"You can fly if you'd only cut loose, footloose
Kick off your Sunday shoes
Oowhee, Marie, shake it, shake it for me
Whoa, Milo, c'mon, c'mon let's go
Lose your blues, everybody cut footloose"
— Footloose (Kenny Loggins)
Assim que Steve avistou o carro vermelho de Tony virar a esquina de sua rua, seu coração – que já estava acelerado – pareceu querer pular de sua caixa torácica. Saiu da janela rapidamente, não queria que o garoto soubesse que ele estivera ali por mais de vinte minutos, esperando sua chegada.
Andou de um lado para o outro, estalando seus dedos e pensando em prós para aceitar aquilo, mas, para ser totalmente sincero, a única coisa que rondava sua mente naquele momento eram os contras. E eles eram tantos.
Ele passou a noite inteira pensando naquilo e, listando os motivos mais relevantes, tentando formar uma decisão. Mas não chegara a lugar nenhum porque, enquanto seus dedos escreviam:
Motivo número um: Anthony não é pessoa para um relacionamento sério. Ele leva tudo na brincadeira, o que me garante que isso não seja apenas mais uma de suas artimanhas?
Seu cérebro já o contradizia, dizendo: nada te garante, mas pelo menos você vai sair com a pessoa alvo de sua paixão enrustida desde o sexto ano.
E, ao listar os defeitos do moreno, as qualidades se sobrepunham. E isso obviamente era por que Steve Rogers era apaixonado pelo Stark, claro. Qualquer pessoa em sã consciência saberia que Anthony Stark não é um bom partido, ainda mais um bom partido para Steve Rogers.
E, depois de escrever, apagar, rasgar a folha, jogar ela no lixo e agarrar seus cabelos, soltando um suspiro frustrado, Steve Rogers levantou-se e começou a andar pelo quarto, pegando sua bola de futebol americano e passando-a de uma mão para outra.
Assim passou sua madrugada, depois de chegar em casa a meia-noite, logo após a festa na casa de Phil Coulson. Aquela maldita festa, que rendera aquele maldito pedido e tirara seu sono completamente.
Steve Rogers não sabia o que fazer, e mesmo estando pronto para sair – usando uma calça jeans azul clara, camiseta cinza e uma jaqueta de couro marrom claro e tênis –, seu corpo se retesou por inteiro ao ouvir a campainha soar pela casa. Seu quarto era o mais próximo a escada, que, por sua vez, era próxima a porta de entrada. E, por isso, ele ouviu sua mãe abrir a porta e receber o dono de toda a sua exasperação.
— Posso ajudar? — Sarah, sua mãe, perguntou com sua voz suave e acolhedora.
— Steve está? — Ele ouviu a resposta do moreno e logo sua mãe gritou por ele, do final da escada e pediu para o Stark aguardar na sala.
E ainda ofereceu biscoitos e limonada, que foram educadamente recusados por Tony.
Era agora, a decisão final. Ele iria ou não? Desceria aqueles poucos degraus, sairia pela porta de sua casa, entraria no carro de Stark e iria para um encontro com ele?
Por Deus, todo o seu corpo gritava, implorando que ele fosse logo, gritando maldições por ele ser tão, mas tão medroso e finalmente fizesse algo apenas por que queria. Não era ninguém pedindo, não era um dever, não era uma ordem.
Respirou fundo e, numa epifania, abriu a porta de supetão e desceu as escadas com passos rápidos. Passando os olhos rapidamente pela sala, encontrou Stark sentado no sofá confortavelmente, fazendo um contraste hilário com a decoração clara e caseira.
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𝐖𝐈𝐂𝐊𝐄𝐃 𝐆𝐀𝐌𝐄𝐒, 𝑠𝑡𝑜𝑛𝑦
FanfictionSteve Rogers é o popular presidente do grêmio, o cara certinho que tinha notas ótimas, capitão do time de futebol e o cara mais desejado de toda a escola. Alvo da atenção de todas as garotas, com seu sorriso lindo de dentes brancos, cabelo dourado c...
