Capítulo 72

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Soso Narrando

Ligacao on

Aguenta ai que eu já to indo

Ligação off

Chuto meu celular para o chão e coloco o pano na minha boca

Tomás entra com umas sacolas na mão

Tomás: Trouxe comida - coloca as sacolas no chão - Vai querer pastel de queijo, carne ou frango?

Eu fico encarando ele

Tomás: Que foi? Ah, claro! - ele tira o pano da minha boca

Eu não falo nada

Tomás: Olha, eu tô tentando tornar a nossa convivência agradável, eu quero ser legal com você

Eu: Me sequestrando? Que gentileza da sua parte! Perdão por ser tão ingrata!

Tomás: Ah, que seja, vai ficar com fome então - ele pega o pastel dele

Eu: Queijo! - me refiro ao pastel

Tomás: Sabia que você não ia resistir, ta morrendo de fome!

Eu dou um sorriso falsa

Ele me da o pastel

Eu: Tem como você me soltar pra eu comer?

Tomás: Ta achando que eu sou idiota?

Sim

Eu: Não me faça responder! Como é que eu vou comer de mãos amarradas, gênio?!

Tomás: Ah, ta bom, mas sem gracinha tá?

Eu: Ah, claro, porque tem muitos lugares para eu fugir!

Ele solta minhas mãos e me dá o pastel

Eu como o pastel e assim que ele se vira, eu bato com o cotovelo na cabeça dele

Ele abaixa a cabeça meio tonto e eu dou uma joelhada na cabeça dele

Ele bate a cabeça no chão e começa a sangrar

Eu: Meu Deus! - coloco a mão na boca - Ok, Sophia, agora você tem que ir até o final porque senão você já era

Eu arrasto o corpo dele pesado pela sala, coloco ele perto da cama e amarro ele

Eu: Jesus, não precisa matar ele não tá? Eu não quero ter um homicídio na minha consciência, deixa pra matar ele amanhã! Amanhã faz ele ser atropelado por um carro qualquer ai, mas hoje deixa ele vivo!

Pego meu celular no chão

Eu: Tela quebrada! Maravilha! - debocho

Coloco um pano na boca do Tomás

Fico esperando o Lucas chegar e o Tomás acorda

Tomás: Desgraçada, o que você fez comigo?

Eu: Ai, você ta vivo! Ainda bem!

Tomás: Como assim, eu tô vivo?

Eu: Cala a boca! - eu jogo uma lata de cerveja cheia que ele trouxe na cabeça dele e ele apaga de novo

Ouço barulho de uma moto chegando

Procuro algo pra me defender, mas não acho

Me escondo atrás da porta

Continua...

Bandida de IpanemaOnde histórias criam vida. Descubra agora