Artilheiro
Papo reto, até eu fiquei sem graça com a situação, tá maluco? Papo de mancada! Roberta brotou aqui do nada, cara. Veio mandada de butuca só pra perturbar, avacalhar a Layza e me fuder!
Artilheiro: Quem mandou tu brotar aqui? Já não te disse que não é pra brotar aqui? - falei serinho assim que ela chegou.
Roberta: Eu vou ficar sem pisar os pés na quadra da minha escola de samba até quando? Não vou poder mais curtir aqui só pela tua amante é?
Artilheiro: Tem bagulho de amante não, mano. Tu sabe muito bem porque tu não pisa aqui, agora vai pagar de maluca? - me referi da vez que ela brigou.
Roberta: Eu não vim brigar não, eu ein. Me poupe, Rennan! Vim curtir o show, minha vida não se resume a ficar me indispondo pelas tuas cachorradas não. - disse serinha.
Artilheiro: Papo reto, se tu vier caçar confusão aqui eu não vou te entender legal, vou desconsiderar... te como na porrada aqui mesmo, tá ligada? Quero nem saber! Fica no colt. - disse puto e bolado.
Já avisei, quem não ouve conselho, ouve calado. Se veio caçar confusão, mancada, vai tomar, ficar pegada mesmo. Vacilona!
Acha que eu to comendo essa, não sei coé a intenção dela! Isso aí que me fode, quer ficar brigando em rua com ninguém po... detesto essas paradas.
Rei da voz esculachou como sempre! Cara é foda, mané. Eu tava puto, tava curtindo show sozinho mesmo até que a Roberta veio se chegando e me abraçando... Vacilona, respira como respira, mas apesar dos apesares é a minha mulher, tinha que dar uma atenção.
Roberta: Eu não consigo mais olhar pra gente e enxergar nossa razão. Acho que erramos o caminho, fomos pela contramão... Você vive pra mudar meu jeito, a minha essência natural! Eu vivo destacando seus defeitos, discutir já é normal. Tantas crises nos tornaram um casal tão infeliz e o que era inabalável hoje vive por um triz. Não há forças pra continuar porque fomos pouco a pouco nos tratando como dois estranhos, como dois rivais.
Cantou praticamente pra mim cheia de sentimentos e raiva. Me fingi de maluco né, abracei ela pela cintura e fiquei falando no pé do ouvido dela, preando de tempo.
Artilheiro: Para de bobeira ô! - falei manso.
Roberta: Não é bobeira não, Rennan. Se não dá mais certo, não tem mais sentimentos e respeito entre a gente, termina cara. Me deixa!
Artilheiro: Coé? Quem disse que não tenho sentimentos por você, maluca? Tu é minha mulher po, minha dona, tá mandada?
Roberta: Tô maluca não, cara. Você fica dizendo isso, querendo limpar suas atitudes com meias palavras, mas não é o que você demonstra. Eu vivo tentando segurar nosso casamento, fazer de tudo por nós mas você nem aí... me sacaneia na maior cara dura. Se eu não estivesse aqui contigo você estaria com ela aqui falando as mesmas coisas! - jogou na cara.
Artilheiro: Para com isso, deixa de história mano. Eu to aqui com quem? Minha mulher é tú po, independente! Eu tenho minhas falhas, sou errado no bagulho mesmo, mas gosto de tú, vacilona. To aqui contigo, esquece isso, bora curtir, relembrar os velhos tempos.
O homem lançou aquela sequência das antigas e eu fiquei curtindo com a dona, relembrando os velhos tempos com ela, dando uma atenção, mas só pensando na minha preta.
Roberta: Vai pra onde? - segurou meu braço.
Artilheiro: Vou mijar, cara! Não posso mais não? Quer ir comigo? Vai segurar meu pau por acaso? - me escaldei logo.
Aí me fode, quer me travar a todo custo, tá maluco? Já me escaldo logo. Nem fui na intenção de me bater com a mandada, procurar nem nada, mas dei de cara com ela. Fui pra falar negou voz, tá boladona e com razão. Nem insisti, deixei ir...
Terminei de mijar e voltei pra onde eu tava, fiquei lá bebendo com os caras e a Roberta ficou lá sambando com a mulher dos amigos. Bateu 4hors da manhã chamei ela pra ralar!
Roberta: Já amor? Poxa... tempão que não curto aqui, vamo ficar mais cara? - fez manhã.
Artilheiro: Pô... Tô cansadão, amor! Tô fudido já. - meti serinho.
Fui pra casa, demos uma namorada no amor pra amansar a fera e ela apagou. Já tava metendo o pé na porta quando ela me pegou no pulo e começou a confusão.
Roberta: Você é sujo!!!!! Sujo!!! - gritou assim que me pegou no pulo. - Você não voltar pra lá, não vai, Rennan! - veio querer me travar, roncar.
Artilheiro: Coé cara, vou voltar pra lugar nenhum não, maluca. Meu rádio que apitou po, surgiu um caô pra eu resolver. - menti serinho.
Roberta: Você acha que eu sou idiota, seu desgraçado? - já veio me agredir. - Você vai atrás dela né? Vai atrás daquela vagabunda, seu infeliz!!! Filho da puta do caralho.. - gritou enquanto me arranhava.
Artilheiro: Vou atrás de ninguém não mano, para com isso porra! - disse segurando os braços dela. - Caralho, Roberta!
Roberta: Se você... se você sair por essa porta eu vou te matar, você vai ver! Quando você pisar aqui de volta eu vou fazer uma besteira contigo, vou te esfaquear todinho. - me ameaçou na cara dura. - Você vai ver o que eu vou fazer contigo, Rennan. Não brinca não! Não brinca! - gritou.
Ai que eu fiquei puto, so pela ousadia. Eu, ein! Tá maluca, agora quer ameaçar bandido, acha que é o poste que mija no cachorro.
Se bateu, me arranhou, quis até jogar o enfeite da casa em mim, mas eu meti o pé trancando ela lá dentro. Quer brigar com a light vai ficar fudida, quando eu voltar quero ver...
Voltei pra quadra dá Mangueirae fiquei lá bebendo com os amigos pra disfarçar. Ainda brotei no camarote onde a Layza tava e ela tava lá dançando com os amigos, jogando avanço mesmo, tá afim de caô, mas falei nada não, to no erro.
Fiquei lá com os manos onde eu tava curtindo. Desce 12 anos com água de coco e red pra embrazar. Segue o protocolo!
Pau quebrando, uma horas dessas geral muito doido, tinha amanhecido e o clima ja tava de baile enquanto o dj quebrava tudo. Naquele pique, pau quebrou.
Roberta tonteando por ligação e mensagem me xingando abeça e eu desliguei o celular. Marquei de lá com os caras até mais de seis da manhã e quando eu vi a outra descendo, esperei uma cota e fui atrás!
Sai depois e ainda cheguei na porta dela primeiro que ela. Tava bebada, ainda veio de moto com o viado que anda com ela. Fiquei puto, mas nem ia falar isso... deixa pra próxima.
Layza: Artilheiro, eu não quero falar contigo não, me deixa, cara! - quis me travar quando eu segurei no braço dela.
Maurício: Ela tá bebada colega, depois vocês conversam! - o viado que anda com ela quis me travar, até engrossou a voz pra falar comigo.
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ZERO 2 🌪 (FINALIZADO)
ChickLitPior que a ilusão da esposa em acreditar que não é traída é a ilusão da amante em acreditar que um dia terá o homem casado só para ela. +18 | LIVRO COMPLETO DISPONÍVEL PARA ASSINATURA.
