Capítulo 02 (DEGUSTAÇÃO)

1.4K 112 411
                                    

Lua: único satélite natural da terra

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Lua: único satélite natural da terra. Funciona como um "espelho de luz", já que não possui luz própria e sim reflete a luz do sol que não está exposta durante a noite. Apesar disto, a lua carrega um tom acinzentado em seu brilho, que ilumina toda a noite.

E foi assim que surgiu meu apelido.

Meu pai conta que por volta dos meus três anos, enquanto meus cabelos ainda estavam crescendo, sua cor o lembrava a mesma luz da lua durante a noite, e sempre que podíamos nós dois passávamos horas sentados em nossa varanda, observando a lua e comparando seu brilho com meu cabelo. Ele sempre dizia: "Filha, você é a luz que faltava na minha e na vida de sua mãe. Obrigado por ser nossa pequena e brilhante Lua."
Foi assim que o apelido pegou. Minha mãe passou a me chamar assim. Paolo também e alguns amigos próximos.
Mas de que adianta eu ser a luz do meu pai, ser sua princesa, se mesmo assim ele me exclui de sua vida.
A máfia para nós não é simplesmente uma organização criminosa e sim uma grande família. Passei anos me dedicando a conhecer cada homem e suas famílias, a proteger suas mulheres e a esconder suas filhas para que não passassem por tudo que eu já passei. Trabalhei duro ao lado dele. Eu lutei, matei homens para o proteger e para proteger a nossa causa, e mesmo depois de tudo isso ele ainda acha que Paolo será melhor para se tornar o chefe.
Não irei permitir!
Quando sai do escritório de meu pai, fui direto para o único lugar que ninguém poderia me encontrar. Minha casa. Que fica do outro lado da cidade de Vêneto, em um dos bairros mais perigosos e carentes da cidade. Treviso.
Comprei uma pequena casa no bairro quando fiz 17 anos. Sempre que quero escapar do meu pai, ou preciso me concentrar em uma próxima missão me isolo nesta casa. Não contei nem a Paolo que tenho esse lugar. Sei que se quisesse meu pai poderia me encontrar, mas também tenho aqueles que são fiéis a mim e só a mim e que me encobrem sempre que ele chega perto de me encontrar.
Chego na pequena casa. Com apenas um quarto, sala, cozinha e um pequeno banheiro. Como nunca dormi aqui, transformei o quarto em uma pequena sala de comando. Com vários computadores ligados a satélites e a telefones de vários de nossos aliados. Aqui, posso acompanhar tudo o que meu pai pretende fazer, com quem ele trabalha e quem quer trabalhar para ele. Posso saber também quem está em sua lista de vítimas, e quem ele está procurando por dever a ele ou por simplesmente ter uma política diferente da qual nós apoiamos.
Quando sento em minha cadeira azul, super confortável, pronta para começar a colocar meu plano em prática, meu celular toca. É Paolo. Bufo antes de atender, já que sei o que ele irá dizer.

Paolo. — Digo ao atender.

— Você é louca de sair daquele jeito! — Ele começa gritando. — Tem noção do quanto seu pai quer te matar agora?

— Oi para você também meu amigo. — Digo rindo.

— Lua...

— Ainda quer almoçar comigo? Tenho um plano para fazer ele mudar de ideia. — Consigo ouvi-lo suspirar por eu estar mudando de assunto.

— Sim. No restaurante de sempre?

— Não. Venha para Treviso. Procure por um restaurante chamado Tre Bicchieri e me espere do lado de fora.

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Oct 03, 2022 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

Arquivo de Prata (DEGUSTAÇÃO)Onde histórias criam vida. Descubra agora