Steve Rogers é o popular presidente do grêmio, o cara certinho que tinha notas ótimas, capitão do time de futebol e o cara mais desejado de toda a escola. Alvo da atenção de todas as garotas, com seu sorriso lindo de dentes brancos, cabelo dourado c...
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Era mais de meia-noite quando Virginia "Pepper" Potts ouviu o som de algo minúsculo atingindo a janela de seu quarto. Ela sabia o que era, entretanto, quando o som se repetiu três, quatro vezes seguidas. Ela apenas apertou o edredom que se cobria, com tanta raiva que seu rosto pálido e cheio de sardas ficou extremamente vermelho.
Mais dez pedrinhas foram atiradas de encontro com sua janela e ela levantou-se abruptamente quando a décima primeira pedrinha atingiu o vidro. Abriu as cortinas e a janela, vendo o garoto lá embaixo preparado para atirar outra pedrinha.
— Que merda você pensa que está fazendo aqui, Barton? — Ela sibilou, saindo na sacada e apoiando-se no balaústre. Suas sobrancelhas estavam franzidas, os lábios espremidos um contra o outro e uma expressão de poucos amigos.
— Desculpe por não ter ido. — Clint falou, tentando amenizar a situação, usando um tom baixo e amoroso. A rua estava silenciosa, então não precisava aumentar a voz, o que era ótimo, por que o garoto odiaria chamar a atenção da mãe dela.
— Eu não estou surpresa por você não ter ido. — Cruzou os braços, fazendo uma expressão de desdém. — Não é como se você sempre comparecesse aos encontros que marca com a sua namorada. Eu sou uma idiota por sempre voltar com você, Clint! Você promete mil coisas mas não cumpre uma sequer! — Ela rosnou, os cabelos ruivos caindo em frente ao rosto.
— Eu fui na casa do Stark, e me esqueci completamente. Me desculpa, ruiva. É sério. — Pepper quase se rendeu a expressão martirizada que ele usava, se ela não soubesse que na próxima semana ele estaria fazendo toda aquela palhaçada novamente.
— Não, Clint. Não dá, não dá mais. Eu pensei que você daria um tempo em toda essa merda, por que queria ficar comigo. Mas não! — Ela soluçou, apenas soluçou. As lágrimas já haviam secado há tempos, depois de chegar em casa, frustrada por esperar uma hora e meia em frente ao cinema local. — Tony faz sacrifícios para poder ficar com Steve, Tony deixa de ir em uma festa para ficar com Steve. Tony sabe equilibrar sua antiga vida com a sua atual, agora que está namorando sério. Mas não, Clint, você não pode deixar de fazer tudo o que fazia quando era solteiro. Tudo.
— Tony e Steve é outro caso, ruiva, por favor, me escuta. Eu sei que vivo fazendo merda, eu sei, tá legal? Mas droga, eu sou louco por você. Mas também gosto da minha vida, gosto das festas, se você entendesse... Tente entender, por favor...
— Eu não vou tentar entender nada, Clint, por que isso não está dando certo. Talvez você devesse procurar uma garota do seu meio para...
— Espera, Pepper, por favor! — Ele falou desesperado, interrompendo ela. As lágrimas desciam por seu rosto, assim como desciam pelo rosto dela também. — Eu te amo, você sabe, não sabe? Você sabe que eu te amo, certo? Por que está fazendo isso comigo?
— Por que você está fazendo isso comigo? Você é egoísta, Clint. Diz que me ama, mas eu malditamente não sei se isso realmente é verdade. Eu... — Soluçou. — Estou terminando com você, Barton. Não volte a aparecer na minha casa e me deixe em paz na escola, está bem? É isso, esse é o fim. Eu não suporto mais tudo isso, nem por um segundo a mais. Eu te amo, mas você só sabe me machucar e eu não mereço isso. Agora-agora vá embora, o-ok?
E entrou para dentro de seu quarto, fechando a janela e as cortinas grossas. Foi direto para sua cama, enfiando-se debaixo dos cobertores e escondendo seu rosto no travesseiro.
Era sempre doloroso terminar com Clint, mas era mais doloroso ainda continuar com tudo aquilo que eles chamavam de namoro.