Apesar da dor, Tronco continuava acordado, mesmo com dificuldade, com a mão no ferimento, que sangrava intensamente, e uma enorme poça de sangue se formava abaixo de si. Olhou para todos os lados, até que viu, perto a si, havia um cipó, um pouco acima da sua cabeça. Tentou se levantar, mas a dor não lhe deixou. Então, esticou a mão para o cipó, que não se movimentava, enquanto sua visão falhava, até que, o cipó começou a crescer, o suficiente até chegar à sua direção. Rasgou um pedaço com os dentes, e amarrou no braço, para estancar o sangramento. Após isso, suspirou com a dor, e sua visão estava voltando ao normal.
Se levantou, e caminhou até o fim do penhasco. Ficou olhando a água correr, já que era uma das únicas coisas que podia fazer sem exigir esforço do seu braço machucado. Estava ainda assustado com tudo aquilo, as revelações, tudo apenas em um só dia. Rezava para que o Rei Peppy não contasse para os trolls do rock sobre ele ser filho de sua antiga rainha antes da mãe da Barb, pois eles provavelmente iriam querer ele como seu rei, e não estava pronto para isso. Apenas queria continuar vivendo na ilusão de que tinha uma vida simples, e um troll sem nada de especial, talvez, aquilo iria fazer bem para ele.
Suspirou, e resolveu voltar, mas ao se virar, se assustou ao ver um troll azul, com nariz laranja, cabelos azuis mais escuros, e um grande curativo em seu olho esquerdo
O troll colocou a mãos na boca, parecendo assustado com aquilo
Tronco - Ah... Olá? Quem é você?
Perguntou estranhando, mas sem resposta
Tronco - Bem, desculpa, eu não te conheço... Mas meu nome é...
- Tronco...
O azulado cinzento estranhou ele saber seu nome
Tronco - O quê?
- Seu nome é... Tronco...?
Tronco - S-sim... Mas como você-
- TRONCO!
O maior saiu correndo, e o abraçou fortemente, não querendo o largar em momento algum, enquanto o menor se assustou com a ação
- TRONCO! TRONCO! EU NÃO ACREDITO!
O azulado cinzento estava confuso, travado, tanto que nem tentou se desvincilhar do abraço. O maior o soltou, segurando suas mãos e olhando em seus olhos
- Olha só pra você, eu não acredito!
Dizia mil coisas que o cinzento não entendia
Tronco - Pera aí, eu nem te conheço!
Disse se soltando, e dando uns passos para trás, o que fez o azulado ficar triste, mas acabou entendendo
- Ah, claro, você não ia lembrar...
Disse olhando para baixo, e logo depois para o menor
- Sou Cravo, o seu pai...
Quando Tronco achava que não podia mais se surpreender, isso acontece... Seu pai tentou o abraçar, mas o mesmo se afastou, segurando os próprios braços
