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O sol já havia nascido quando eles se aproximaram da casa, tiveram que dar a volta no bairro para buscar os dois homens que estavam nos terraços dos prédios, Lauren ainda estava pálida e Harry soltava gemidos de dor a cada movimento brusco do carro.
O Payne mais velho (por questão de minutos) olhava do amigo para a irmã com aflição. Quando nasceram era ele quem foi treinado para assumir a mafia, coisa que sempre irritou a mulher ao seu lado, desde pequena teve que trabalhar o dobro pra poder ser notada e reconhecida, era injusto, mas é assim que o mundo funciona.
O pai deles nunca planejou Liz, a mesma não fazia parte do que ele queria e só foi aceita como algo para deixar a mãe deles satisfeita. Era para ter sido criada para obedecer e ser fiel a família e nada mais, mas foi se aprimorando, Harry e Liam que vinham sendo treinados desde pequenos começaram a ensinar o que aprendiam para Lauren e Liz, e a segunda queria ser cada vez melhor.
Payne nunca entendeu porque a irmã era daquele jeito, ele daria tudo para fugir das missões horríveis que eram passadas pelo seu pai, mas ela fazia questão de cumprir cada uma dessas missões com exito. O castanho chegou a pensar que sua irmã não tinha alma, como o pai deles, e isso só mostrou ser mentira quando ela conheceu Justin.
O carro virou cantando pneu na rua e ele pode avistar a casa antiga onde vinham morando desde que chegaram a Los Angeles. Suas paredes brancas com janelas e porta de madeira vermelha, e telhas cinzas. Liam gostava dali, era o primeiro lugar depois de seis anos fugindo que podiam chamar de lar.
Liz estacionou o porshe saindo dele e abrindo a porta para Harry. Liam e Stefano se apressaram para ajudar o maior a sair do carro, e tentaram a todo custo seguir Lauren em silêncio para dentro da casa.
– Parados ai. – a voz do homem soou atrás de Liz enquanto ela tentava seguir os outros pro andar de cima. – Virem-se.
Liz girou sobre os calcanhares revirando os olhos, não era uma adolescente qualquer que precisava de punição pela noitada, tinha vinte quatro anos e uma filha e com toda certeza não precisava daquele velho lhe dando ordens. Ela acenou para que os outros seguissem seu caminho, e todos inclusive seu primo obedeceram, o que fez com que os olhos celestes do homem fulminassem a sobrinha.
E ali estava ela, novamente desafiando quem quer que entrasse em seu caminho, até mesmo seu tio, que havia lhe dado abrigo e a quem a mulher ainda tinha um pingo de respeito. Encarou os olhos dele com a mesma intensidade que era lançada sobre si, e viu o mais velho se render antes, negando com a cabeça.
– Não sei onde você pensa que vai chegar assim. – comentou se virando e desaprovando a arrogância da sobrinha. – Você tem a mesma mania de seu pai, de achar que é inalcançável, inatingível.
– Não me compare com ele. – rosnou entre os dentes, aquela raiva que sempre voltava ao seu peito quando o pai era mencionado queimando seu corpo.
– Então pare de agir como se fosse igual a ele. – bradou o mais velho a encarando com força. – Você continua saindo por ai, arrumando confusão como se ninguém pudesse te ferir, e por mais que a vida te bata e te prove o contrário você não consegue parar.
Pela primeira vez a mulher se calou, não deixou de revirar os olhos e rir das palavras do tio, mas não o respondeu, não ameaçou abrir a boca para ir contra ele. Afinal, o homem tinha razão.
Liz tinha sido criada para não temer nada, assim que viram seu potencial, se tornou um soldado, alguém disposta a morrer nas batalhas de seu pai. Se ele lhe dava uma missão, ela simplesmente executava, sem perguntar o porque, sem se questionar se era o correto ou não.
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Cruel
FanfictionDuas almas condenadas ao inferno, dois seres pecaminosos e macabros, duas vidas arruinadas por escolhas ruins, dois destinos prestes a se cruzar, e descobrir que juntos nem mesmo diabo era uma ameaça. Quando se ama alguém, a morte é um preço peque...
