqui foi onde ela percebeu que o amava? Bem... Aqui? - É aqui?

- Sim! - Ela entrelaça os dedos e rodopia. - Foi bem aqui! Você se lembra?

- Sim... Aquele dia foi incrível. - Ela sorri, faz tempo que não a vejo assim.

Ela começa a contar inúmeras coisas, rimos bastante... Igual antigamente, eu gostaria que tudo fosse assim. Que aquilo não tivesse acontecido. Eu também falo algumas coisas. É estranho. Essa sensação de nostalgia, como se nada tivesse acontecido.

O tempo nem parece passar, entretanto acho que esse não era o objetivo dela. Nós conversamos por mais um bom tempo até que:

- Eu irei naquela loja buscar algo para comermos, pode ser?

Aquela Flor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora